A importância da normalização dos sinais de segurança

 

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Há uma necessidade de padronizar um sistema de informação de segurança que se baseie no uso mínimo de palavras ou símbolos para alcançar o seu entendimento. Em um cenário de emergência, no qual o ambiente um determinado ambiente está em situação criticamente perigosa, uma pessoa provavelmente estará desesperada. Sendo assim, um sinal simples e fácil de entender será um fator que poderá salvar vidas.

O crescimento contínuo do comércio internacional, das viagens e da mobilidade no trabalho requer um método comum de comunicação da informação de segurança. A falta de padronização pode levar à confusão e ao risco de acidentes.

Entretanto, o uso de sinais de segurança padronizados não substitui os métodos de trabalho adequados, as instruções e o treinamento ou medidas de prevenção contra acidentes. A educação é uma parte essencial de qualquer sistema que forneça informações de segurança.

A NBR ISO 3864-1 – Símbolos gráficos — Cores e sinais de segurança Parte 1: Princípios de design para sinais e marcações de segurança estabelece as cores de identificação de segurança e os princípios de design para sinais e marcações de segurança a serem utilizados nos locais de trabalho e em áreas públicas, com a finalidade de prevenção de acidentes, proteção contra incêndio, informações sobre os riscos à saúde e evacuação de emergência. Esta norma também estabelece os princípios básicos a serem aplicados no desenvolvimento de outras normas que contenham sinalização de segurança.

As cores de segurança e dos sinais de segurança têm um objetivo claro: chamar a atenção rapidamente a objetos e situações que afetam a segurança e a saúde, obtendo rápida compreensão de uma mensagem específica. As cores e as formas dos sinais possuem respectivos significados, como demonstram as tabelas abaixo.

Tabela 1

Tabela 2

Tabela 3

Outro fator importante é a qualidade de percepção dos elementos do símbolo gráfico dos sinais de segurança, e não à compreensão ou significado do sinal de segurança. Além de ser compreensível, convém que um símbolo gráfico tenha uma qualidade de percepção suficiente para possibilitar que a população eventual de usuários em uma situação prática identifique seus elementos corretamente. Se o principal objetivo do símbolo é ser entendido, é essencial que seus elementos sejam identificáveis.

Na medida em que a distância de observação de um sinal de segurança aumenta, os ângulos visuais subtendidos dos símbolos gráficos diminuem. A tarefa de identificar os elementos do símbolo gráfico é mais difícil na medida em que a distância de observação aumenta, o que resulta em porcentagens menores da população de usuários identificando corretamente os elementos do símbolo gráfico.

Consequentemente, em uma curta distância de observação, convém que o projeto dos elementos do símbolo gráfico seja tal que uma porcentagem muito alta da população pretendida de usuários seja capaz de identificar corretamente os elementos do símbolo gráfico. Deve-se levar em consideração que, em uma maior distância de observação, uma baixa porcentagem ou nenhuma população pretendida de usuários seria capaz de fazer.

Devido à distância para a correta identificação dos elementos do símbolo gráfico variar entre indivíduos, a probabilidade de que uma certa porcentagem da população pretendida de usuários pode fazer a identificação correta é estatística por natureza. Portanto, é importante que uma alta porcentagem da população destinada pretendida de usuários seja capaz de identificar corretamente os elementos do símbolo gráfico e compreender o significado do sinal de segurança a uma distância tal que eles sejam capazes de proceder conforme a mensagem de segurança.

Um critério prático é que pelo menos 85% da população pretendida de usuários seja capaz de identificar corretamente os elementos do símbolo gráfico na distância mínima de observação segura para o sinal de segurança. A avaliação de identificabilidade dos elementos do símbolo gráfico é uma tarefa complexa.

Vários fatores e condições influenciam na identificabilidade: tamanho dos elementos do símbolo gráfico e suas partes dentro da forma geométrica do sinal de segurança; se o sinal de segurança é um sinal de segurança externa ou internamente iluminado e os materiais utilizados; luminância, contraste da luminância ou contraste entre os símbolos gráficos e o fundo da forma geométrica do sinal de segurança; condições de iluminação; ângulo de observação; acuidade visual da população destinada do usuário – se por visão normal (acuidade visual normal), uso de lentes corretivas ou possuindo deficiências visuais; familiaridade com a forma ou objeto representado.



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1 resposta

  1. É um início. Estamos atrasados em termos de comunicação por símbolos (pictogramas). As placas obedecem as cores da norma internacional, porém, não há padronização nas mensagens.
    São comercializadas placas com dizeres em português, ex. Atenção, Aviso, … onde deveriam ser pictogramas, figuras, sem qualquer dizer, também entendido por qualquer visitante estrangeiro.
    Exemplos internacionais estão na norma ISO 7010.
    Algumas Leis que impõem determinados símbolos, precisariam ser revisadas para enquadramento em padrão internacional com base em normas ISO.

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