Método de ensaio para o comprimento de escrita de canetas

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As canetas devem escrever sem falhas ou borrões quando ensaiadas conforme especificado na Seção 7 da NBR 16108.

Da Redação –

Desde os tempos da caverna até a era digital, o ser humano tem a necessidade de compartilhar e registrar informações. Experiências, acontecimentos, métodos, tudo pode ser armazenado hoje em dia. Os primeiros registros surgem justamente nas cavernas, nos quais os desenhos rupestres retratavam o cotidiano antigo.

Em civilizações mais desenvolvidas à época, por volta de 4.000 a.C., os sumérios desenvolveram a escrita cuneiforme. O povo da Mesopotâmia utilizava placas de barro para registrar mais de dois mil sinais, fato que dificulta a compreensão atual do conteúdo registrado.

Muito do que se sabe sobre este período da história se deve a essas placas de argila com registros cotidianos, administrativos, econômicos e políticos da época. Aproximadamente na mesma faixa temporal, os egípcios desenvolveram os hieróglifos, inundando as paredes internas das pirâmides de textos que falavam sobre a vida dos faraós, rezas e mensagens para espantar possíveis saqueadores, além do uso do papiro.

As pedras nas paredes das cavernas foram substituídas pela tinta, esta utilizada através de penas por quase dois mil anos. O lápis moderno surgiu no século XVI, depois da descoberta das primeiras jazidas de grafite na Inglaterra. As primeiras canetas foram criadas no século XVIII, também em solo britânico, até que em meados de 1940 a caneta esferográfica foi desenvolvida. Muito se mudou sobre as canetas, principalmente em seu formato e capacidade de armazenar tinta (as primeiras tinham uma necessidade maior de recarregar a tinta com maior frequência).

A NBR 16108 — Caneta esferográfica, gel e roller — Comprimento de escrita — Método de ensaio estabelece o método de ensaio para a determinação do comprimento da escrita e seus modos de falha para canetas esferográficas, rollers, gel e outras que utilizem esfera como sistema de deposição da tinta, carregáveis ou não recarregáveis, para uso geral.

Os tipos de pontas devem ser classificados segundo o diâmetro da esfera, assim como as tabelas abaixo indicam.

Tabela 1 caneta

Tabela 2 caneta

Tabela 3 caneta

As canetas devem escrever sem falhas ou borrões quando ensaiadas conforme especificado na Seção 7 da NBR 16108, obtendo-se a metragem média de escrita conforme especificado na Norma.

Falha na escrita é o conjunto de cada dois círculos completos nos quais não haja deposição de tinta sobre o papel ou a deposição de tinta seja visivelmente inferior à condição regular da amostra, sendo evidenciada pela variação de tonalidade do traço. Para as canetas decorativas, não pode ser considerada, na determinação de sua metragem, a falha intermitente na tinta. O ensaio deve ser interrompido para a caneta da amostra que apresentar cinco falhas de escrita dentro de um período de metragem de avaliação de 100 m.

falha

O borrão na escrita consiste em uma união de linhas por um acúmulo de tinta, sendo considerado um borrão reprovativo quando:

a) Na zona de escrita T1 ocorrer um acúmulo (borrão) de tinta que una três linhas completamente. A cada três linhas unidas por um acúmulo de tinta é considerado um borrão; caso um único acúmulo de tinta una seis linhas, são considerados dois borrões e assim sucessivamente;

1

b) Na zona de escrita T2 ocorrer um acúmulo (borrão) de tinta que una duas linhas completamente. A cada duas linhas unidas por um acúmulo de tinta é considerado um borrão; caso um único acúmulo de tinta una quatro linhas, são considerados dois borrões e assim sucessivamente;

2

A Zona de escrita T1 representa os terços laterais da distância resultante da eliminação de 2 mm + 0,1 mm das bordas laterais, que são as zonas de interseção das linhas nas circunferências

3

A Zona de escrita T2 é o terço médio da distância resultante da eliminação de 2 mm + 0,1 mm das bordas laterais, que são as zonas de interseção das linhas nas circunferências.

4

O ensaio deve ser interrompido para a caneta da amostra que apresentar 5 borrões de escrita dentro de um período de metragem de avaliação de 100 m.

A máquina de ensaio de escrita deverá ser capaz de atender os seguintes parâmetros ao executar o ensaio de escrita: ângulo de escrita (ensaio de escrever uma amostra a 75° ± 5°); velocidade da escrita (4,5 m/min ± 0,5 m/min); geração uma linha espiral contínua de 100 mm ± 1 mm circunferência e com movimento longitudinal e axial, sendo que a velocidade de avanço do papel deve atender ao estabelecido na NBR 16108;  girar a caneta, fazendo um movimento axial sobre seu próprio eixo, completando 1 volta a cada 100 ± 20 movimentos espirais; carga aplicada na ponta da caneta deve atender ao estabelecido na NBR 16108.

Devem ser ensaiadas dez amostras de cada modelo e cada cor de tinta da carga da caneta. As amostras devem ser de canetas sem uso e ser retirada de sua embalagem original.

Havendo prazo de validade determinado para o produto, especificado pelo fabricante na embalagem expositora, as amostras a serem ensaiadas devem ter, no máximo, o um terço inicial do prazo de validade decorrido. Não havendo prazo de validade determinado não existe restrição para coleta da amostra. Consideração sobre o prazo de validade visa evitar possíveis interferências no desempenho do produto devido a condições inadequadas de armazenamento no comércio.

Os ensaios devem ser realizados sob condições climáticas de ensaio padrão de 23 °C ± 2 °C e umidade relativa de 50 % ± 10 %. As canetas devem ficar em repouso nas condições climáticas estabelecidas neste item, na posição horizontal, por no mínimo 24h antes de serem ensaiadas.

As seguintes informações devem constar na embalagem expositora da caneta: a descrição do modelo da caneta (por exemplo, “caneta esferográfica”, “caneta roller” ou “caneta gel”); o código de classificação da ponta (UF, EF, F, M ou B) ou informação do diâmetro da ponta; o comprimento médio mínimo de escrita garantido pelo fabricante ou importador, quando ensaiada conforme os requisitos estabelecidos nesta norma, sendo este sempre menor ou igual ao comprimento médio determinado, descrito sempre em múltiplos de 100 m; o prazo de validade, caso o mesmo tenha sido declarado pelo fabricante e/ou importador para a realização da coleta do amostral.



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