O país ainda não melhorou em termos de produtividade e competitividade para 2019

editorial

Conforme dados de 2017, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil registrou mudanças nos rankings de sete dos nove fatores determinantes da competitividade avaliados, mas se mantém na penúltima posição do ranking geral – à frente apenas da Argentina. O país passou a apresentar um fator determinante da competitividade em que se posiciona no terço superior (entre a 1ª e a 6ª posição), contra zero casos no ranking de 2016.

Os fatores em que o país ocupa posição no terço intermediário (entre a 7ª e a 12ª posição) caíram de quatro para dois e os fatores em que ocupa posição no terço inferior (entre a 13ª e a 18ª posição) subiram de cinco para seis. Entre os nove fatores, o Brasil encontra-se no terço superior do ranking apenas em Disponibilidade e custo de mão de obra.

Em Competição e escala do mercado doméstico e em Educação, encontra-se no terço intermediário. Nos demais fatores, o país se situa no terço inferior do ranking (últimos seis lugares). O Brasil ocupa a última posição em Disponibilidade e custo de capital, Ambiente macroeconômico e Ambiente de negócios.

O país apresenta a mais alta taxa de juros real de curto prazo e o maior spread da taxa de juros, ocupando o último lugar em Custo do capital. Em Ambiente macroeconômico, registra a maior despesa com juros incidentes sobre a dívida do governo e a segunda menor taxa de investimento da economia.

Em Ambiente de negócios, obtém a pior colocação em Pagamentos irregulares e subornos, Transparência das decisões políticas, Facilidade em abrir uma empresa e Regras trabalhistas de contratação e demissão. Na comparação com a edição anterior, ganhou posições no fator Disponibilidade e custo de mão de obra, o que reflete a recuperação da produtividade do trabalho na indústria e o crescimento da força de trabalho do país.

O Brasil avançou sete posições em Disponibilidade e custo de mão de obra (da 11ª para a 4ª posição) e passou do terço intermediário para o superior. Em Peso dos tributos, o país avançou uma posição (da 16ª para a 15ª), mas não registrou mudança de terço.

A melhora registrada pela produtividade do trabalho é compensada pela perda de competitividade em outros fatores, o que impediu o avanço do país no ranking geral. No fator Tecnologia e inovação, a redução do apoio governamental à inovação resultou em perda de posições (da 11ª em 16 países para a 13ª em 17) e em queda para o terço inferior do ranking.

O país também perdeu posições em Infraestrutura e logística, Ambiente Macroeconômico, Ambiente de negócios e Educação, mas não mudou de terço. Em Infraestrutura e logística, o Brasil perdeu duas posições e passou a ocupar o penúltimo lugar. O país registrou queda do indicador que mede o acesso da população às tecnologias de informação e comunicação e, em Logística internacional, foi superado pela Argentina no indicador que mede o custo do processo logístico para exportar e importar. Nos demais subfatores, Infraestrutura de transporte e Infraestrutura de energia, o país manteve-se em último lugar.

É muito triste para um país que tem tudo para dar certo e simplesmente ficar patinando em termos globais. A corrupção atinge todos os setores, todos os poderes, no judiciário, no legislativo e no executivo, com alvos indiscriminados de sucessivas operações policiais.

Contudo, a esperança e a expectativa é de que o Brasil, mais uma vez supere tudo isso. Um chamado choque de gestão do próximo presidente para alterar todas essas mazelas. Acreditar que as coisas vão melhorar é sempre bom, não no ritmo que a gente espera, mas initerruptamente. E fé nos brasileiros!

Hayrton Rodrigues do Prado Filho

hayrton@hayrtonprado.jor.br



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