As pessoas em sua vida profissional

A empresa deve ouvir todos os tipos de pessoas e entender os seus argumentos, esclarecer os fundamentos e a finalidade da mudança.

tipos

Os tipos de pessoas que você vai encontrar em sua vida profissional não vão fugir muito do que eu vou escrever abaixo. Há quatro categorias de pessoas que normalmente se encontra ao iniciar um processo de mudança em uma empresa.

Um deles, concorda de forma ativa com as alterações a serem feitas. É o que se pode chamar de amigos. São os que captam rapidamente os novos conceitos propostos, acreditam no processo, enxergam a melhoria e se engajam proativamente na mudança. Infelizmente são uma minoria, mas eles valem muito para ajudar a empresa a evoluir.

O outro tipo é o que concorda de forma passiva com a mudança. É o que se pode chamar de devoto. São os que seguem a onda do momento: uma vez criado um movimento inicial, elas vão junto, sem opor resistência, e acabam colaborando e dando peso ao processo de mudança. Esta categoria normalmente envolve a maioria das pessoas.

Um outro tipo é o que discorda de forma passiva com processo de mudança. Podem ser chamados de os sarcásticos. São os que não manifestam abertamente sua discordância, mas atuam de maneira sutil nos bastidores, procurando fazer o que estiver a seu alcance para corroer as bases da mudança.

Normalmente, sempre estão em minoria. Quando estão em função operacional, acabam sendo isolados e até mesmo colocado de lado pela própria equipe de trabalho. Mas se estiverem alguma posição de comando podem causar estragos consideráveis. Quando é descoberto não há alternativa a não ser sugerir que busque outro caminho.

Por fim, existem os que discordam de forma ativa com a proposta de mudança. São os chamados rebeldes sem causa. São os que se opõem de maneira aberta e enérgica, gerando um problema sério em todo o processo, pois suas questões contrárias são sempre positivas e devem ser respondidas com inteligência. Não podem ser desprezados e nem isolados. São importantes para o sucesso do programa de melhoria e de mudança.

A empresa deve ouvir a todos e entender os seus argumentos, esclarecer os fundamentos e a finalidade da mudança. De forma sutil e direta, deve sempre perguntar a todos: o que vocês sugerem?

Quando um rebelde sem causa é convencido, se torna rapidamente um amigo e um ótimo colaborador do processo. Em suma, a organização deve se apoiar nos amigos, conquistar os rebeldes sem causa, engajar os devotos e, se for o caso, identificar e isolar os sarcásticos.

Somado a isso, não se deve esquecer de Abraham Harold Maslow que nasceu no dia 1 de abril de 1908, no Brooklyn, NY. Foi o primeiro dos sete filhos de seus pais, que eram judeus com pouca educação, imigrantes da Rússia. Seus pais, querendo o melhor para seus filhos, foram extremamente exigentes com ele em relação ao sucesso acadêmico.

Um dos trabalhos mais influentes de Maslow é o livro Motivation and Personality, publicado em 1954, no qual ele desenvolveu uma teoria base a respeito da motivação. Ele sustentava que cada pessoa tem um conjunto básico de necessidades que são, de fato, seus desejos e carências.

Organizou essas necessidades em cinco categorias, com cada nível se desenvolvendo a partir do nível anterior. Sua premissa era a de que conforme os níveis sucessivos de necessidades vão sendo satisfeitos, outras necessidades acabam por surgir.

Colocou sua teoria em uso pela primeira vez ao incorporá-la ao treinamento de liderança da Força Aérea dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial. A teoria atraiu o interesse como sendo uma estrutura básica para o amplo entendimento da motivação humana.

Sua busca era querer saber o que constituía a saúde mental positiva. A psicologia humanista, corrente impulsionada por ele, deu origem a diversas diferentes formas de psicoterapia, todas guiadas pela ideia de que as pessoas possuem todos os recursos internos necessários ao crescimento e à cura e o objetivo da terapia é remover os obstáculos para que o indivíduo consiga isso.

Maslow descobriu quando pesquisava o comportamento de macacos, logo no início de sua carreira, é que algumas necessidades têm mais prioridade que outras. Por exemplo, se você sente fome e sede, a tendência é tentar resolver a sede primeiro. Afinal, você pode ficar sem comida por semanas, mas apenas sobreviverá por alguns dias se não beber água.

Por isso, a sede é uma necessidade mais forte que a fome. Do mesmo modo, se você está com muita sede e alguém impede você de respirar, o que é mais importante? A necessidade de respirar, é claro. Por outro lado, o sexo é a necessidade mais fraca de todas essas. Afinal, você não vai morrer se ficar sem fazer sexo.

Assim, o comportamento humano é explicado por Maslow através de cinco níveis de necessidades. Estas necessidades são dispostas em ordem hierárquica, desde as mais primárias e imaturas (tendo em vista o tipo de comportamento que estimulam) até as mais civilizadas e maduras.

Na base da pirâmide, encontra-se o grupo de necessidades que Maslow considera ser o mais básico e reflexivo dos interesses fisiológicos e de sobrevivência. Este é o nível das necessidades fisiológicas, que estimulam comportamentos caracterizados pelo verbo ter.

O segundo nível da hierarquia é constituído por uma série de necessidades de segurança. Uma vez atendidas as necessidades fisiológicas, a tendência natural do ser humano será a de manter.

Na sequência, quando a segurança é obtida, surgem as necessidades de pertencer a grupos, associar-se a outras pessoas, ou seja, de se igualar. Estas necessidades são chamadas de sociais ou de associação. O passo seguinte na escala de necessidades é o da estima ou de status. Neste ponto, as necessidades de destaque, proeminência, reconhecimento e admiração por parte do grupo são manifestadas por ações que buscam diferenciar.

Embora as necessidades de estima sejam difíceis de serem superadas, dada sua dependência à receptividade de terceiros, Maslow sugere que em alguns casos elas podem ser adequadamente satisfeitas, liberando assim os indivíduos para atingir o nível mais alto da hierarquia.

Quando isto ocorre, as necessidades de maximizar as potencialidades e de testar a própria capacidade farão com que as ações do indivíduo sejam dirigidas em busca do vencer. Este é o nível das necessidades mais maduras e construtivas da hierarquia de Maslow, conhecidas como necessidades de autorrealização.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho

hayrton@hayrtonprado.jor.br



Categorias:Editorial

Tags:, ,

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: