Publicado em 11 Sep 2018

O paradigma da indolência humana

Redação

Diante da aparente falta de alternativa, alguém poderia pensar que as coisas são assim mesmo, ou seja: a apatia, indiferença, negligência e até aversão pelo trabalho seria uma característica da natureza humana.

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Eduardo Moura -

Esse paradigma consiste em crer que as pessoas são naturalmente apáticas com relação ao trabalho. Segundo essa forma tão comum de pensar, o estado ideal do ser humano seria o de ócio total: estar completamente desocupado, desfrutando folgadamente de atividades de lazer.

Desse modo, o trabalho passa a ser visto como um mal ou pelo menos um inconveniente necessário o qual devemos suportar por algum tempo, para depois poder desfrutar do verdadeiro prazer de não ter que trabalhar. Em outras palavras, os administradores que compartem essa ótica pensam que, para a desprivilegiada casta de trabalhadores do chão de fábrica, a vida começa depois que deixam seu local de trabalho.

Como consequência de crer (conscientemente ou não) em tal paradigma, os executivos tratam de implementar meios para estimular a mão de obra” ao trabalho, impondo-lhes regras, controles, ameaças e punições, além de uma série de motivadores extrínsecos tais como remuneração variável, bônus por cumprimento de metas etc.

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