Uns fazem parte do problema……outros, da solução!

Nos dias de hoje fica difícil não se falar sobre a imperiosa necessidade de se encontrar caminhos para o desenvolvimento econômico das regiões e das nações.

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Ozires Silva

Escolhi um tema muito pessoal, produto de longas e antigas reflexões sobre o comportamento, não muito adequado – penso eu -, da sociedade brasileira. Pode ser que isso aconteça em outros países, de cultura diversa da nossa, mas me parece que “fazer parte do problema” é mais comum entre nós, do que alhures.

O que me motivou a pensar nisso, e transmitir aos leitores, veio a partir de um exemplo muito recente, quando um alto dirigente de uma instituição de prestígio mundial começou a ter problemas para renovar seus quadros humanos. Sabemos que todas as instituições precisam se renovar para continuar crescendo e competindo com vantagens. E, quando pesam restrições sobre os processos de renovação, por qualquer que sejam as razões, é natural sobrevirem preocupações.

Neste século XXI vemos taxas de natalidade caindo enquanto a longevidade das pessoas está crescendo. Daí, pode se imaginar que este novo fenômeno na história da humanidade seja uma das razões invocadas pelo dirigente para encontrar obstáculos no sentido de continuar a crescer com eficiência.

Mas qual o problema ao qual ele se referiu? Observou, com razão, que suas equipes de trabalho estão envelhecendo, enquanto os jovens, certamente sempre em vista de outros horizontes, se afastaram da instituição em busca de perspectivas diferentes. Ora, uma explicação pode simplesmente concluir que sua instituição “envelheceu”, que não oferece o que os jovens buscam, pois a característica mundialmente comum das novas gerações é a de tentar o novo, a inovação, a criatividade, afastando-se do que considera “velho” e ultrapassado.

Há anos, em um contato com estudiosos dos Estados Unidos, ouvi uma definição de problema que me tocou pessoalmente, como a muitos dos meus colegas de trabalho. Diziam eles que “problema é quando algo acontece ou se mostra diferente do que se pretendeu resolver”.

Essas diferenças caracterizam um problema. Aquele tipo de abordagem ensejou todo um sistema de análises de problemas e de estruturação de caminhos, métodos e processos para tratar situações complexas, abrindo sugestões para a formulação de caminhos a percorrer, na busca de ações corretivas.

Nos dias de hoje fica difícil não se falar sobre a imperiosa necessidade de se encontrar caminhos para o desenvolvimento econômico das regiões e das nações. Nas últimas décadas, o fosso entre o chamado primeiro mundo e os outros países continuou a estar presente, com crescente punição à qualidade de vida e às condições de sobrevivência das populações.

As dificuldades para gerar negócios nos países não incluídos entre os mais desenvolvidos são bem mais acentuadas. As razões são várias e podem ser alinhadas por uma extensa lista de faltas e uma pequena de suficiências.

Voltando ao início. O que fazemos hoje parece não preencher as expectativas que tínhamos. Assim, temos um problema de solução nada fácil, pois no mundo de hoje, globalmente competitivo, inteligente e com produtos também cada vez mais inteligentes.

Temos de produzir talentos e vencer as dificuldades para utilizá-los da forma mais útil e construtiva! Precisamos gerar estratégias e programas de longo prazo, com metas específicas a serem atingidas. Temos de ousar e trazer ideias novas para que, no bojo de novos comportamentos e culturas, possamos criar um quadro que ajude a todos terem sucesso.

Ozires Silva é reitor da Unimonte e presidente do Conselho de Administração da Anima Educação e membro da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ). Já ocupou a presidência de empresas como Petrobras e Embraer.



Categorias:Opinião

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