Capacetes de segurança devem cumprir a norma técnica

Os capacetes de segurança são usados para dar proteção a cabeça ou partes dela, contra impacto, penetração, choque elétrico, respingos de produtos químicos; deve ser provido de fendas laterais para acoplamento de protetores auriculares e faciais ter alta resistência à penetração e boa ventilação, de maneira que ofereça conforto ao usuário.

hardhats and reparement toolsDa Redação –

O capacete de segurança é considerado um Equipamento de Proteção Individual (EPI) para uso exclusivo e proteção da cabeça. Seu uso é exclusivamente individual, de acordo com as disposições do fabricante e ao treinamento ministrado ao receber esse dispositivo.

Sua finalidade é proteger a cabeça contra choques com objetos que possam cair sobre a cabeça, contra choques elétricos e possíveis quedas com impactos em superfícies rígidas. A cabeça, embora seja uma área rígida, é bem sensível e concussões podem provocar diversos danos à saúde do trabalhador, inclusive de cunho irreversível.

Concussões na região da cabeça podem causar traumatismos cranioencefálico ao qual não chega a provocar hematomas, porém mais tarde podem provocar uma alteração no cérebro, desmaios, confusão, insônia, tontura, sonolência, problemas de memória, dor de cabeça forte, entre outros sintomas, prejudicando assim, seu bem-estar.

Assim, sua utilização é fundamental para a proteção da cabeça e do crânio dos trabalhadores na execução das mais variadas funções que os colocam em risco eminente, os capacetes ainda são negligenciados em algumas empresas, o que resulta no significativo número de mais de 150 mil acidentes envolvendo essa área do corpo. Em vista a gravidade de incidentes na região da cabeça, que podem deixar o colaborador incapacitado ou até ser fatal, as empresas precisam prestar mais atenção quanto a correta utilização do item.

Com a função de proteger a cabeça e outras partes do corpo como rosto, pescoço e ombros de quedas, perfurações, queimaduras e choques elétricos, os capacetes de segurança são essenciais nas áreas da construção civil, indústrias e eletricidade. No entanto, mesmo com a obrigatoriedade do uso e conscientes de todos os perigos envolvidos na não utilização destes, muitos trabalhadores e empresas negligenciam o uso de capacetes de segurança, seja pelo desconforto ou acreditarem que nada irá acontecer.

Em alguns casos, o item até é utilizado, porém de forma incorreta, o que também não protege os funcionários em caso de graves acidentes. Assim é dever da empresa oferecer EPI aos funcionários e no momento da entrega, orientá-los sobre o uso correto, além de supervisionar a utilização, já os funcionários têm como obrigação fazer o uso dos capacetes de segurança, sob o risco de colocar sua vida em risco e também ser punido pela empresa.

Os capacetes de segurança, assim como qualquer equipamento, possuem forma correta de uso para oferecer o máximo de eficiência. É preciso que o trabalhador fique atento a detalhes como a aba frontal sempre virada para frente, já que o objetivo da mesma é proteger o rosto do trabalhador em casos de quedas de objetos.

Em locais com incidência de ventos, é indicado que seja utilizada uma fita adesiva por baixo do pescoço para que o capacete fique preso à cabeça do trabalhador, o mesmo é indicado para funções que exijam a inclinação da cabeça.

Outro problema comum durante a utilização de capacetes de segurança, é o uso simultâneo de bonés, toucas e gorros, o que é expressamente proibido, pois estes itens diminuem a eficiência dos capacetes. Importante também, que antes de colocar os capacetes de segurança, os trabalhadores analisem se existem fissuras ou trincos nos equipamentos, em casos de qualquer dano, é indicada a troca imediata.

A NBR 8221 (EB1132) de 04/2015 – Capacete de segurança para uso ocupacional – Especificação e métodos de ensaio estabelece os tipos e as classes de capacetes de segurança para uso ocupacional, fixa os requisitos mínimos quanto às características físicas e de desempenho, e prescreve os ensaios para a avaliação dos referidos capacetes, os quais são destinados à proteção da cabeça contra impactos, penetração e riscos elétricos no uso ocupacional.

Os capacetes de segurança para uso ocupacional destinam-se a reduzir a quantidade de força de um golpe de impacto mas não podem oferecer total proteção à cabeça em casos de impacto e penetração severos. O uso de capacetes de segurança nunca deve ser visto como substituição às boas práticas de segurança e controles de engenharia. Alterações, acoplamento de outros equipamentos de proteção individual (EPI) ou adição de acessórios podem afetar o desempenho do capacete.

Os capacetes são projetados para oferecer proteção acima das linhas de ensaio, que são claramente definidas nesta norma. Capacetes podem se estender abaixo das linhas de ensaio por estilo ou propósitos práticos, mas isso não implica proteção abaixo destas. O capacete de segurança é classificado conforme a proteção oferecida quanto aos riscos de impacto e elétricos, sendo classificado como Tipo I ou Tipo II, quanto à sua proteção contra impactos e Classes G, E ou C, quanto a sua proteção contra riscos elétricos.

O capacete Tipo II contempla os requisitos do capacete Tipo I, assim como o capacete Classe E contempla os requisitos das Classes G e C. O capacete Classe G contempla os requisitos da Classe C. O capacete de segurança Tipo I é concebido para reduzir a força de impacto resultante de um golpe no topo da cabeça.

O capacete de segurança Tipo II é concebido para reduzir a força de impacto resultante de um golpe no topo ou nas laterais da cabeça. Capacete Classe G (geral). O capacete de segurança Classe G é concebido para reduzir o risco de choque elétrico quando houver contato com condutores elétricos de baixa tensão, e é ensaiado com 2.200 V. Esta tensão não busca ser um indicador da tensão na qual o capacete protege o usuário.

O capacete de segurança Classe E é concebido para reduzir o risco de choque elétrico quando houver contato com condutores elétricos de alta tensão, e é ensaiado com 20.000 V. Esta tensão não busca ser um indicador da tensão na qual o capacete protege o usuário. O capacete de segurança Classe C não oferece proteção contra riscos elétricos.

Cada capacete deve ter marcações permanentes e legíveis, em qualquer região do casco, contendo as seguintes informações: nome ou marca de identificação do fabricante ou importador; data de fabricação; lote de fabricação. Cada capacete deve ter marcações legíveis, em qualquer região do casco, contendo as seguintes informações: número e ano desta norma; indicações aplicáveis de Tipo e Classe. Cada capacete deve ser acompanhado por instruções do fabricante com as seguintes informações: instruções de colocação e retirada do sistema de suspensão no casco; método correto para ajuste de tamanho da suspensão; instruções sobre limitações e utilização; orientações sobre higienização, vida útil, cuidado e manutenção periódica; se aplicável, instruções sobre montagem e ajuste para uso invertido.

Devem constar nas instruções a forma de identificação e a correta interpretação da data de fabricação, e quando o número do lote for o mesmo da data de fabricação, esta informação também deve constar nas instruções. Quando o capacete possuir acessórios e/ou jugular, estes devem ser acompanhados por instruções de montagem, ajuste e utilização. Para a inflamabilidade, o capacete de segurança deve ser ensaiado de acordo com 7.1, em qualquer lugar acima da LEE. A chama deve se extinguir em até 5 s após a remoção da chama de ensaio.

Para a transmissão de força, o capacete de segurança deve ser ensaiado conforme 7.2 e não pode transmitir para a cabeça-padrão uma força superior a 4.450 N. Adicionalmente, para cada condicionamento, deve ser calculada a média das forças máximas transmitidas nos ensaios individuais. O valor da média não pode ser superior a 3 780 N.

Para a penetração no topo, o capacete de segurança deve ser ensaiado de acordo com 7.3. O punção não pode entrar em contato com o topo da cabeça-padrão. Capacetes de segurança Classe G e Classe E devem atender aos requisitos de isolamento elétrico, conforme listado abaixo. O capacete de segurança Classe C não é ensaiado para isolamento elétrico.

O capacete de segurança Classe G deve ser ensaiado de acordo com 7.7.3.1 e deve resistir a 2.200 VCA (RMS) a 60 Hz, por 1 min. A corrente de fuga não pode ser superior a 3,0 mA. O capacete de segurança que atende aos requisitos Classe E para isolamento elétrico deve inicialmente passar no ensaio de transmissão de força especificado em 7.2.

O capacete de segurança classe E deve ser ensaiado de acordo com 7.7.3.2 e deve resistir a 20.000 VCA (RMS) a 60 Hz, por 3 min. A corrente de fuga não pode ser superior a 9,0 mA. A 30.000 V, a amostra ensaiada não pode sofrer descarga disruptiva.

O capacete de segurança Tipo II deve ser ensaiado de acordo com 7.4, em qualquer lugar acima da LED. A desaceleração máxima não pode ser superior a 150 g. Para a penetração excêntrica, o capacete de segurança Tipo II deve ser ensaiado de acordo com 7.5, em qualquer ponto acima da LED. Para cada condição especificada, o punção não pode entrar em contato com a cabeça padrão, quando atingir qualquer ponto acima da LED.

A jugular deve ter largura superior ou igual a 12,7 mm, quando submetida a uma carga de (15 ± 0,5) N. O capacete de segurança Tipo II fornecido com jugular deve ser ensaiado para retenção de acordo com 7.6. Para cada condicionamento especificado, a jugular e/ou seus dispositivos de fixação e ajuste, quando existirem, não podem apresentar alongamento residual superior a 25 mm.

Para o uso invertido, o capacete de segurança Tipo I para uso invertido deve atender aos requisitos de ensaio de transmissão de força, quando montado na posição invertida na cabeça padrão. O capacete de segurança Tipo II para uso invertido deve atender aos requisitos de ensaio de transmissão de força, atenuação de energia de impacto lateral e penetração excêntrica, quando montado na posição invertida na cabeça-padrão.

Quando medido de acordo com 7.8, o capacete para alta visibilidade deve demonstrar cromaticidade que esteja dentro de uma das áreas definidas na tabela abaixo, e o fator de luminância total (Y expresso como porcentagem) deve ser superior ao mínimo correspondente na tabela abaixo.

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As cabeças padrão, utilizadas para o ensaio de atenuação de energia de impacto lateral (7.4), devem ser feitas de material de baixa ressonância, como sílica uretano moldada, e devem ter uma dureza de (60 ± 6) shore “D”. A cabeça padrão, juntamente com os seus conjuntos de apoio, deve ter uma massa de (5,0 ± 0,05) kg, com o centro de gravidade aproximadamente ao centro da esfera de montagem. As cabeças padrão utilizadas para estes ensaios devem ser dos tamanhos E e M.

Caso as dimensões do modelo do capacete a ser ensaiado não sejam adequadas a um destes tamanhos, este tamanho de cabeça padrão deve ser substituído pelo tamanho de cabeça padrão J. Quando a suspensão não apresentar ajuste do tamanho da circunferência, deve-se utilizar a maior cabeça-padrão especificada no Anexo A, que seja menor do que à circunferência interna do capacete.

As cabeças padrão, para o ensaio de retenção da jugular, devem ser dos tamanhos E e M. Caso as dimensões do modelo do capacete a ser ensaiado não sejam adequadas a um destes tamanhos, este tamanho de cabeça-padrão deve ser substituído pelo tamanho de cabeça-padrão J. Quando a suspensão não apresentar ajuste do tamanho da circunferência, deve-se utilizar a maior cabeça padrão especificada no Anexo A, que seja menor do que à circunferência interna do capacete.



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