Enfrente os seus medos, não descuide da atenção e pense bem antes de decidir

Conheça mais algumas estratégias e orientações, as quais trouxeram resultados significativos à nossa equipe, para levar a você um guia que, se aplicado, com certeza criará condições para você alavancar sua carreira e alcançar seu sucesso profissional.

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Mauricio Ferraz de Paiva

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Enfrente os seus medos

Uma prova na faculdade, uma palestra para apresentar, um novo projeto para demonstrar à equipe… qualquer que seja a situação, você pode ter se preparado durante dias e dias, mas não tem jeito: minutos antes o coração dispara, a garganta fecha, a voz parece não querer sair. Por mais que você tenha se preparado, o medo de que algo dê errado, do que os outros irão achar, sempre estará em sua mente momentos antes da apresentação.

Você se identificou com as situações acima? Muita calma! Isso não acontece apenas com você. Pesquisas estimam que 20% dos profissionais brasileiros sofrem desse tipo de fobia.

O medo é um sentimento que está presente em qualquer ser humano. Mesmo aqueles que gostam de se aventurar em esportes radicais, por exemplo, têm medo de alguma coisa. É o medo de sofrermos um acidente que nos faz dirigir com cautela em dias de chuva, é o medo de sermos substituídos na empresa que nos faz estarmos em constante atualização, participando de treinamentos, adquirindo novos conhecimentos, etc…

Mas você já parou para pensar o que vem a ser ‘medo’? De onde ele vem? Por que você sente medo de determinadas coisas?

Segundo o dicionário, medo é o sentimento de grande inquietação ante a noção de um perigo real ou imaginário, de uma ameaça. Descrição perfeita.

Na maioria das vezes, o nosso medo vem da sensação de que algo pode acontecer, ou seja, de projeções que fazemos antes mesmo de executarmos a ação. Por exemplo: se eu vou entrar no elevador e fico com medo, preferindo ir pelas escadas, o meu medo é de que o elevador possa cair ou ficar travado em um andar. São projeções que você faz para o futuro, relacionadas a uma ação que, geralmente, necessita executar no presente.

O ser humano possui uma predisposição natural para criar problemas antes mesmo deles acontecerem. Mas, ao contrário do que parece, isso também tem o seu lado positivo: pensar em problemas ou coisas indesejadas faz parte da avaliação que fazemos do ambiente, das pessoas, de algo novo para nós: estamos analisando o terreno, como muitos costumam dizer.

Nesse caso, as projeções negativas nos indicam o que pode dar errado, fazendo com que possamos evitar o problema. Significa se antecipar, e não apenas esperar que as coisas saiam do roteiro e atrapalhem o objetivo final; seria como uma placa de atenção!. O medo então, neste caso, pode funcionar como nosso aliado.

Porém, do mesmo modo que há pontos positivos, há também que se tomar cuidado em relação a isso: a partir do momento em que esse medo começa a atingir sua vida de uma forma exagerada, o normal passa a ser um problema. No mundo dos negócios, por exemplo, são muitos os profissionais competentes que não têm seu trabalho reconhecido por terem fobia de falar em público, de expressar suas opiniões em reuniões com a direção. A esse tipo de fobia, dá-se o nome de fobia social, ou seja, o medo de outras pessoas.

A principal característica do fóbico social é o medo de ser julgado pelos demais. Ele não se expressa nas reuniões por ter medo de suas opiniões serem ridicularizadas em público, por exemplo.

Outra característica marcante é o perfeccionismo: os fóbicos sociais geralmente revisam milhões de vezes seus trabalhos. Por um lado isso é bom, já que diminui a chance de algo sair errado.

Mas, isso pode também apagar completamente o seu lado audacioso, que é necessário para qualquer profissional que almeje o sucesso. Aquelas ideias que poderiam ser a solução para o problema da empresa geralmente ficarão na gaveta e o profissional ficará à espera de um sinal positivo, uma espécie de garantia, que dificilmente virá.

Podem ser descritas algumas dicas para você tentar fazer do medo o seu aliado em sua carreira:

– Prepare-se com antecedência: pesquise tudo o que puder sobre o assunto. Use e abuse da internet, que hoje nos traz infinitas possibilidades de pesquisa. E, se achar necessário, simule uma apresentação do assunto para os seus colegas, amigos ou familiares. O importante é ter a segurança de que sabe o que está apresentando.

– Faça um roteiro, um script. Assim, no caso de o medo bloquear sua memória na hora da apresentação, você não ficará sem saber o que falar.

– Visite o local da apresentação dias antes, para se familiarizar com o ambiente. Isso o ajudará a ter mais segurança.

– Esteja consciente de que é totalmente impossível agradar a 100% dos participantes. Faça o seu melhor. Segundo Mark Twain, a coragem é a resistência ao medo, o domínio do medo, e não a ausência do medo. Pense nisso.

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Não descuide da atenção

O mundo moderno tem nos trazido, a cada dia, mais facilidades: foi-se o tempo em que pagar as contas, por exemplo, era sinônimo de ir ao banco e enfrentar horas e horas de fila. Hoje em dia, a internet nos possibilita muito mais do que imaginávamos no início dessa era: contas são pagas em apenas alguns minutos através dos sites de bancos; um simples envio de e-mail substitui, muitas vezes, aquela ligação que adiamos por dias e dias; com uma simples pesquisa conseguimos localizar rapidamente as rotas para chegarmos em determinados locais, sem a necessidade de passarmos um tempão pesquisando aquele antigo guia de ruas… tudo nos parece mais fácil.

Mas, uma das grandes vantagens da internet é, sem dúvida, o fácil acesso a qualquer tipo de informação. Os sites de notícias, por exemplo, conseguem trazer-nos atualidades, de todo o mundo, em questão de segundos. Com um simples clique, é possível saber o que está acontecendo do outro lado do mundo, sem precisar sair de casa.

Não há como negar que a quantidade de informação disponível é hoje infinitamente maior do que há anos atrás. Se precisamos fazer uma pesquisa em determinado assunto, basta entrarmos em um mecanismo de busca, e o sistema nos trará uma lista enorme de sites que tratam do assunto a ser pesquisado.

Mas, se por um lado isso é excelente, por outro, pode ser um pouco complicado de lidar, já que a escala de tempo não foi alterada nas mesmas proporções: o dia continua tendo apenas 24 horas, e trabalhar com tanta informação pode tornar uma tarefa árdua para muitos. Um exemplo disso é o aumento de palestras que tratam do assunto. Nunca se viu tantos workshop, palestras, treinamentos e cursos sobre administração do tempo.

O mercado está cada vez mais preocupado com este aspecto; grandes líderes entendem que esse volume de informação na mão de um profissional desatencioso, ou que não consiga administrar facilmente sua rotina de trabalho, possa resultar em amargos prejuízos para a empresa. A maior dificuldade dos profissionais é a de conciliar as suas tarefas rotineiras com a grande quantidade de novas informações que aparecem diariamente.

O tempo é curto para tantas responsabilidades, isso ninguém pode negar. Mas uma grande parcela da culpa está na própria atuação do profissional, que despende grande parte do seu tempo em tarefas que poderiam ser feitas muito mais rapidamente, se fossem realizadas com a devida atenção.

Gastar seu tempo em tarefas em que você não está totalmente engajado de nada adianta: o resultado será negativo, e o tempo que poderia ter sido usado em uma tarefa mais simples, já se foi. Resumindo: de nada adianta termos acesso a tantas informações, se não conseguirmos assimilar o que nos interessa, no momento certo.

Às vezes, ler a informação na hora certa pode significar muito para sua carreira. Lembre-se de que hoje, com tantos profissionais disponíveis no mercado, destaca-se aquele que é bem informado, e que tem assim o controle de situações.

Bem, estamos falando de administração do tempo, da importância da atenção nesse processo… Você sabia que há diversos tipos de atenção?

O primeiro tipo é aquele que é despertado pela vontade de sabermos mais, de aumentarmos nossos conhecimentos. Está relacionada, na maioria das vezes, a acontecimentos raros ou estranhos, e que por isso nos despertam o interesse. Um exemplo é o de ao visitarmos um local totalmente desconhecido, ou vermos na televisão aquele documentário sobre a vida animal, sobre a natureza. São assuntos novos à nossa realidade e que, por isso, nos prendem a atenção.

Um outro tipo se relaciona a coisas com as quais somos quase que obrigados a prestar atenção. Por exemplo: os trailers que passam antes do filme que vamos assistir, os comerciais de TV, etc.

E, por último, temos a atenção que está relacionada diretamente com a nossa mente, nosso modo de pensar e agir, ou seja, a atenção que usamos para escrever um e-mail, para ligar e conversar com um amigo, para assistir a um treinamento. Esse tipo de atenção também está ligado àquelas ações que fazemos em nossa rotina, e que, por isso, são quase que automáticas: dirigir, arrumar a casa, almoçar, etc.

Não utilizamos necessariamente um tipo de atenção a cada momento. Determinadas situações podem fazer com que vários tipos de atenção sejam despertados ao mesmo tempo.

Por exemplo: imagine-se fazendo um rafting, aquele esporte em que as pessoas descem as corredeiras de rios em botes. Ao mesmo tempo em que você quer aproveitar a paisagem, atentar para os diferentes tipos de imagem que aparecem a sua frente, você também deve atentar para os riscos do esporte, lembrando-se sempre de remar o bote na mesma direção dos demais e se preparar para qualquer problema que possa vir a acontecer, como, por exemplo, o bote virar.

Depois de ter visto que temos vários tipos de atenção, pode ter parecido ainda mais difícil aprimorar essa capacidade de prestar atenção. Mas não é! Atualmente várias doutrinas pregam a meditação como um ponto central para qualquer ser humano.

O budismo, por exemplo, define a meditação como o cultivo do desenvolvimento mental, que tem como objetivo libertar a mente de distúrbios de pensamentos: preocupações, agitações, dúvidas, má vontade, ressentimento, ódio; e cultivar qualidades, tais como a concentração, atenção, vontade, energia, faculdade de analisar, confiança, alegria, calma, etc.

É importante ressaltar que as pessoas adeptas de meditação não aplicam essa lição apenas no momento de reflexões. A atenção, por exemplo, deve ser praticada diariamente, começando com as tarefas mais simples.

É exatamente isso o que devemos aprender: sabemos que o dia tem 24 horas, distribuídas igualmente a todos. O que vai fazer a diferença é o modo como você aproveita esse tempo, e a quantidade de informação que consegue assimilar. Atente, por exemplo, ao tempo que gastou lendo este capítulo: você é capaz de dizer se apenas gastou um tempinho correndo pelas páginas, ou se realmente prestou atenção nas informações passadas? A diferença pode começar nesse instante.

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Pense bem antes de decidir

Você pode não ter se dado conta, mas as aparentemente simples decisões que tomamos, no nosso dia-dia, são o grande diferencial no resultado da nossa vida. A simples decisão de optar pelo curso “x” ou “y” ao ingressar na faculdade foi responsável, no mínimo, pelo início de sua vida profissional.

Como esse exemplo, existem muitos outros: como decidir morar fora do país para tentar uma estabilidade financeira; ou, optar por se casar cedo e ter filhos, e assim por diante. São decisões que, no momento, podem parecer simples, mas, no futuro, perceberemos que foram os grandes fatores que nos levaram a chegar onde estamos.

E, se em nossa vida as coisas funcionam exatamente assim, no mundo corporativo não poderia ser diferente. Grandes líderes sabem o quanto é importante a capacidade de se tomar decisões, e essa é uma das características mais valorizadas em executivos. Um grande líder deve saber quando e como conduzir esses momentos dentro da empresa; afinal, há muito a perder caso algo dê errado.

E uma das regrinhas de ouro na hora de se tomar uma decisão é: não misture o lado sentimental com o profissional. Apesar de todos nós sabermos disso na teoria, quando chega o momento de colocarmos em prática, muitos erram e acabam sendo prejudicados.

Quem nunca ouviu casos de pessoas que abandonam a faculdade ou mesmo o emprego por terem discutido com professores, colegas ou superiores? Geralmente, em casos como esse, o arrependimento é quase certo, já que a pessoa se prejudica interrompendo algo que era muito importante para o seu crescimento.

Além disso, há outra regrinha, ainda mais importante: decisões devem ser tomadas com calma, no momento certo. A maioria das empresas passa hoje por momentos de grande pressão: a cada dia aparecem novos concorrentes, a instabilidade financeira do mercado devido a grandes tragédias mundiais (como ataques terroristas e desastres da natureza em alguns países), mudanças políticas.

Tudo isso contribui para o estresse nas empresas. E, nesses momentos, um líder que tome decisões intempestivamente é como o ingrediente final para uma explosão.

Por isso, tenha sempre em mente que tomar decisões por impulso ou em momentos de grande tensão é sempre a pior saída. No primeiro momento pode até parecer que está resolvido, mas certamente no futuro, os problemas decorrentes da decisão precipitada poderão aparecer. E o pior: você pode ter colocado em risco o emprego de muitos profissionais e, inclusive, o seu.

Infelizmente, a solução para os problemas não aparece num estalar de dedos. Requer muita calma, raciocínio e prudência. E se enganam aqueles que pensam que somente as grandes decisões merecem cuidado especial. Nossa vida é feita de momentos resultantes também das pequenas decisões do nosso dia-a-dia. Se você fizer uma forcinha, vai acabar se lembrando de alguma passagem em sua vida na qual um pequeno fato como: decidir verificar novamente uma carta; verificar se estava com a carteira; checar o horário do cinema, fizeram uma enorme diferença naquele momento e, algumas vezes, até na sua vida. O resultado é surpreendente, e só reforça essa teoria.

Por isso, cuide bem de todas as decisões que tomar em sua vida, e procure refletir antes de tentar resolver os seus problemas por impulso. Analise as consequências que essa ação poderá ter em sua vida e na das pessoas envolvidas.

Se não estiver conseguindo, procure a ajuda de pessoas que estejam totalmente fora do problema: às vezes, essas pessoas conseguem ver facilmente pontos importantes que não estamos enxergando por estarmos muito pressionados pelo estresse do momento. Fazendo dessa forma, as chances de sucesso serão bem maiores. Experimente.

Mauricio Ferraz de Paiva é engenheiro eletricista, especialista em desenvolvimento em sistemas, presidente do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) e presidente da Target Engenharia e Consultoria – mauricio.paiva@target.com.br



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