Os requisitos dos sifões

Os requisitos mínimos e os métodos de ensaios para os sifões destinados a escoar as águas utilizadas nas pias, lavatórios, mictórios e tanques.

sifãoDa Redação –

Responsável por esvaziar a pia de sua casa, o sifão transporta a água para o esgoto. Este objeto também garante que o odor gerado pelos gases não volte ao ambiente.

Entre outras questões, a higiênica surge como a principal. O sifão precisa ter a devida manutenção e qualidade para que não ocorram vazamentos que empesteariam o local.

A NBR 14162 de 06/2017 – Aparelhos sanitários – Sifão – Requisitos e métodos de ensaio especifica os requisitos mínimos e os métodos de ensaios para os sifões destinados a escoar as águas utilizadas nas pias, lavatórios, mictórios e tanques, e garantir que os gases gerados no esgoto não retornem ao interior dos ambientes, por meio da utilização de um fecho hídrico intrínseco ao produto, ou seja, sua existência independe de ações externas. Esta norma não se aplica aos sifões integrados a aparelhos sanitários, como bacias sanitárias ou mictórios.

Pode-se definir um sifão como o desconector acoplado ou integrado a um aparelho sanitário, destinado a permitir o escoamento das águas servidas domésticas para a instalação predial de esgotos e garantir que não ocorra a passagem de gases na direção oposta. Para os materiais utilizados na fabricação das peças que constituem os sifões, recomenda-se que: os materiais utilizados na fabricação dos sifões não permitam, em condições de uso, deformações que alterem as características geométricas do sifão, como altura do fecho hídrico e/ou seção de passagem interna, que comprometam o desempenho do produto; as partes internas sejam resistentes à corrosão provocada por quaisquer produtos usualmente utilizados em limpeza doméstica ou protegidos contra eles; os materiais não facilitem a proliferação de bactérias ou qualquer outra atividade biológica capaz de colocar em risco a saúde do usuário ou afetar os sifões; as peças constitutivas do sifão sejam fabricadas com material resistente aos esforços mecânicos a que estão sujeitas quando da sua instalação, uso e manutenção; as guarnições utilizadas permitam adequada vedação na entrada do sifão, onde está ligado ao aparelho sanitário e nas juntas existentes no corpo do sifão, destinadas a permitir sua desmontagem para limpeza.

Os materiais não mencionados e aqueles não conhecidos na ocasião da elaboração desta norma podem ser empregados, desde que atendam aos requisitos desta norma, bem como aos princípios que a norteiam. A superfície externa do sifão não pode apresentar irregularidades superficiais, como trincas, bolhas, riscos, manchas, empolamentos, asperezas, rebarbas ou deformações. A superfície interna do sifão não pode ter rebarbas ou protuberâncias passíveis de deter dejetos e causar bloqueios.

O revestimento eletrolítico aplicado em superfícies aparentes do sifão ou das partes que o constituem deve atender ao disposto na NBR 10283 de 11/2018 – Revestimentos de superfícies de metais e plásticos sanitários – Requisitos e métodos de ensaio. O revestimento eletrostático aplicado em superfícies aparentes do sifão ou das partes que o constituem deve atender ao disposto na NBR 11003 de 09/2009 – Tintas – Determinação da aderência. Os revestimentos aplicados em superfícies aparentes do sifão ou das partes que o constituem devem atender ao disposto nas NBR 10283 e NBR 11003. A unidade de compra é o próprio sifão, incluindo conexão para a válvula de escoamento e podendo também incorporar a canopla. Os sifões devem ser desmontáveis ou munidos de meios que facilitem a limpeza. Se o sifão possuir bujão para limpeza, este deve apresentar um diâmetro mínimo de 19 mm de passagem. Cada seção transversal ao longo do sifão deve apresentar passagem com abertura mínima de 8 mm, para sifões com dimensão nominal da conexão de entrada de até G 1.1/4, e de 10 mm, se esta for maior que G 1.1/4.

A abertura mínima é verificada pela passagem de uma esfera de material rígido pelo interior do sifão no sentido da entrada para saída. O sifão deve estar montado, com todas as suas partes, e ter o tubo vertical de entrada posicionado no ponto mais baixo possível. Para permitir o acoplamento direto na válvula de escoamento fixada na saída do aparelho sanitário, os sifões devem ser dotados de porca-união, cujas roscas devem obedecer à NBR 8133 de 11/2010 – Rosca para tubos onde a vedação não é feita pela rosca – Designação, dimensões e tolerâncias.

Os sifões instalados diretamente junto à saída do aparelho sanitário, sem válvula de escoamento (como é o caso dos mictórios não sifonados), ou válvulas de escoamento sem roscas, devem ser dotados de dispositivo de acoplamento específico para esta finalidade. O sifão, após ser submetido a 100 ciclos alternando entre água quente a (80 ± 2)°C e água fria a (20 ± 2)°C, com intervalo de descanso de 30 s, não pode apresentar vazamentos, quando ensaiado conforme o Anexo F.

O sifão, depois que suas partes plásticas que têm contato com a água forem submetidas ao calor em estufa a (80 ± 2)°C por 15 min, não pode apresentar danos superficiais que comprometam a integridade de sua parede (fendas, ranhuras, fissuras, bolhas etc.). O ensaio deve ser executado conforme o Anexo G.

O sifão, depois que suas partes plásticas que têm contato com a água forem mantidas por seis dias imersos em solução aquosa a 2% em massa de alquil-aril sulfonato de sódio à temperatura de (80 ± 2)°C, não pode apresentar danos superficiais que alterem a integridade da parede (fendas, fissuras, escamas, etc.). O ensaio deve ser executado conforme o Anexo H.

O sifão deve apresentar marcação indelével e visível após a instalação com o nome ou a marca de identificação do fabricante. Na embalagem do sifão devem estar disponíveis, de forma clara e visível, no ato da compra, as seguintes informações: nome ou marca de identificação do fabricante; utilização do produto (pia, lavatório, mictório ou tanque); referência do diâmetro da rosca da conexão de entrada; diâmetro nominal do acoplamento de saída (DN) e o seu tipo (tubo ou conexão); materiais utilizados na fabricação dos componentes (composição básica); identificação dos limites de regulagem para instalação; referência a esta norma.

Os sifões podem ser fornecidos em embalagens coletivas, caso a comercialização destes seja realizada diretamente com o consumidor final (por exemplo, construtoras). Nestes casos as informações devem estar marcadas nas embalagens coletivas, mencionando também as suas quantidades. O fabricante deve fornecer junto com o produto as seguintes informações técnicas: procedimentos para instalação do produto; orientações para efetuar a limpeza interna do sifão; orientações para manutenção das superfícies externas (acabamento). No caso de sifão tubular moldável convém que seja indicada a altura máxima do fecho hídrico, além da altura mínima estabelecida de 50 mm.

O relatório deve conter as seguintes informações: resultado do ensaio, com indicação do valor da vazão obtida em cada uma das três determinações e da média dos valores determinados, expressos em litros por segundo, com pelo menos dois algarismos significativos, sendo que a vazão média é a vazão do sifão; nome ou marca do fabricante; diâmetro nominal; código ou modelo do sifão; referência a esta norma.



Categorias:Metrologia, Normalização

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