O ensaio da medição do consumo de combustível em veículos leves

O método para a medição do consumo de combustível de veículos rodoviários automotores leves com motores de combustão interna.

combustívelDa Redação –

Uma das maiores qualidades utilizadas pelo marketing automotivo, o consumo de combustível dos veículos, é um dos principais aspectos observados pelo público consumidor. Evidentemente que o atual cenário de crise faz com que o máximo possível possa ser economizado, afinal, poucos litros poupados diariamente podem significar grandes quantidades em um mês.

Assim, a NBR 7024 de 05/2017 – Veículos rodoviários automotores leves – Medição do consumo de combustível – Método de ensaio estabelece o método para a medição do consumo de combustível de veículos rodoviários automotores leves com motores de combustão interna, por meio de ciclos de condução desenvolvidos em dinamômetro de chassi, que simulam o uso do veículo no trânsito urbano, conforme a NBR 6601 de 09/2012 – Veículos rodoviários automotores leves – Determinação de hidrocarbonetos, monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio, dióxido de carbono e material particulado no gás de escapamento, e em estrada, conforme o ciclo descrito no Anexo A.

Para a medição do consumo de combustível pelo método gravimétrico ou volumétrico, o combustível deve ser fornecido através de equipamento capaz de medir a quantidade de combustível consumido com exatidão de ± 2%. Se aplicado o método volumétrico, deve ser registrada a temperatura do combustível com exatidão de ± 0,5°C. Este equipamento não pode alterar as condições de alimentação de combustível do motor. Para a execução do ensaio, o método consiste basicamente na medição do consumo de combustível de um veículo, enquanto este é operado em dinamômetro de chassi, através dos ciclos de condução urbano e de estrada.

O consumo de combustível urbano é determinado pela média ponderada entre os valores de consumo obtidos no ciclo de condução urbana, com partida a frio e partida a quente, na mesma proporção utilizada (ver NBR 6601). O consumo de combustível de estrada é medido durante a condução do veículo, através de um ciclo de condução de estrada com partida a quente.

A medição do consumo de combustível durante os ciclos pode ser efetuada pelos seguintes métodos: método gravimétrico ou volumétrico, que consiste na medição direta da massa ou do volume de combustível fornecido ao veículo durante os ciclos de condução; método por balanço de carbono, que consiste na determinação do consumo de combustível a partir das massas de hidrocarbonetos totais, monóxido de carbono e dióxido de carbono emitidas pelo motor do veículo durante os ciclos de condução.

As condições de ensaio envolvem a temperatura ambiente, durante toda sequência de ensaios, deve estar entre 20°C e 30°C. Se o veículo possuir retorno de combustível, a localização dos dispositivos de medição do volume ou massa do combustível consumido deve ser tal que a quantidade de combustível que passa pelo retorno seja considerada na medição. A sequência de ensaios para a medição do consumo de combustível deve seguir o esquema da figura abaixo.

Para a medição do consumo de combustível, através do ciclo de condução urbana, o veículo deve ser precondicionado conforme a NBR 6601. Para a medição do consumo de combustível, através do ciclo de condução de estrada, o veículo deve ser precondicionado por um dos procedimentos descritos. Se o veículo permanecer por menos de 3h parado, em ambiente com temperatura controlada entre 20°C e 30°C, após a conclusão da medição do consumo pelo ciclo de condução urbana, ele deve ser conduzido através de um ciclo de condução de estrada.

Se o veículo permanecer mais que 3 h parado, em condições controladas ou não, deve ser precondicionado conforme a NBR 6601 e conduzido através de um ciclo de condução de estrada. Para a medição do consumo de combustível no ciclo de condução urbana, pelo método volumétrico ou gravimétrico, deve ser seguida a sequência de operações descritas. Conectar o dispositivo de medição do volume e temperatura ou de massa de combustível, se este não estiver conectado.

Ligar o dispositivo de medição do volume e da temperatura ou da massa do combustível, o medidor de tempo e o indicador do gráfico do ciclo de condução, e dar a partida no motor (com acessórios e equipamentos desligados). Este é o “instante zero” do ciclo de condução. Operar o veículo de acordo com o ciclo de condução (ver NBR 6601). Ao final de cada fase do ciclo de condução urbana, registrar o volume e a temperatura ou a massa de combustível consumido, e a distância percorrida, e iniciar imediatamente a medição para a fase seguinte.

Para a amostragem do gás de escapamento no ciclo de condução urbana e a determinação do consumo pelo método por balanço de carbono, deve ser seguida a mesma sequência de operação (ver NBR 6601). Para a medição do consumo de combustível no ciclo de condução de estrada pelo método volumétrico ou gravimétrico, ou por balanço de carbono, deve ser seguida a sequência de operações descritas. Conectar a aparelhagem de medição de volume e temperatura, para o método volumétrico, ou massa de combustível, para o método gravimétrico ou o sistema de amostragem AVC (ver NBR 6601), para o método de balanço de carbono, caso já não estejam conectados.

Acionar o sistema de amostragem AVC (se este não tiver sido acionado), as bombas de amostragem e o ventilador de resfriamento. O trocador de calor do AVC (se existir) deve ser preaquecido até a sua temperatura de operação, antes de o ensaio ser iniciado. Regular a vazão da amostra para o valor desejado (mínimo de 0,28m³/h) e colocar o medidor de vazão do gás em zero.

As vazões nos venturis críticos localizados no sistema de amostragem AVC são definidas pelo projeto destes. Operar o veículo de acordo com o ciclo de condução de estrada, que representa a última etapa do precondicionamento. Ligar o dispositivo de medição do volume e temperatura ou massa de combustível, ou simultaneamente posicionar as válvulas seletoras para dirigir os fluxos de amostragem para dentro dos balões de amostragem do gás de escapamento diluído e do ar de diluição, e ligar o medidor de volume do amostrador.

Ligar o medidor de tempo e o indicador do gráfico do ciclo de condução de estrada e zerar o contador de rotações, caso a medição da distância percorrida não seja automatizada. Este é o instante zero do ciclo de condução de estrada. Iniciar a operação do veículo de acordo com o ciclo de condução de estrada até 15s após o encerramento do ciclo de precondicionamento. O veículo não pode ser desligado entre o ciclo de precondicionamento e o ciclo de condução de estrada. Iniciar a medição do volume e temperatura ou massa do combustível consumido ou amostragem do gás de escapamento 2s antes da primeira aceleração do ciclo de condução e terminar 2s após o veículo atingir a velocidade zero.

Registrar o número de rotações, contado no rolo, caso a medição da distância percorrida não seja automatizada. O ciclo de condução para a simulação das condições de trânsito de estrada em dinamômetro é definido por um gráfico contínuo de velocidade em função do tempo e consiste em sequências não repetidas de regimes de aceleração, velocidades de cruzeiro e desaceleração em magnitudes e combinações variadas. As coordenadas do ciclo de condução de estrada estão especificadas no Anexo A.

No caso de a interrupção no funcionamento do motor ocorrer durante o ciclo de condução de estrada, o ensaio deve ser desconsiderado, reiniciando-se as medições do instante zero deste ciclo. Os resultados devem ser apresentados em termos de autonomia, em quilômetros por litro, para veículos movidos a gasolina, etanol ou diesel, e em quilômetros por metro cúbico, para veículos movidos a GNV, para os ciclos de condução urbana e de estrada e, opcionalmente, o valor combinado. Para o consumo energético, os resultados devem ser apresentados em megajoule por quilômetro.



Categorias:Metrologia, Normalização

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