Como alcançar os resultados no curto prazo com metas

Uma empresa competitiva e pronta para enfrentar mares turbulentos não se faz com metas curtas.

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Vicente Falconi

As metas devem sempre se originar de um sonho grande. Nós, definitivamente, não trabalhamos somente pelo dinheiro que ganhamos.

Nós gostamos de dar um significado maior a nossa vida. Nós gostamos de saber que nosso trabalho está direcionado para a construção de algo nobre ou de ideal em benefício de nossos semelhantes. Uma vez consolidado e aceito o sonho, fica estabelecida a ordem de grandeza dos saltos que queremos dar.

Quando todos têm um sonho, as resistências às metas diminuem. Por outro lado, temos de ensinar a todos como estabelecer seus indicadores e calcular o que chamo de lacunas – a distância entre os resultados atuais e algum valor ideal.

Esse valor ideal pode ser o valor já alcançado pelo concorrente, pode ser um número ideal (e até possivelmente inalcançável), como zero acidente, zero defeito, zero perda, entre outros. O trabalho de cada um é encurtar essa distância – e assim reduzir a lacuna.

Outro problema são as flutuações na economia mundial que vêm aumentando nitidamente. No entanto, uma coisa é certa: as empresas de países com economia mais sólida sofrerão menos.

A primeira coisa que temos de fazer, conscientemente, é apoiar governos que se proponham a manter a seriedade com a qual a economia brasileira vem sendo tratada nos últimos 15 anos. Do ponto de vista das empresas a situação não é diferente.

Teremos de mantê-las financeiramente preparadas para enfrentar situações em que a geração de caixa possa cair drasticamente, de forma imprevisível. Não acho que se possa acreditar que teremos de gerir com metas em menores espaços de tempo, e sim enfrentar problemas inesperados ocasionalmente.

O cultivo de uma empresa capaz de enfrentar situações difíceis não se faz com objetivos de curto prazo, mas com ações contínuas ao longo do tempo focadas em três frentes: metas bem estabelecidas para todos, recrutamento, seleção e desenvolvimento de pessoas felizes em seu trabalho e, finalmente, o desenvolvimento da cultura de enfrentamento de mudanças. Uma empresa competitiva e pronta para enfrentar mares turbulentos não se faz com metas curtas.

A luta por custos excepcionalmente baixos deve ser conduzida por meio de metas anuais de melhoria contínua e da inovação. A atenção ao que o cliente quer deverá ser levada muito a sério.

Desse modo é possível aumentar margens – ao oferecer produtos pelos quais os clientes aceitam pagar um pouco mais e também ao cortar o que só gera custos pelos quais o cliente não quer pagar. Toda empresa tem uma mina de ouro escondida embaixo de si.

Mas essa riqueza só pode ser extraída com uma liderança excepcional e com disciplina disseminada por todas as pessoas da organização. Finalmente gostaria de deixar a mensagem de que o grande esforço a ser feito por empresas e governos é preparar todas as pessoas para ser exímias solucionadoras de problemas fazendo isso de forma cada vez mais competente.

Vicente Falconi é sócio fundador e presidente do Conselho de Administração da Falconi Consultores de Resultado, e membro da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ).



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