A iluminação natural no ambiente construído

A luz natural em edificações tem papel importante para atender a uma série de requisitos funcionais, ambientais e econômicos. Portanto, incorporar a luz natural de forma coerente, otimizando seus benefícios e minimizando impactos negativos, torna-se crucial. O uso adequado da iluminação natural no ambiente interno promove o conforto psicológico, tornando o ambiente agradável e produtivo, proporcionando melhores condições de saúde humana, pois exerce influência importante no ciclo biológico das pessoas. Importante que tudo deve ser executado de acordo com as normas técnicas.

Mais uma vez

Flávio Venturini/Renato Russo

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Mas é claro que o sol vai voltar amanhã

Mais uma vez, eu sei

Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã

Espera que o sol já vem

Tem gente que está do mesmo lado que você

Mas deveria estar do lado de lá

Tem gente que machuca os outros

Tem gente que não sabe amar

Tem gente enganando a gente

Veja a nossa vida como está

Mas eu sei que um dia a gente aprende

Se você quiser alguém em quem confiar

Confie em si mesmo

Quem acredita sempre alcança!

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã

Mais uma vez, eu sei

Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã

Espera que o sol já vem

Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena

Acreditar no sonho que se tem

Ou que seus planos nunca vão dar certo

Ou que você nunca vai ser alguém

Tem gente que machuca os outros

Tem gente que não sabe amar

Mas eu sei que um dia a gente aprende

Se você quiser alguém em quem confiar

Confie em si mesmo

Quem acredita sempre alcança!

Quem acredita sempre alcança!

Quem acredita sempre alcança!

Quem acredita sempre alcança!

Quem acredita sempre alcança!

Quem acredita sempre alcança!

Quem acredita sempre alcança!

Quem acredita sempre alcança!

iluminação2Hayrton Rodrigues do Prado Filho –

A iluminação natural é o processo de usar a luz solar natural para iluminar um prédio a fim de ajudar a reduzir os custos de energia, especialmente em edifícios comerciais. O processo de iluminação natural inclui o controle de quanta luz natural (difusa e direta) entra em um prédio. Essencialmente, a iluminação natural é uma forma de fornecer serviços de energia sem o uso de combustíveis, apenas o uso direto de fluxos.

Embora o objetivo geral da iluminação natural seja reduzir a quantidade de iluminação elétrica necessária e economizar energia, é importante não deixar muita luz entrar no prédio. Por causa de todo o pensamento que deve ser colocado em iluminação natural, requer muito planejamento.

A iluminação natural inclui recursos como claraboias e as janelas que permitem a entrada de luz, mas geralmente são acompanhados por um sistema de controle de iluminação que responde à quantidade de luz do dia que entra no prédio. Quando entra bastante luz do dia no prédio, esses sistemas escurecem ou desligam as luzes.

Existem inúmeras maneiras de aproveitar a luz do sol nos prédios. Algumas técnicas tradicionais para melhorar a iluminação natural em edifícios podem ser descritas. A instalação estratégica de claraboias permite que a luz natural entre em um prédio através do teto.

Estes podem ser especialmente úteis para fornecer luz quando o Sol está alto no céu. Além disso, a instalação de janelas altas permite que a luz externa entre facilmente nos quartos. A colocação dessas janelas deve ser cuidadosamente considerada para minimizar o brilho potencial. Os dispositivos de sombreamento solar conhecidos como saliências podem ser usados para minimizar o Sol direto que entra no espaço.

Existem inúmeras alterações de projeto que podem ser feitas em edifícios para aumentar a quantidade de luz natural que pode entrar no edifício. Uma maneira de melhorar a quantidade de luz natural em um prédio é construir com um projeto de plano raso. Isto significa simplesmente que os edifícios são projetados de forma que a luz do dia possa entrar em todas as salas e corredores, o prédio é raso o suficiente para que a luz penetre até o fim.

A instalação da iluminação tarefa (iluminação diretamente sobre os espaços de trabalho) também pode ajudar reduzir os custos de energia, pois reduz a necessidade de iluminar toda a sala. Há também uma série de técnicas experimentais sendo usadas na tentativa de direcionar a luz para os edifícios. Um desses métodos é usar espelhos direcionáveis para direcionar a luz para áreas que normalmente não alcançariam.

Além disso, o uso de fibras ópticas e dutos leves para espalhar a luz natural através de um edifício está sendo experimentado atualmente. Os dutos leves são simplesmente dispositivos tubulares revestidos por uma película refletora que canaliza a luz do teto de um prédio para o teto interno. Eles são benéficos, pois são muito menores que as claraboias, mas são igualmente eficazes.

Os dispositivos de iluminação de fibra ótica enviam luz através de um feixe de cabos ópticos para um edifício usando um mecanismo físico conhecido como reflexão interna total. Isso significa simplesmente que a luz nos cabos é refletida no interior do cabo, sendo transportada conforme reflete.

Os benefícios da iluminação natural podem ser extensos, principalmente porque a iluminação elétrica é responsável por algo entre 35% a 50% do consumo de energia elétrica em edifícios comerciais. No verão, o calor criado pelas luzes elétricas pode causar superaquecimento do edifício. Assim, o uso de técnicas de iluminação natural pode reduzir a energia usada para resfriar esses edifícios em 10% a 20%.

Para alguns edifícios comerciais, os custos totais de energia podem ser reduzidos em até 1/3 através do uso estratégico de tecnologias de iluminação natural. Além de economizar dinheiro, reduzir a quantidade de energia elétrica usada também reduz a quantidade de gases de efeito estufa liberados que estão associados à produção da referida energia.

Finalmente, os estudos mostraram que a exposição à luz solar pode melhorar o humor. Em um local de trabalho, a presença de luz natural no prédio pode melhorar o humor e a produtividade, pois o cérebro produz mais substâncias químicas conhecidas como serotonina nos dias ensolarados. Incluindo a iluminação natural pode reduzir os sintomas da desordem afetiva sazonal, que incluem dificuldade de concentração, baixa energia, perda de interesse e mau humor.

Igualmente, o consumo de energia nas edificações vem crescendo, especialmente em edificações residenciais. O consumo de energia neste setor aumentou 6,5% nos últimos anos, enquanto no setor industrial caiu 5,5% no mesmo período. O crescimento do consumo no setor residencial ocorreu principalmente devido às políticas de redução de impostos para alguns bens de consumo durante a crise econômica, além do aumento da renda per capita no país.

Apesar da importância da luz natural em edificações para o conforto do usuário e a necessidade de tornar as edificações mais eficientes, o Brasil ainda está em processo de desenvolvimento de estudos que indiquem efetivamente o que projetistas devem considerar para se beneficiar da luz natural. Há uma carência de conhecimento em relação às variáveis arquitetônicas que influenciam no desempenho da luz natural no espaço construído: qual a profundidade máxima do ambiente para que ele seja iluminado adequadamente com luz natural?; e qual o impacto das proteções solares na profundidade alcançada pela luz natural?

A NBR 15215-1 de 03/2005 – Iluminação natural – Parte 1: Conceitos básicos e definições estabelece os conceitos e define os termos relacionados com a iluminação natural e o ambiente construído, agrupando-os em três linhas: termos gerais; componentes de iluminação natural; e elementos de controle. Na verdade, essa série de normas, sob o título geral “Iluminação natural”, contém as seguintes partes: Parte 1: Conceitos básicos e definições; Parte 2: Procedimentos de cálculo para a estimativa da disponibilidade de luz natural; Parte 3: Procedimento de cálculo para a determinação da iluminação natural em ambientes internos; e Parte 4: Verificação experimental das condições de iluminação interna de edificações – Método de medição.

Nos últimos anos, tem renascido o interesse na promoção das boas práticas de projeto de iluminação natural, por razões de eficiência energética e conforto visual. O uso otimizado da luz natural em edificações usadas principalmente de dia pode, pela substituição da luz artificial, produzir uma contribuição significativa para a redução do consumo de energia elétrica, melhoria do conforto visual e bem-estar dos ocupantes.

A luz natural possui uma variabilidade e qualidades mais agradáveis e apreciadas que o ambiente proporcionado pela iluminação artificial. Aberturas, em geral, proporcionam aos ocupantes o contato visual com o mundo exterior e permitem também o relaxamento do sistema visual pela mudança das distâncias focais. A presença da luz natural pode garantir uma sensação de bem-estar e um relacionamento com o ambiente maior no qual os ocupantes estão inseridos.

Desta forma, o objetivo maior das normas é o de apresentar dados, técnicas e informações básicas num formato conveniente para ajudar aqueles profissionais envolvidos no projeto de edificações a lidar com questões relacionadas à iluminação natural destas. Para tanto, disponibilizam-se métodos de cálculo e verificação dos níveis de iluminação natural no interior das edificações, simples, porém com precisão adequada.

A luz natural que incide no ambiente construído é composta basicamente pela luz direta do sol e luz difundida na atmosfera (abóbada celeste). O primeiro passo no desenvolvimento do projeto de sistemas de iluminação natural consiste no conhecimento da disponibilidade de luz proporcionada por estas fontes.

A disponibilidade de luz natural é a quantidade de luz em um determinado local, em função de suas características geográficas e climáticas, que se pode dispor por um certo período de tempo. Os dados e as técnicas para a estimativa das condições de disponibilidade de luz natural são importantes para a avaliação do desempenho final de um projeto em termos de conforto visual e consumo de energia.

Isto refere-se à maneira como varia a quantidade de luz durante o dia e épocas do ano, quanto dura essa iluminação ao longo do dia e os motivos pelos quais as localidades dispõem de mais ou menos luz, face aos parâmetros que influem no cálculo da disponibilidade da luz natural, tais como: os dados relativos à posição do sol; as épocas da determinação, como o dia e o mês do ano; latitude e longitude geográficas; e tipo do céu.

A NBR 15215-2 de 03/2005 – Iluminação natural – Parte 2 – Procedimentos de cálculo para a estimativa da disponibilidade de luz natural estabelece os procedimentos estimativos de cálculo da disponibilidade da luz natural em planos horizontais e verticais externos, para condições de céu claro, encoberto e parcialmente encoberto ou intermediário. Ela é uma referência básica para o desenvolvimento de ferramentas de projeto e trabalhos de pesquisa, uma vez que não é direcionada apenas para projetistas, mas também para qualquer pesquisador interessado na área.

Os valores estimados da disponibilidade de luz natural para uma localidade qualquer, de acordo com os procedimentos apresentados nesta parte da NBR 15215, não devem ser entendidos como valores instantâneos, mas como referenciais para projeto. São dados obtidos por algoritmos universalmente aceitos que, por sua vez, derivam de valores medidos e de modelos estimativos desenvolvidos em diversos países ao longo de várias décadas.

Os valores assim determinados apresentam boa confiabilidade, pois levam em conta aspectos da órbita solar relativa a cada latitude, dia e mês do ano, assim como distintas condições atmosféricas. Os algoritmos apresentados nesta parte da NBR 15215 podem ser utilizados no desenvolvimento de programas computacionais.

Para a caracterização das condições do céu, é utilizado o método da cobertura do céu preconizado pela NOAA (EUA), sendo que a cobertura é estimada visualmente pela observação do montante de cobertura de nuvens. Esta cobertura de nuvens é estimada em percentual e expressa numa escala de 0 a 100%.

Assim sendo, apresentam-se as seguintes condições de céus: céu claro: 0% a 35%; céu parcial: 35% a 75%; e céu encoberto: 75% a 100%. A abóbada celeste é considerada como um hemisfério de raio infinito e unitário, tendo no centro o ponto de estudo considerado. A iluminância devida a esta abóbada pode ser determinada a partir da distribuição de luminâncias do céu.

Ao integrar-se a contribuição de luz proveniente de cada porção da abóbada por todo o hemisfério, através da sua luminância, tem-se a iluminância total no plano horizontal. Para se determinar a distribuição de luminâncias do céu, a abóbada celeste deve ser subdividida em zonas, assumindo-se um valor de luminância único para cada zona. Há uma figura 5 na norma que apresenta uma subdivisão com 220 zonas com variações angulares de altura e azimute múltiplas de 10°; esta é a subdivisão empregada no método gráfico apresentado na NBR 15215-4. Observa-se que quanto maior a subdivisão maior a precisão atingida.

Enfim, a luz natural proporciona ao ambiente uma variabilidade que depende do percurso do sol, bem como uma qualidade visual mais agradável e apreciada comparado à iluminação artificial. A relação do usuário com um ambiente iluminado naturalmente é, sem dúvidas, mais estimulante e prazeroso que aquele iluminado artificialmente.

Os estudos já demonstraram que o ser humano e seu relógio biológico reagem favoravelmente aos estímulos naturais que recebem da luz do dia, proporcionando melhor adequabilidade as atividades diárias e boa sensação de bem estar. Para aproveitamento adequado da luz natural, é importante um estudo acertado no desenvolvimento do projeto arquitetônico para se evitar a incidência da luz solar direta sobre os ambientes.

A radiação solar pode gerar um superaquecimento do ambiente interno, principalmente em países de clima quente como o Brasil. Nesse sentido, o estudo de orientação da edificação deve ser feito respeitando as características locais do terreno. Já o fator de turvamento é variável de acordo com as condições de poluição atmosférica do local, podendo ser considerado conforme indicado na tabela abaixo.

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Por fim, a NBR 15215-3 de 03/2005 – Iluminação natural – Parte 3: Procedimento de cálculo para a determinação da iluminação natural em ambientes internos descreve um procedimento de cálculo para a determinação da quantidade de luz natural incidente em um ponto interno num plano horizontal, através de aberturas na edificação. E a NBR 15215-4 de 03/2005 – Iluminação natural – Parte 4: Verificação experimental das condições de iluminação interna de edificações – Método de medição prescreve os métodos para a verificação experimental das condições de iluminância e luminância de ambientes internos.

Em suma, a luz natural que incide no ambiente construído é composta basicamente pela luz direta do sol e luz difundida na atmosfera (abóbada celeste). O primeiro passo no desenvolvimento do projeto de sistemas de iluminação natural consiste no conhecimento da disponibilidade de luz proporcionada por estas fontes.

A disponibilidade de luz natural é a quantidade de luz em um determinado local, em função de suas características geográficas e climáticas, que se pode dispor por um certo período de tempo. Os dados e as técnicas para a estimativa das condições de disponibilidade de luz natural são importantes para a avaliação do desempenho final de um projeto em termos de conforto visual e consumo de energia. Isto refere-se à maneira como varia a quantidade de luz durante o dia e épocas do ano, quanto dura essa iluminação ao longo do dia e os motivos pelos quais as localidades dispõem de mais ou menos luz, face aos parâmetros que influem no cálculo da disponibilidade da luz natural, tais como: os dados relativos à posição do sol; as épocas da determinação, como o dia e o mês do ano; latitude e longitude geográficas; e tipo do céu.



Categorias:Normalização, Qualidade

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1 resposta

  1. Percebi que não foi mencionado o assunto referente localização do imóvel , analisando o nascer do sol,,,,,parte do imóvel que teria sol de manhã e indicação de favorecimento dos comodos da residencia

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