Internet: um parâmetro para o desenvolvimento

A internet chegou ao Brasil em 1981 por meio da Bitnet – uma rede de universidades fundada em 1981 e que ligava Universidade da Cidade de Nova York (CUNY) à Universidade Yale, em Connecticut. Depois disso, houve a conexão, por meio de um fio de cobre dentro de um cabo submarino, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a Universidade Federal do Rio de Janeiro e o Laboratório Nacional de Computação Científica ao Fermilab, ao laboratório de física especializado no estudo de partículas atômicas, em Illinois, nos Estados Unidos. A partir de 1994, a internet se deslocou da academia e começou a ser comercializada. A Embratel lançou o Serviço Internet Comercial, em caráter experimental e com conexão internacional de 256 kbps, onde cerca de 5.000 usuários foram escolhidos para testar o serviço. Em maio de 1995, o serviço se tornou definitivo e o Ministério das Comunicações decidiu pela exploração comercial, tornando a internet uma tendência no país e a popularizando cada vez mais. Segundo o último levantamento, o Brasil conta com mais de 102 milhões de domicílios conectados, o que representa 58% da população brasileira. Mesmo com o volume significativo de usuários, o acesso à internet ainda não está totalmente difundido. Estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que mais de 11 milhões de domicílios no país poderiam pagar pelo acesso à banda larga fixa ou móvel (3G ou 4G), mas não tem o serviço disponível nas suas localidades. Demandas em cidades do interior e da zona rural criaram, e ainda criam, oportunidades para que diversos provedores ingressem nesse mercado. No Brasil: cada 1% de aumento no acesso à internet gera um crescimento adicional de até 0,19% do PIB.

internet2Hayrton Rodrigues do Prado Filho –

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) calcula que o acesso à internet tem efetivamente impacto na geração de riqueza. Essa lógica já foi diversas vezes apontada por estudos internacionais e mesmo brasileiros. Agora, o Ipea analisou dados de 5.564 municípios, dividiu-os em grupos com perfis semelhantes e chegou a projeções específicas para o Brasil: cada 1% de aumento no acesso à internet gera um crescimento adicional de até 0,19% do PIB.

Esses resultados, aponta o estudo, para todos os modelos estimados, mostram que o efeito da expansão da banda larga sobre o PIB é positivo e significativo. Na média, a ampliação de 1% do acesso à banda larga acarreta um aumento de 0,077% no PIB. O maior impacto ocorre nos municípios de maior renda per capita e alta concentração urbana. Logo em seguida, aparecem aqueles municípios em que a economia se concentra nos setores de serviço, comércio e construção. Em tais regiões, o efeito da expansão da banda larga pode alcançar um crescimento de 0,19% do PIB.

Em sua nova fase, voltada para o desenvolvimento nacional e cumprir o que está no seu nome, o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) está buscando a expansão da infraestrutura de banda larga no Brasil, pois são muitas as evidências da importância do uso de tecnologias digitais e serviços de internet para o desenvolvimento econômico e social. Segundo o Banco Mundial, um aumento de 10 pontos percentuais (pp) na penetração da banda larga nos países em desenvolvimento pode propiciar um crescimento de 1,38 pp no produto interno bruto (PIB) per capita.

As tecnologias da informação e comunicação (TIC) são habilitadoras para a transformação digital de uma economia, mas necessitam de uma infraestrutura de telecomunicações moderna e acessível. Nesse contexto, a restrição de acessos adequados à internet é um gargalo importante a ser superado no país, tanto para a elevação da produtividade e da competitividade quanto para a redução de desigualdades.

No Brasil, a proporção de domicílios conectados à internet ainda é bem inferior à dos países desenvolvidos. Segundo pesquisa do Comitê Gestor da Internet (CGI) apenas 61% dos domicílios brasileiros estão conectados, sendo que, nos municípios rurais, esse indicador cai para 34%. Já na Europa o índice alcança 84%.

Esse déficit de infraestrutura afeta de forma desigual o território brasileiro, impactando principalmente as regiões Norte e Nordeste e domicílios das classes C, D e E (Relatório TIC Domicílios 2017). Outra questão é que, mesmo nos domicílios com conectividade, as diferenças no tipo de acesso influenciam diretamente a velocidade disponível e a qualidade do serviço.

Embora a velocidade média das conexões brasileiras, segundo um estudos da Akamai, seja de 3,4 Mbps, esse número não retrata bem a realidade da internet no Brasil. Para compreender melhor a diversidade das situações dos internautas brasileiros, uma ferramenta interessante é o mapa abaixo elaborado pelo Sistema de Medição de Tráfego (Simet). No mapa, é possível visualizar as conexões de todas as regiões do país e, com isso, perceber que existem diferenças consideráveis com relação aos 3,4 Mbps de média.

Ele permite perceber por exemplo que nas regiões litorâneas, a densidade de conexões é maior. A velocidade das conexões, como pode se ver, costuma ser maior nas regiões Sul e Sudeste. Na região Norte, por outro lado, as conexões estão mais restritas às capitais e são, em geral, mais lentas. O mapa mostra também as conexões por latência, perda de pacotes, jitter de download e jitter de upload (jitter é a variação na entrega de dados, o que se reflete em atrasos e demoras na conexão). Também é possível visualizar as conexões de rede de celular. Ao procurar por um endereço, também é possível comparar por operadoras.

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Para consultar o mapa online, clique na figura ou acesse https://simet-publico.ceptro.br/mapas7/#

Segundo a consultoria americana Boston Consulting Group (BCG), a massificação da banda larga no Brasil poderia gerar ganhos de R$ 1,4 trilhão até 2025. Deve-se ressaltar que alcançar 100% dos domicílios com internet de alta qualidade é um desafio até para os países desenvolvidos, uma vez que a prestação do serviço em determinados territórios tem um custo que inviabiliza o atendimento, exigindo a atuação do Estado por meio de políticas públicas bem focalizadas.

A denominada banda larga é uma conexão à internet com capacidade acima daquela usualmente conseguida em conexão discada via sistema telefônico. Não há uma definição de métrica de banda larga aceita por todos, mas é comum que conexões em banda larga sejam permanentes – e não comutadas, como as conexões discadas.

Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), desde 2015 os provedores regionais conhecidos ou os Internet Service Provider (ISP) são os maiores responsáveis pelo crescimento de banda larga fixa no Brasil. Juntos, eles já representam a terceira maior operadora brasileira, com 23% de participação no mercado. Os números apontam a existência de cerca de 7.000 provedores ofertantes formais no país atualmente. Com maior participação de mercado em regiões mais remotas e carentes, os ISP promovem a inclusão digital em territórios não prioritários para as grandes operadoras.

O BNDES tem sido um importante financiador do setor de telecomunicações e vem fortalecendo sua participação nas discussões com relação ao uso dos fundos setoriais e à ampliação da infraestrutura de BL em regiões menos competitivas. Nos últimos dez anos, considerando-se apenas os provedores regionais, o apoio financeiro do Banco alcançou valor de cerca de R$ 600 milhões, principalmente por meio de operações indiretas, atingindo um público de 1.938 provedores. O caso da empresa Brisanet é um exemplo disso.

Essa empresa surgiu em 2011 na cidade de Pereiro, no sertão cearense e que foi pioneira no Brasil na oferta de internet com cabeamento 100% fibra. Cliente do BNDES desde 2015, quando contratou o primeiro financiamento para expandir sua rede, a empresa já levou seus serviços a 242.000 clientes em cerca de 80 cidades do semiárido nos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.

Conforme diz João Michael, morador da região, depois que colocaram a internet aqui, ficou muito melhor. “Eu posso ficar pesquisando sobre manutenção de máquinas. Alguma dúvida que eu tenho, alguma peça que quebra, eu pesquiso e consigo ver o jeito correto de fazer”, explica o agricultor, que também trabalha como operador de máquinas.

Agora, com um novo financiamento de R$ 52,5 milhões contratado junto ao BNDES este ano, a Brisanet se prepara para implantar infraestrutura 100% fibra ótica — tecnologia mais moderna disponível no mundo para esse tipo de serviço — em 15 novas cidades até 2020. As localidades serão definidas ao longo do período de investimentos, estimados em R$ 79,5 milhões. A previsão é de que a iniciativa promova 109.000 acessos à internet banda larga 3G ou 4G até 2023.

“Hoje em dia, as oportunidades que surgem na sociedade derivam cada vez mais do acesso à informação. A Brisanet está se expandindo muito em áreas do País em que não há conectividade, e é importante para o BNDES contribuir com esse movimento”, explica o chefe do departamento de Telecomunicações do Banco, Ricardo Rivera.

A expansão pelo semiárido resulta também em oportunidades de trabalho para os moradores do entorno das localidades em que a empresa atua. De 2015, quando obteve o primeiro empréstimo do BNDES, até dezembro de 2018, o quadro de funcionários da Brisanet quase quadruplicou, passando de 647 empregados para 2.402. Com a carência de mão de obra qualificada na região, a empresa investe na capacitação de seus empregados.

Um deles é Daniel Estevam da Silva, morador da zona rural de Pereiro, que conseguiu seu primeiro emprego na empresa. “Eu trabalhei com meu pai na agricultura até os 21 anos. Para buscar outras oportunidades, era preciso ir a cidades distantes, como São Paulo. Quando conheci a Brisanet, não tinha qualificação para trabalhar na empresa. Não era usuário de internet nem de computadores. Pedi para ficar de voluntário, aprendendo”, conta Daniel, que hoje é gerente de transmissão e progrediu na carreira por meio de treinamentos custeados pela empresa.

O contador Carlos da Silva tem trajetória parecida: é filho de agricultores e teve a primeira oportunidade de trabalho formal na Brisanet. Ele explica que muitos outros colegas de trabalho têm histórias semelhantes para contar. “Eu diria que hoje a Brisanet é como um oásis no deserto. A região não tem indústrias, e tem um comércio de pequenas empresas, familiares. Eu tenho muitos amigos que tiveram a oportunidade do primeiro emprego na empresa. E não só o primeiro emprego, mas também a capacitação”, relata. A previsão é que o novo ciclo de investimentos financiado pelo BNDES gere 989 novos postos de trabalho na região.

A expansão da infraestrutura de oferta banda larga exige elevados investimentos. De acordo com o Banco Mundial, a universalização dos serviços de telecomunicações depende de uma política pública que incentive a expansão da fronteira para além daquela que o mercado pode atender eficientemente. O Plano Geral de Metas de Competição (PGMC) e o Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações (PERT), da Anatel, são bases importantes para orientar os investimentos, abarcando projetos tanto em rede de transporte como em acesso de banda larga

Há algumas medidas que podem contribuir para a ampliação desses investimentos no caso brasileiro. O PLC 79/2016, novo marco legal do setor em tramitação no Congresso, pode ser uma base para destravar grandes investimentos no setor, já que as mudanças previstas na nova regulamentação implicarão em obrigações futuras de investimentos em banda larga pelas operadoras.

Também os Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) aplicados às operadoras pela Anatel têm potencial de aumentar os investimentos voltados à ampliação da infraestrutura de fibra óptica. Segundo o Ministério do Planejamento, embora sejam um instrumento para correção de conduta irregular, os TAC devem prever compromissos extras, tais como a cobertura de serviços em áreas deficitárias.

Outra possibilidade está na utilização de recursos de fundos setoriais, especialmente do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), que recebe por ano 1% da receita bruta das operadoras de telecomunicação. O fundo poderá financiar os investimentos das empresas de telecomunicações em direção aos municípios não atendidos, acelerar a adoção de novas tecnologias, além de viabilizar projetos de interesse público em aplicações nas áreas de saúde, educação, segurança, ciência, entre outros.

Uma proposta para modernizar o Fust está sendo construída conjuntamente por Anatel, MCTIC, BNDES e empresas atuantes no mercado. O objetivo é regulamentar sua utilização para investimentos na expansão da infraestrutura e no uso da banda larga, em três modalidades: crédito, garantia para operações de crédito e aplicações não reembolsáveis em áreas economicamente inviáveis, ou em projetos específicos de elevado impacto social, de acordo com a finalidade original do fundo. A proposta prevê também a criação de um comitê gestor do Fust, com participação do Governo e do setor privado na seleção dos projetos e programas a serem apoiados com esses recursos.

A modalidade de crédito reembolsável é inovadora, pois permitirá expandir a fronteira econômica da banda larga a partir de financiamentos com taxas baixas e prazos longos aos operadores de telecomunicações de todos os portes, sem impactar o resultado primário do governo. O BNDES estima que cerca de 10 milhões de pessoas poderiam passar a ter acesso a banda larga apenas com a expansão do crédito para empresas do setor em áreas prioritárias.

Os provedores regionais enfrentam sistematicamente uma restrição severa de acesso ao crédito e, mesmo quando conseguem financiamento, ou o custo é elevado ou o prazo inadequado. O BNDES, neste contexto, poderia contribuir para ampliar a oferta de crédito a essas empresas, tanto a partir de financiamentos quanto na estruturação de garantias com recursos do Fust. Dessa forma, em complemento ao apoio às grandes operadoras, seria possível ampliar as fronteiras de expansão das telecomunicações no Brasil, levando crescimento econômico e inclusão digital para toda a população.

Atualmente, busca-se um sistema de identificação que associe, a cada item (de informação) a ser identificado, um rótulo gerado com base na internet e utilizado como identificador desse item. As regras de construção de duas formas de apresentação do rótulo foram estabelecidas.

A duplicação, em servidores distintos, de componentes desse sistema deve permitir que empresas independentes participem do processo de identificação global. Uma vez os itens de informação sejam identificados e depositados em servidores interligados na internet, podem ser recuperados por meio de um sistema de resolução de identificação.

Os hipervínculos, hyperlinks ou simplesmente vínculos ou ponteiros, elementos essenciais na navegação entre itens de informação (documentos, mapas, imagens, etc.) disponíveis na internet, devem ter seu funcionamento preservado por longo prazo. A solução para tornar os ponteiros persistentes passa pelo uso de um sistema de identificação global.

O sistema de endereçamento físico de um item de informação na rede de computadores, por meio de uma Uniform Resource Locator (URL), não é um sistema de identificação persistente, pois, com o tempo, um determinado item de informação pode mudar de localização, fazendo com que a associação item de informação e URL não fique permanente. Uma vez escolhido um sistema de identificação e por meio dele atribuídos rótulos a itens de informação, o problema da construção de ponteiros persistentes pode ser solucionado por meio do uso de um sistema de resolução (ou resolvedor) de identificação, que deve ter o propósito básico de redirecionar cada URL, agora contendo apenas o identificador de um item de informação, para a URL que, efetivamente, contém o seu endereço físico.

A NBR 16709 de 12/2018 – Sistema para resolução de identificador com base na internet (IBI) estabelece as regras a serem seguidas por uma entidade de armazenamento de itens de informação identificados por IBI, chamado de Arquivo, de forma a possibilitar sua participação do sistema de resolução que associa a cada IBI a localização na internet do item de informação correspondente. O protocolo de comunicação entre o resolvedor, que recebe as solicitações de resolução de URL persistente, e os Arquivos que armazenam os itens de informação identificados é descrito nesta norma.

Esta norma complementa a NBR 16066 de 05/2012 – Sistema para geração de identificador com base na internet (IBI), a qual estabeleceu duas formas em que um identificador global denominado IBI (Identificador com Base na Internet) pode ser criado para identificar diversos tipos de itens de informação (documentos, mapas, imagens, etc.), armazenados em acervos como os encontrados em repositórios digitais, em Arquivos, ou em outra entidade de informação. Esta segunda norma define um sistema de resolução de URL (Uniform Resource Locator) persistente para prover um acesso consistente e perene aos itens de informação, uma vez identificados por IBI.

O modo de armazenamento dos itens de informação em Arquivos, que privilegia os conceitos de original e cópias, é descrito formalmente. A norma ainda define “modificadores” de IBI que estendem os acessos a itens de informação relacionados como traduções, última edição ou metadados.

Além dos navegadores utilizados pelos usuários, o sistema de resolução é constituído dos Arquivos que armazenam os itens de informação e de um resolvedor que intermedia a comunicação entre os navegadores e os Arquivos. Estabelece, em particular, como os serviços de Arquivo voltados para a resolução de IBI devem ser construídos. As diversas aplicações de um sistema de resolução de um identificador global desta natureza são também de particular interesse para uso em sistemas de dados espaciais e de informação.

Essa norma reflete o resultado de um longo processo de amadurecimento de uma proposta de definição de um sistema de identificação de itens de informação por meio dos chamados IBI e de um sistema de resolução dos identificadores destes itens. A ideia original do sistema de identificação, concebida em 1995, consiste no aproveitamento da própria infraestrutura da internet.

Desde a sua concepção, a realização desta ideia foi sendo, aos poucos, aperfeiçoada. Deste processo todo, resultou agora a presente Norma definindo um sistema de resolução de IBI, que já se encontra amplamente testada em uma plataforma computacional chamada de URLib, atualmente em uso pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para hospedar sua Memória Científica.

Vale mencionar que, embora este sistema de resolução tenha sido primariamente concebido para resolver os IBI de itens de informação armazenados na plataforma URLib, neste caso, sob um caráter normalizado, o sistema de resolução, como definido neste documento, pode vir a ser também utilizado para resolver os IBI de itens armazenados em qualquer outra plataforma, portanto, também de forma normalizada, em princípio.

Parte-se do princípio que os hipervínculos (hyperlinks), ou simplesmente vínculos ou ponteiros, elementos essenciais na navegação entre itens de informação (documentos, mapas, imagens, etc.), disponíveis na internet, devem ter o seu funcionamento preservado por longo prazo. A solução para tornar os ponteiros persistentes consiste no uso combinado de um sistema de identificação global e um sistema de resolução associado.

O sistema de endereçamento físico de um item de informação na web por meio de uma URL (Uniform Resource Locator) não é um sistema de identificação persistente, pois, com o tempo, um determinado item de informação pode mudar de localização, fazendo com que a associação “item de informação” _ URL não fique permanente. Uma vez escolhido um sistema de identificação, e por meio dele atribuídos rótulos a itens de informação, o problema da construção de ponteiros persistentes pode ser solucionado com o uso de um sistema de resolução de identificador.

O sistema de resolução deve ter o propósito básico de redirecionar cada URL persistente, agora contendo apenas o identificador de um item de informação, para a URL que, efetivamente, contém o seu endereço físico. O sistema para geração de IBI descrito na NBR 16066 de 05/2012 – Sistema para geração de identificador com base na internet (IBI) descreve os componentes de um sistema de identificação com base na internet e que associa a cada item de informação a ser identificado um rótulo que pode ser utilizado como identificador desse item, junto ao sistema de resolução descrito nesta norma, apresenta-se como uma alternativa simples, quando comparada a outras soluções.

Por distinguir entre os conceitos de original e cópias, o modo de armazenamento dos itens de informação em Arquivos do sistema para resolução de IBI permite, mesmo em presença de cópias, autenticar a posteriori a posse de obras inéditas depositadas em Arquivos deste sistema, isto é, reconhecer a posteriori quem é o dono ou detentor dos direitos patrimoniais. No caso de um original ser reivindicado por mais de um dono ou detentor, o sistema para resolução de IBI emite um alerta informando que existem dois ou mais Arquivos sob suspeita e que uma investigação é necessária para reconhecer o verdadeiro dono ou detentor (ver 7.2.3).

Quanto à autoria de uma obra inédita depositada em um Arquivo deste sistema, o modo de armazenamento permite que ela seja atestada a posteriori pelo dono do Arquivo que armazenou sua versão original. Finalmente, o uso de “modificadores” de IBI permite estabelecer, a partir de um mesmo IBI, acessos persistentes a itens de informação futuros, como novas traduções ou uma nova edição de um item de informação já existente.

O sistema para resolução de IBI é composto por três tipos de componente: os navegadores, os Arquivos e o resolvedor, interligados entre si pela internet; e dois tipos de atores: os usuários e os administradores, como mostrado na figura abaixo.

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Os navegadores, o resolvedor e os Arquivos são interligados pela internet. Dois ou mais Arquivos podem ter o mesmo administrador. Os navegadores são as interfaces entre os usuários e os outros componentes do sistema para resolução de IBI. Os Arquivos são as entidades que armazenam os itens identificados, isto é, os itens de informação a serem encontrados com base nos seus IBI. Os Arquivos estão sob a responsabilidade dos seus administradores.

O resolvedor é a entidade que apenas intermedeia a comunicação entre os navegadores e os Arquivos. O resolvedor pode ou não armazenar a informação sobre a localização, na web, dos itens de informação. No entanto, esta informação deve estar armazenada nos respectivos Arquivos.

Os atores do sistema para resolução de IBI são os usuários do sistema e os administradores dos Arquivos. A figura abaixo apresenta o sistema para resolução de IBI e seus atores por meio de um diagrama de casos de uso UML.

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Os usuários do sistema são os atores que solicitam a resolução de IBI. Os administradores de Arquivos são os atores que os ligam no momento de participar do sistema para resolução de IBI e os desligam em caso de manutenção ou de afastamento definitivo do sistema. Um administrador pode ser responsável por mais de um Arquivo.

Se o Arquivo ainda não estiver cadastrado no sistema para resolução de IBI, antes de ligar o Arquivo, o seu administrador deve informar uma chave de cadastro (ver 6.1). A hospedagem dos Arquivos em servidores distintos permite que administradores independentes participem do processo de resolução. Um Arquivo pode armazenar um número qualquer de itens identificados, mas não pode armazenar dois itens identificados com o mesmo IBI.

Nos Arquivos, distinguem-se dois tipos de item identificado: os originais e as cópias. Como qualquer item, os itens de informação podem ser reproduzidos por meio de cópias. No sistema para resolução de IBI, os itens identificados, considerados cópias de um determinado item identificado considerado original, mantêm o IBI do original.

Além disso, enquanto o original deve pertencer a (ou estar armazenado em) apenas um único Arquivo, eventuais cópias de um mesmo original podem pertencer a (ou estar armazenadas em) mais de um Arquivo. A associação “pertence”, que liga as classes Item Identificado Original e Arquivo, indica que cada item identificado considerado original pertence a um único Arquivo.

A associação “contém” indica que cada Arquivo pode conter zero ou mais itens identificados considerados originais, desde que apenas um seja identificado pelo mesmo IBI. A associação “pertence”, que liga as classes Item Identificado Cópia e Arquivo, indica que cada item identificado considerado cópia pertence a um ou mais Arquivos.

A associação “contém” indica que cada Arquivo pode conter zero ou mais itens identificados considerados cópias, desde que não haja dois itens identificados com o mesmo IBI. A nota UML indica que, se um Arquivo contiver um item identificado considerado original, então ele não pode conter um item identificado considerado cópia e possuindo o mesmo IBI, e vice-versa.

Em consequência disto, as associações “possui” entre as classes Item Identificado Original e Item Identificado Cópia indicam que um item identificado considerado original pode possuir zero ou mais itens identificados considerados cópias, e que cada item identificado considerado cópia possui um (e apenas um) item identificado considerado original. O funcionamento do sistema para resolução de IBI depende de serviços executados tanto pelos Arquivos quanto pelo resolvedor, assim como da comunicação entre o resolvedor de um lado e os Arquivos do outro.

Os serviços executados pelos Arquivos são denominados “serviços de Arquivo para resolução de IBI” ou simplesmente “serviços de Arquivo”. Cada Arquivo deve ter um serviço de Arquivo identificado pelo seu IBI. O serviço executado pelo resolvedor é denominado “serviço de resolvedor”. A comunicação entre os componentes do sistema para resolução de IBI (ver 4.1.1) deve ocorrer na forma de mensagens HTTP (Hypertext Transfer Protocol).

O administrador do Arquivo deve encaminhar a chave de cadastro escolhida por meio de um e-mail endereçado a uma entidade responsável pelo cadastro dos Arquivos que desejam participar do sistema para resolução de IBI. Para se identificar, o administrador do Arquivo deve encaminhar, junto com a chave de cadastro, o IBI (NBR 16066) do item identificado considerado original intransferível, e denominado “serviço de Arquivo para resolução de IBI”, ou simplesmente “serviço de Arquivo”, previamente criado neste Arquivo (ver Seção 8).

Uma vez cadastrado no sistema para resolução de IBI, o administrador do novo Arquivo recebe um e-mail de confirmação, e o Arquivo que implementar esta norma passa a ser automaticamente incluído no sistema para resolução de IBI no momento em que for ligado pelo seu administrador. Ligar um Arquivo significa expô-lo na web e, em particular, expor seu serviço de Arquivo.

Ao desligar o Arquivo, isto é, deixar de expô-lo na web, este é automaticamente excluído do sistema para resolução de IBI, no entanto, seu cadastro é mantido para poder ser incluído novamente quando religado. No momento de ser religado, o endereço web do Arquivo (isto é, o componente archiveaddress) pode assumir, ou não, um novo valor.

O processo de inclusão/exclusão de Arquivo no/do sistema para resolução de IBI é detalhado no diagrama de sequência da Figura 5 (disponível na norma). Este processo é desencadeado pela emissão da mensagem “Ligar arquivo” (1), enviada pelo administrador ao Arquivo, e termina pela emissão da mensagem “Desligar arquivo”. Ao ser ligado, o Arquivo deve emitir, por sua vez, a mensagem “Incluir Arquivo” endereçada ao resolvedor.

Ranking da internet móvel

A Opensignal disponibilizou um ranking da internet móvel no Brasil. De acordo com o estudo, a Claro está em primeiro lugar e é a campeã nos quesitos de vídeos, velocidades de download (baixar arquivos) e velocidade de upload (enviar), ainda que tenha perdido o posto de menor latência. A TIM segue na segunda colocação, e mantém o título de operadora com a maior disponibilidade de 4G em território nacional. Oi e Vivo não aparecem no pódio.

O estudo considera dados coletados entre 1º de março e 29 de maio de 2019, levando em conta testes de velocidade realizados por quase mil dispositivos em mais de vinte cidades do Brasil, como Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo – cujos resultados podem variar de região para região. Entre os cinco segmentos observados estão a disponibilidade de 4G, experiência ao assistir a vídeos, velocidade de download, velocidade de upload e latência. No quadro abaixo, confira as operadoras que se destacaram nos cinco quesitos em julho e janeiro de 2019.

Operadoras com a melhor internet móvel do Brasil

Segmento Julho

de 2019

Janeiro de 2019
Disponibilidade de 4G TIM TIM
Vídeos Claro Claro
Velocidade de download Claro Claro
Velocidade de upload Claro Claro
Latência TIM Claro

Fonte: Opensignal

A TIM permanece como a principal operadora quando se trata de disponibilidade de redes 4G. Segundo o levantamento, a operadora é a primeira do país a ultrapassar a margem de 80%. Mas o sucesso não se retém à italiana: todas as operadoras apresentaram crescimento durante o semestre quando comparado com o relatório de janeiro: TIM: 82,4%; Vivo: 72,1%; Claro: 71,9%; Oi: 61,4%.

A Claro continua na liderança quanto ao índice de experiência ao assistir vídeos em redes móveis. Em segundo e terceiro lugar, TIM e Vivo se separam por apenas um décimo, com a Oi na última colocação. Comparado aos resultados de janeiro, houve melhoria nas quatro operadoras, mas os resultados ainda não despertam ânimos: Claro: 56,9 pontos; TIM: 54,3 pontos; Vivo: 54,2 pontos; Oi: 45,5 pontos.

Todas as operadoras apresentarem crescimento durante o período, mesmo que isto não signifique mais velocidade, e, sim, melhoria na disponibilidade do 4G do Brasil, de acordo com o estudo. A Claro ainda segue na liderança, com média de 19,8 Mb/s, seguida pela Vivo, com 14,2 Mb/s. Nas duas últimas colocações, a TIM e Oi apresentam 11,6 Mb/s e 8,6 Mb/s, respectivamente.

Ainda que a velocidade de download esteja acima da casa dos 10 Mb/s em quase todas as operadoras, a realidade não é similar quando se trata de upload. Isto significa que os smartphones levam mais tempo para enviar arquivos, como fotos e vídeos para redes sociais. Neste quesito, a Claro também leva vantagem, em primeiro lugar: Claro: 6,4 Mb/s; Vivo: 4,6 Mb/s; TIM: 4,4 Mb/s; Oi: 2,9 Mb/s.

Quanto à menor a latência que é o melhor tempo de resposta entre o celular e servidores de sites, aplicativos, videoconferência, entre outros tipos de serviços. Em julho de 2019, a TIM ultrapassou a Claro e se tornou a operadora com a menor latência do mercado de telefonia móvel. A Vivo e Oi permanecem nas duas últimas colocações, respectivamente: TIM: 60,9 milissegundos; Claro: 62,7 milissegundos; Vivo: 69,6 milissegundos; Oi: 72,5 milissegundos.

Já a internet das coisas (IoT) será a mudança mais substancial na produção de bens desde a revolução industrial. Para Michael Porter, a IoT em meio ao conjunto de dez tecnologias usualmente associado à indústria 4.0 — capaz de transformar a economia e o dia a dia da população de maneira tão ou mais impactante do que robótica avançada, tecnologias cloud ou mesmo a internet móvel.

Com a tendência de se espalhar por praticamente todos os setores da economia, a IoT é posicionada como uma das maiores tendências tecnológicas do setor de Tecnologia da Informação. A consultoria McKinsey estima que em 2025 a IoT deve gerar, em nível mundial, receitas entre U$ 3,9 trilhões e US$ 11,1 trilhões, contribuindo com até 11% do PIB global. O número de dispositivos conectados à internet irá saltar de cerca de 10 bilhões em 2015 para 34 bilhões até 2020, quando a população no planeta será de 7,6 bilhões – resultando em uma média superior a quatro dispositivos por pessoa.

Outro estudo aponta que a IoT poderá gerar para os governos no mundo todo ganhos superiores a US$ 4 trilhões até 2022, considerando economias de custos e novas receitas. Na estimativa dos maiores ganhos potenciais por país, o Brasil aparece no 9º lugar com um potencial estimado em US$ 70 bilhões até 2022.

Trata-se de uma tendência que irá muito além do universo tradicional de TIC, com impacto em quase todos os setores da economia. Algumas aplicações terão profundo impacto na produtividade das empresas; ao mesmo tempo, serviços poderão ser melhorados de forma significativa.

Carros, eletrodomésticos, máquinas agrícolas, monitores cardíacos, entre outras dezenas de bilhões de dispositivos estarão ligados à internet ou a redes dedicadas, colhendo dados, gerando informações e permitindo a comunicação inteligente e mesmo autônoma entre dispositivos. Inúmeras aplicações podem ser usadas como exemplo: correção do nível de irrigação de colheitas, direcionamento dos aerogeradores em função das condições climáticas, acompanhamento e atuação sobre possíveis problemas de saúde, localização de vagas de estacionamento para carros ou automação da reposição de estoque. Todavia, há uma série de desafios para a implantação da IoT, como: a segurança dos dados e dos sistemas; a interoperabilidade entre os próprios aparelhos conectados e entre eles e os sistemas de TI; o alto volume de dados transitado; a vulnerabilidade do emprego em serviços repetitivos de baixo valor agregado; os gastos de energia; etc.

É importante destacar que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que alterou o Marco Civil da Internet, exige que todos estejam adequados em 18 meses, ou seja, em março de 2020. O objetivo da LGPD segue mais ou menos as mesmas linhas do GDPR que é de aumentar a privacidade de dados pessoais e poder das entidades reguladoras para fiscalizar organizações no Brasil.

A lei foi criada para proteger os dados pessoais dos brasileiros compartilhados de forma digital, coletados, armazenados e manipulados pelas empresas. A partir do momento em que entrar em vigor, as empresas terão a obrigação de informar aos seus clientes como esses dados são tratados, pedir permissão para serem compartilhados e terão responsabilidade sobre seus vazamentos, se houver.

A motivação para o LGPD foi justamente a regulamentação do GDPR e a pressão internacional, já que as exigências incluem toda e qualquer empresa que tenha ao menos um cliente da União Europeia em seu banco de dados, sendo que ao menos 90% das empresas brasileiras já deveriam se adequar. A lei protege todos os brasileiros, extrapolando as fronteiras nacionais. Todas as empresas de outros países que tiverem dados de brasileiros em seus cadastros, devem também se adequar.

Cada pessoa é dona dos seus dados pessoais. A LGPD prevê que cada indivíduo terá o livre acesso às suas próprias informações coletadas e tratadas por empresas, assim como o direito à portabilidade desses dados para outros fornecedores. No caso do Data Protection Officer, a lei exige uma pessoa internamente nas empresas que seja responsável pela proteção dos dados, sendo que uma comissão nas empresas deve ser criada para atentar a essas questões, discutindo pedidos, acompanhando as exigências nacionais. Toda e qualquer responsabilidade de uma empresa deve ser repassada para suas empresas terceirizadas, as subcontratantes, uma vez que haja compartilhamento de informações pessoais de brasileiros.

O programa Educação Conectada, do Ministério da Educação, vai possibilitar que 6.500 escolas rurais passem a utilizar internet banda larga até o fim deste ano. A ideia é que professores apliquem os conteúdos pedagógicos por meio virtual, além dos livros didáticos. Até o momento, já foram conectadas 4.600 instituições de ensino. Cerca de 1,7 milhão de alunos serão beneficiados na área rural.

O investimento no ano será de R$ 120 milhões, adianta informação do portal eletrônico do Ministério da Educação. Outros 17 milhões de alunos serão contemplados em escolas urbanas. O MEC vai repassar R$ 114 milhões para fomentar a internet de 32.000 colégios municipais e estaduais.

Mundo financeiro

A internet também vem mudando a relação no mundo financeiro. Seis em cada dez brasileiros das classes A, B e C utilizam meios digitais de pagamentos, como aplicativos próprios – paypal, pagseguro e google play – a canais de pagamento de contas, compras e transação pela internet. A informação está no estudo sobre mudanças nos hábitos de consumo de serviços financeiros diante das novas tecnologias elaborado pela empresa IDC que entrevistou mais de mil pessoas, de classes média e alta, em três dos maiores países da América Latina: Brasil, Colômbia e México.

O resultado do levantamento apresentado em Nova Iorque (EUA) ainda apontou que, apenas no Brasil, 61% dos entrevistados responderam recorrer a meios digitais de pagamento ou carteiras digitais. No México, o resultado foi semelhante (62%) e, na Colômbia, pouco mais da metade das pessoas ouvidas afirmaram utilizar esses recursos (52%).

A adesão foi menor em relação as chamadas fintech, empresas que oferecem serviços bancários ou financeiros de instituições sem locais físicos. Entre os ouvidos, 56% manifestaram adotar esse tipo de meio de pagamento no Brasil, contra 34% no México e 30% na Colômbia.

“As pessoas estão movendo de uso tradicional de dinheiro e cartão para pagamentos digitais. Uma coisa chave é confiança. Nós usávamos dinheiro porque era lastreado em ouro. Outra é o crescimento do ecossistema de fintech porque estão criando soluções que permitem transações mais rápidas, convenientes”, analisa Ricardo Villate, presidente do IDC para a América Latina.

Os brasileiros são os que mais utilizam smartphones para realizar atividades financeiras, segundo o estudo. A prática é adotada por 14% dos entrevistados ouvidos no México e 11,4%, na Colômbia. No país, a maioria dos entrevistados afirmou realizar atividades bancárias principalmente por meio de um telefone celular conectado, seguida por saques em caixas em bancos (15,9%), transações utilizando um computador pessoal (14,4%), atendimento na agência (12,9%) e saques em caixas eletrônicos em outros locais (10%).

Outro destaque entre os entrevistados brasileiros em relação aos de outros países foi a abertura de contas por meio de dispositivos móveis conectados à internet: 65% contra 52% no México e 48% na Colômbia. Em contrapartida, cada vez menos pessoas se dirigem a uma agência bancária no Brasil para realizar operações. De acordo com a pesquisa, 58% dos consultados relataram frequentar essas unidades, enquanto na Colômbia e no México a adesão ainda é superior à metade dos entrevistados, 64% e 65%, respectivamente.

“Os brasileiros são altamente conectados e isso tende a popularizar o uso de carteiras digitais. Além disso, demonstram uma vontade de se atualizar tecnologicamente. O país tem um mercado com altíssimo potencial, com muitos usuários e é um dos mais competitivos da região. Isto gera uma oferta de melhores serviços”, analisa Paula Paschoal, diretora-geral da PayPal no Brasil.

O Brasil também lidera o uso de cartões de crédito. Do total, 57% relataram usar este meio com mais frequência do que o débito. O índice foi de 38% no México e 28% na Colômbia. Quase 74% dos brasileiros disseram ter cartões tanto de crédito quanto de débito.

O estudo intitulado Como as fintechs e bancos podem democratizar os serviços financeiros na América Latina examinou as mudanças nos hábitos relacionados a serviços financeiros a partir da adoção de novas tecnologias, especialmente o uso de dispositivos móveis e plataformas na Internet. Foram ouvidas pouco mais de 1.000 pessoas nos três países, sobre recursos preferenciais para pagamentos digitais, operações bancárias via Internet, compras por canais online e empréstimos a consumidores e comerciantes por plataformas conectadas à web.

Os hábitos de uso de tecnologias também foram analisados em outros levantamentos. A Pesquisa de Tecnologia Bancária 2019 da Federação Brasileira de Bancos, elaborada pela consultoria Deloitte, apontou também crescimento de atividades financeiras pela Internet, a partir de informações de bancos brasileiros.

Segundo este último levantamento, o número de pessoas que usam aplicativos do celular para realizar serviços bancários triplicou entre os anos de entre 2014 e 2018, passando de 25 milhões (16% do total) para 70 milhões (45%). Já os que utilizam acesso pela Internet para o mesmo fim passaram de 31 milhões (20%) para 53 milhões (34%) no mesmo período.

Em 2018, 2,5 milhões de contas foram abertas por meio de telefones celulares, o que representa crescimento de 56% em relação ao ano anterior (1,6 milhão de contas). As contas bancárias criadas por internet banking passaram de 26.000 para 434.000 no mesmo período.



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1 resposta

  1. Excelente artigos e revista eletrônica. Vcs estão de parabéns.

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