As especificações dos tubos de aço carbono para a condução de fluidos

Os tubos para condução de fluídos devem ser fabricados para suprir as necessidades das empresas e atender de forma eficiente os mercados em que os equipamentos precisam conduzir água, gases, ar comprimido, vapor, óleo e demais fluídos. Devem garantir eficácia ímpar para os processos fabris. Esses tubos devem ser produzidos com aço carbono que os torna muito resistentes aos esforços mecânicos recorrentes dentre os processos industriais. Os tubos para condução de fluídos industriais são fabricados em diferentes modelos e também podem ser encontrados no mercado com ou sem costura. Para regulamentar o uso desse equipamento da maneira correta, existem normas que precisam ser seguidas. Com essas condições, além de tornar os processos mais aperfeiçoados, também se consegue garantir a qualidade de produtos e serviços e a segurança dos funcionários.

tubo2Da Redação –

Os tubos de aço carbono podem ser empregados em linhas de condução com conexões frias rígidas ou flexíveis. A agilidade, a facilidade e a versatilidade na instalação e na manutenção estão entre suas principais vantagens.

Estruturas metálicas, máquinas agrícolas e setores da indústria naval, de manutenção, da construção civil e moveleira usam esses tipos de tubos para o pleno funcionamento de suas atividades. É importante destacar que o produto deve ser fabricado e instalado de acordo com normas técnicas vigentes no país, a fim de propiciar a segurança do ambiente e a eficácia de seu uso.

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É recomendado que tubos de aço carbono sejam facilmente identificados em uma empresa. Por esse motivo, ele pode ser pintado conforme as normas que regulamentam a aplicação de cores na identificação de tubulações para canalização de fluidos, gases ou condutores elétricos. Essa é considerada a maneira mais adequada de evitar acidentes no ambiente empresarial.

Os tubos de aço carbono podem ser feitos em aço carbono ou aço inox. O aço carbono é um material metálico constituído essencialmente de ferro e carbono. Por ser composto de elementos de liga, os tubos de aço carbono possuem alta resistência à corrosão e ao calor e, além disso, é capaz de suportar forças de alto impacto. Devido às suas propriedades, é uma peça que se deforma e tensiona conforme o tipo de uso e material do qual é feito.

Do mesmo modo, os tubos de aço inox são resistentes à corrosão, porque o aço inox é composto de cromo, que ajuda a formar um filme fino e aderente no tubo, protegendo-o de ataques corrosivos. Ele também possui resistência a temperaturas baixas e altas.

A NBR 5580 (EB182) de 09/2015 – Tubos de aço carbono para usos comuns na condução de fluidos – Especificação estabelece os requisitos exigíveis para fabricação e fornecimento de tubos de aço carbono, com ou sem solda longitudinal, com ou sem revestimento protetor de zinco, para condução de água, gás, vapor e outros fluidos não corrosivos. Os tubos mencionados nesta norma são aptos para serem ranhurados segundo a ISO 6182-12 ou rosqueados segundo a NBR NM ISO 7-1.

Estes tubos não são aptos a serem curvados e formarem serpentinas. Para este material, não há garantia de cumprimento de valores determinados de resistência mecânica, nem são emitidos certificados de ensaios de material.

Os tubos referidos nesta norma são classificados em: pesado – P; médio – M; e leve – L. Os tubos de classes média e pesada possuem diâmetro nominal de 6 (1/8) a 150 (6) e os de classe leve, diâmetro nominal de 6 (1/8) a 100 (4).

Os tubos devem ser entregues em comprimentos de 6 m, com tolerância de ± 100 mm. Por acordo prévio entre as partes, podem ser solicitados outros comprimentos, bem como estabelecida a porcentagem de tubos curtos.

As espessuras adotadas na Tabela A.1 (ver na norma) estão enquadradas nas espessuras das chapas padronizadas conforme as NBR 11888 e NBR 11889.O diâmetro externo do tubo, sua tolerância e a espessura da parede são dados na Tabela A.1. A espessura de parede mínima não pode estar, em nenhum ponto do tubo, mais que 12,5% abaixo da espessura nominal especificada. Para tubos com DN maiores que 20 (3/4), a rebarba interna da solda deve ser removida.

A altura da rebarba resultante do processo de remoção não pode exceder, quando positiva, 0,4 mm e, quando negativa, 12,5 % da espessura nominal do tubo. Podem ser fornecidos até 5 % da quantidade da remessa com rebarbas de altura positiva, com tolerância fora do especificado.

Para pedidos inferiores a 20 tubos, considerar um tubo como o limite. Os tubos devem ser fornecidos com seção circular e espessura uniforme, dentro das tolerâncias especificadas, e retos, de forma a não comprometer a sua utilização, conforme Seção 1.

As extremidades devem ser cortadas perpendicularmente ao eixo do tubo, sem apresentar rebarbas ou imperfeições que impeçam a estanqueidade ou o acoplamento de luvas e conexões, e a execução da ranhura. Os tubos podem ser fornecidos com as extremidades lisas, ranhuradas ou rosqueadas.

As condições de acabamento somente são garantidas se realizadas pelos fabricantes de tubos. As extremidades podem ser chanfradas, faceadas ou cortadas diretamente da máquina, sem apresentar rebarbas. Os tubos devem ser fabricados com rosca cônica conforme a NBR NM ISO 7-1.

Todas as roscas devem ser protegidas adequadamente contra golpes e corrosão. Os tubos devem ser fabricados com ranhuras por laminação conforme Tabela 1 da ISO 6182-12:2010.

Os tubos devem ser fabricados com ranhuras por corte conforme Tabela 2 da ISO 6182-12:2010. Quando estabelecido na ordem de compra para tubos com luvas, estas devem atender ao descrito a seguir: as luvas devem ser fabricadas com a rosca paralela em conformidade com as NBR 6943 ou DIN EN 10241; as luvas devem ser acopladas em uma das extremidades do tubo.

Este acoplamento não pode ser definitivo para o seu emprego. A outra extremidade deve estar protegida. Imperfeições superficiais que tenham uma profundidade superior a 12,5 % da espessura nominal de parede e que possam comprometer a espessura mínima de parede, ou que comprometam a aplicação descrita em 1.1, devem ser consideradas defeitos.

Nos tubos que apresentarem defeitos inferiores a 12,5 % da espessura nominal de parede, devem ser dadas uma das seguintes disposições: o defeito pode ser eliminado por esmeril, lixamento ou desbaste, desde que a espessura remanescente não seja menor que a mínima especificada; e os reparos de defeitos na solda são proibidos. Para tubos com dimensão externa maior que DN 20, o desvio máximo de retilineidade deve ser de 0,25 % do comprimento do tubo, de forma a não comprometer seu uso, conforme descrito em 1.1.

Os tubos com diâmetro igual ou abaixo de DN 20 devem ser entregues de forma que o desvio de retilineidade não comprometa o seu uso, conforme descrito. Os tubos revestidos com DN 15 (1/2) ou maiores devem ser marcados, individualmente, na sua superfície externa, de forma legível e indelével, com as seguintes características: nome ou símbolo do fabricante; número desta norma, diâmetro nominal e classe (P, M ou L); e dados suplementares, a critério do fabricante.

Para tubos revestidos menores que DN 15 (1/2) e para todos os tubos sem revestimento, a identificação das características previstas em 4.7.1 pode ser feita por meio de etiquetas firmemente fixadas no amarrado ou marcadas individualmente na sua superfície externa, de forma legível e indelével. Todos os tubos, revestidos ou não, devem ser marcados individualmente na superfície externa ou interna, em baixo-relevo, com a logomarca ou o nome do fabricante, ou um símbolo que seja associado a este, no máximo a cada metro de tubo com ou sem solda longitudinal.



Categorias:Metrologia, Normalização, Qualidade

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