Os dentes artificiais para próteses dentárias

Atualmente, é comum as pessoas terem seus dentes substituídos por dentes artificiais. Isso geralmente é feito por várias razões, que incluem a substituição de dentes danificados como resultado de cáries, acidentes ou apenas a necessidade de ter um novo conjunto de dentes. Os dentes artificiais, feitos para desempenhar as funções de dentes naturais, são feitos de diferentes tipos de materiais. Os dentes de polímeros sintéticos e cerâmica devem cumprir os requisitos normativos.

dentes2Da Redação –

Pode-se dizer que as dentaduras parciais são uma forma removível de dentes artificiais. Se uma pessoa tiver próteses parciais, será necessário removê-la diariamente para limpeza à noite, antes de dormir. Esse tipo de dente artificial pode ser usado para os dentes anteriores e posteriores e também para pessoas que perderam todos os dentes.

Geralmente, a ponte é usada para consertar um ou mais dentes ausentes. É mais apropriada para dentes anteriores, embora também possa ser feito para dentes posteriores. No entanto, esse tipo de dente artificial não pode ser usado por pessoas sem nenhum dente.

Já o implante é o mais caro de todos os tipos de dentes artificiais. Devido à sua sofisticação, precisa-se de um ortodontista (um dentista especializado em tratamentos protéticos) para consertá-lo.

Ao usar implantes, um dente ausente é fixado diretamente no osso da mandíbula e é difícil dizer a diferença entre o dente natural de uma pessoa e o artificial. Os implantes também duram mais que os outros dois tipos.

Uma prótese é um substituto removível para a falta de dentes e tecidos circundantes. Dois tipos de próteses estão disponíveis – próteses totais e parciais. Dentaduras completas são usadas quando todos os dentes estão ausentes, enquanto as próteses parciais são usadas quando alguns dentes naturais permaneceram.

As dentaduras completas podem ser convencionais ou imediatas. Feito depois que os dentes foram removidos e o tecido da gengiva começou a cicatrizar, uma prótese convencional está pronta para ser colocada na boca em cerca de oito a 12 semanas após a remoção dos dentes.

Ao contrário das próteses convencionais, as próteses imediatas são feitas com antecedência e podem ser posicionadas assim que os dentes são removidos. Como resultado, o usuário não precisa ficar sem dentes durante o período de cicatrização. No entanto, os ossos e as gengivas encolhem com o tempo, especialmente durante o período de cicatrização após a remoção dos dentes.

Portanto, uma desvantagem das dentaduras imediatas em comparação com as dentaduras convencionais é que elas requerem mais ajustes durante o processo de cicatrização e geralmente devem ser consideradas apenas uma solução temporária até que as dentaduras convencionais possam ser feitas. Uma prótese ou ponte parcial removível geralmente consiste em dentes de substituição presos a uma base de plástico na gengiva, que às vezes é conectada por uma estrutura metálica que mantém a prótese no lugar na boca.

Dentaduras parciais são usadas quando um ou mais dentes naturais permanecem na mandíbula superior ou inferior. Uma ponte fixa substitui um ou mais dentes colocando coroas nos dentes em ambos os lados do espaço e anexando dentes artificiais a eles.

Esta ponte é então cimentada no lugar. Uma prótese parcial não apenas preenche os espaços criados pela falta de dentes, como também impede que outros dentes mudem de posição. Uma prótese parcial de precisão é removível e possui acessórios internos em vez de grampos que se fixam nas coroas adjacentes. Este é um aparelho de aparência mais natural.

A NBR ISO 22112 de 01/2017 – Odontologia — Dentes artificiais para próteses dentárias especifica a classificação, os requisitos e os métodos de ensaio para dentes de polímeros sintéticos e cerâmica que são fabricados para uso em próteses usadas na odontologia. Os dentes artificiais são agrupados de acordo com a seguinte classificação: Tipo 1: dentes anteriores; Tipo 2: dentes posteriores. Os requisitos específicos qualitativos e quantitativos para ausência de risco biológico não estão inclusos nesta norma, mas se recomenda a consulta à NBR ISO 10993-1 e à NBR ISO 7405 para a avaliação de possíveis riscos biológicos ou toxicológicos.

As dimensões dos dentes, quando examinados de acordo com 7.2, não podem diferir em mais que 5 % para dentes de polímero sintético e 7 % para dentes cerâmicos dos valores mostrados na carta-molde do fabricante. Quanto à cor e combinação de tonalidades, quando ensaiados, conjuntos de dentes anteriores e posteriores não podem exibir diferenças perceptíveis na cor, se comparados com a escala de cor do fabricante ou na escala de cor indicada. Os dentes com combinação de tonalidades não podem exibir linhas de demarcação entre as porções incisal e cervical nos aspectos vestibulares dos dentes. Este requisito não se destina a desautorizar demarcações especialmente projetadas para simular bordas de restaurações ou imperfeições do esmalte encontradas nos dentes naturais.

Para o acabamento superficial, quando inspecionados visualmente, os dentes recebidos (com exceção das áreas de retenção) devem ter uma superfície lisa, lustrosa e não porosa. Quando dentes cerâmicos forem ensaiados, o processamento não pode prejudicar o acabamento original dos dentes, e os dentes devem poder ser lixados e polidos. Quando dentes de polímero sintético forem ensaiados, os dentes devem poder ser polidos para restaurar o acabamento original.

Em relação à ausência de porosidade e de outros defeitos, os dentes cerâmicos não podem ter mais que um total de 16 poros de diâmetro maior que 30 μm nas quatro superfícies de ensaio. No máximo seis destes poros devem ter diâmetros na faixa de ≥ 40 μm e ≤ 150 μm. Não pode haver poros de diâmetro maior que 150 μm. Os dentes de polímero sintético, quando examinados, não podem exibir porosidade ou defeitos, como rebarbas, acabamento áspero ou impurezas visíveis nas superfícies coronárias.

Quando ensaiados, os dentes cerâmicos devem ter uma concentração de atividade de no máximo 1,0 Bq.g–1 de urânio–238. Todos os dentes diatóricos cerâmicos, examinados de acordo com 7.9, devem fornecer um meio para retenção positiva e ter cavidades que devem ser abertas e não seladas.

Para a resistência ao choque térmico, os dentes cerâmicos não podem mostrar sinais de trinca. Todos os dentes de polímero sintético devem ser capazes de se unir aos materiais da base da prótese termopolimerizados (Tipo 1), o que está em conformidade com a ISO 1567:1999. Para cinco das seis amostras de ensaio, a união formada entre a base dos dentes e a base polimérica da prótese deve ser aprovada no ensaio descrito em 7.11.

Para a resistência a manchamento, deformação e rachaduras, quando ensaiados, nenhum dente pode exibir manchas ou deformações. Nenhum dente pode exibir rachaduras, com exceção das superfícies da base e da porção cervical dos dentes até a linha cervical. Para a estabilidade da cor, quando ensaiados, não pode haver alteração perceptível de cor entre o dente não exposto e as metades exposta e não exposta do dente.

Para a estabilidade dimensional, quando ensaiado, a alteração dimensional de um dente deve estar dentro de ± 2 % de sua dimensão mésio-distal original. Para avaliação, selecionar um incisivo central maxilar para todas as tonalidades disponíveis para dentes anteriores e/ou um dente pré-molar maxilar (ver Seção 6) para cada uma das cinco diferentes tonalidades para dentes posteriores. Avaliar de acordo com a ISO 7491:2000, 3.2.3. Comparar as superfícies labiais de cada dente a ser ensaiado à escala de cores, segurando o dente junto ao dente correspondente na escala de cores e no mesmo plano, posicionando o dente de ensaio primeiramente em um lado da escala de cores e, posteriormente, no outro lado. O dente estará em conformidade se não houver diferença perceptível de cor.

Após a demuflagem usando o equipamento de laboratório e as técnicas odontológicas, remover qualquer material da base da prótese excedente das superfícies dos dentes que são normalmente expostas. Polir os dentes com equipamento de laboratório odontológico, tomando o cuidado de manter as ferramentas de polimento umedecidas, conforme apropriado. Após o polimento, examinar visualmente os dentes para verificar conformidade e para evidências de danos sofridos no processamento, com exceção de danos acidentais causados pelo equipamento usado no processamento.

A amostragem para a resistência ao manchamento, deformação e rachaduras dos dentes de polímero sintético, selecionar dois grupos de dentes, sendo um dos grupos o controle para o outro grupo. Um dente de cada um dos cinco conjuntos diferentes, de cinco tonalidades diferentes, conforme definido na Seção 6, devem compor um grupo; os dentes homólogos de cada um dos mesmos cinco conjuntos devem compor o outro grupo. Este procedimento envolve a exposição de ambos os grupos de ensaio e o grupo-controle ao monômero, mas o grupo-controle é usado na condição “conforme recebido” e o grupo de ensaio é usado após o ciclo de condicionamento. Antes da exposição ao monômero ou ao condicionamento, examinar cada dente, procurando por manchas, deformações ou rachaduras, seguindo o procedimento de 7.12.5.

Os dentes que exibirem manchas, deformações ou rachaduras neste estágio devem ser identificados como reprovados. Usar os equipamento e materiais: tubo de ensaio grande, com um suporte para imersão no banho de água; banho de água, capaz de ser mantido na temperatura de ebulição da água (100 ± 1) °C; temporizador, com precisão de ± 1 s; papel não absorvente; dessecador, carregado com uma solução capaz de manter uma umidade relativa de (50 ± 5) %, de acordo com a ISO 483.

As condições requeridas podem ser alcançadas com uma solução de nitrato de cálcio [Ca(NO3)2] no dessecador fechado, ao qual foi adicionado um excesso do hidrato [Ca(NO3)2.4H2O], pelo menos 24 h antes do ensaio, e mantido à temperatura ambiente. Uma sala ou laboratório condicionado com umidade relativa controlada (50 ± 5) % pode ser usado como alternativa ao dessecador e o monômero de metacrilato de metila (sem agente de ligação cruzada).

Deve-se incluir, ainda: folhas de papéis absorventes; unidade de inspeção de fibra óptica flexível com luz branca; unidades de iluminação projetadas como auxiliares para a microscopia óptica são adequadas; instrumento, com capacidade de ampliação de 8x a 10x. Para o condicionamento das amostras de ensaio, submergir o segundo grupo de cinco dentes (ver 7.12.1) no tubo de ensaio preenchido com água (7.12.2.1) e colocar no banho-maria (7.12.2.2), de forma que o tudo de ensaio não entre em contato com as laterais do banho-maria.

Aquecer o banho-maria da temperatura ambiente até a temperatura de ebulição da água durante um período entre 5 min e 20 min e manter nesta temperatura por (3 h ± 5 min) (7.12.2.3). Para controlar a perda de água das superfícies dos dentes, deixar que as amostras resfriem gradualmente em água a (23 ± 2) °C; após, retirar os dentes, retirar a água da superfície com papel não absorvente (7.12.2.4), colocá-los no dessecador (7.12.2.5) em um prato perfurado e fechar imediatamente o dessecador. Armazenar os dentes no dessecador por (60 ± 5) min.



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