Publicado em 16 jun 2026

A terapêutica clínica da alergia alimentar

Redação

A alergia alimentar é uma patologia cuja prevalência e gravidade tem aumentado nos últimos anos. O leite, ovo e peixe são os alimentos mais frequentemente envolvidos; com menor frequência surgem o trigo, amendoim, frutos secos, mariscos e frutos frescos. A alergia a um determinado alimento leva ao aparecimento de sintomas poucos minutos após a sua ingestão.

A alergia alimentar é definida como reações adversas mediadas por mecanismos imunológicos específicos que ocorrem em indivíduos sensíveis após o consumo de determinado alimento. Os principais alimentos que causam alergias alimentares incluem: trigo, centeio, cevada, aveia e suas estirpes hibridizadas, crustáceos, ovos, peixes, amendoim, soja, leites de todas as espécies de animais mamíferos, amêndoa, avelãs, castanha-de-caju, macadâmias, nozes e pecãs.

Os alimentos que contenham ou sejam derivados desses principais alimentos devem conter advertências específicas no rótulo, como: "ALÉRGICOS: CONTÉM (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)". Nos casos em que não for possível garantir a ausência de contaminação cruzada por alérgenos, deve ser declarada a advertência: "ALÉRGICOS: PODE CONTER (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)".

O diagnóstico padrão-ouro para alergia alimentar é o teste de provocação oral (TPO), que deve ser realizado em ambiente hospitalar com suporte para manejo de reações graves, como anafilaxia. O TPO é indicado quando há história clínica sugestiva e remissão dos sintomas após exclusão do alimento suspeito, seguido da reintrodução para confirmação.

Pacientes com dermatite atópica têm risco aumentado de alergias alimentares, especialmente na primeira infância, e a alergia alimentar pode agravar manifestações clínicas. A imunoterapia oral ou sublingual para alergias alimentares tem mostrado sucesso em pequenos ensaios clínicos para alguns alérgenos (leite, amendoim, ovo, avelã), mas ainda não é recomendada para uso em larga escala devido à necessidade de mais estudos.

Para a realização de testes alérgicos, como prick test e patch test, é necessária capacitação técnica e ambiente adequado para manejo de possíveis reações adversas. Enfim, as alergias alimentares geralmente são desencadeadas por nozes, amendoins, mariscos, peixes, leite, ovos, trigo e grãos de soja.

Os sintomas variam de acordo com a idade e podem incluir erupções cutâneas, sibilos, corrimento nasal e, ocasionalmente, sintomas mais sérios em adultos. Testes cutâneos (prick test), exames de sangue e uma dieta de eliminação podem ajudar o médico a identificar o alimento que desencadeia a alergia.

O único tratamento eficaz é eliminar o alimento da dieta. Muitos alimentos diferentes podem causar reações alérgicas. As reações alérgicas aos alimentos podem ser graves e, às vezes, incluem uma reação anafilática, que pode ameaçar a vida da pessoa.

As alergias alimentares podem começar durante a infância. É possível que a criança deixe de sofrer de uma alergia alimentar. Assim, alergias alimentares são menos comuns entre adultos.

Entretanto, caso adultos tenham alergias alimentares, essas tendem a persistir por toda a vida. Por vezes, é atribuída às alergias alimentares a causa de distúrbios como a hiperatividade nas crianças, fadiga crônica, artrite, depressão e baixo rendimento desportivo. No entanto, estas ligações não foram demonstradas.

Algumas reações a alimentos não são reações alérgicas. A intolerância alimentar difere de uma alergia alimentar, porque não envolve o sistema imunológico.

Em vez disso, trata-se de uma reação do aparelho gastrointestinal que produz um distúrbio digestivo. Por exemplo, algumas pessoas não têm uma enzima necessária para a digestão do açúcar no leite (denominado intolerância à lactose).

Artigo atualizado em 05/06/2026 02:07.
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