Publicado em 16 jun 2026

As causas médicas da anosmia

Redação

A anosmia é a perda total ou parcial do olfato, anosmia ou hiposmia respetivamente, com potencial risco de vida associado à não perceção de situações perigosas como uma fuga de gás, o cheiro a fumo ou a queimado, além da falta de noção do odor a comida estragada.

A anosmia é a perda completa do sentido do olfato, podendo ser total ou parcial, e permanente ou temporária. Ela pode comprometer também o paladar.

As maiores causas de anosmia incluem infecções no trato nasal, distúrbios hormonais e problemas dentários. O exame do nervo olfatório (nervo craniano I) é realizado com substâncias odoríferas reconhecíveis, como café e baunilha.

O paciente deve fechar os olhos e obstruir uma narina, enquanto a substância é apresentada próxima à outra narina para reconhecimento do odor. Substâncias irritantes devem ser evitadas para não estimular nociceptores inervados pelo nervo trigêmeo.

Síndrome de Kallmann: condição genética caracterizada por hipogonadismo hipogonadotrófico e anosmia ou hiposmia. Resulta de mutações em genes como ANOS1, CHD7, FGF8, FGFR1, PROK2, entre outros, que afetam a migração dos neurônios olfatórios e dos neurônios produtores de GnRH, essenciais para o desenvolvimento sexual e olfativo. Doença de Refsum: condição hereditária que causa perda da visão e anosmia, associada ao acúmulo anormal de ácido fitânico.

A anosmia pode ocorrer como efeito adverso de medicamentos, como o cloridrato de terbinafina, onde pode ser permanente ou temporária, associada a hiposmia. Deve-se realizar uma avaliação clínica detalhada e exames complementares como tomografia computadorizada, ressonância magnética, endoscopia nasal e testes olfatórios.

Tratamento da causa subjacente, como desobstrução nasal, uso de descongestionantes, corticosteroides nasais, e em alguns casos vitamina A. Em casos de anosmia associada a síndromes genéticas, o tratamento é direcionado para as manifestações clínicas específicas.

Geralmanet, o exame rápido do olfato pode ajudar a confirmar a disfunção olfatória. Comumente, uma narina é ocluída e um odor picante, tal como de um frasco contendo café, canela ou tabaco, é colocado sob a narina aberta; se o paciente conseguir identificar a substância, presume-se que o olfato esteja intacto.

O teste é repetido com a outra narina para determinar se a resposta é bilateral. Infelizmente, o teste é muito simples e pouco confiável.

Se houver anosmia e nenhuma causa for imediatamente aparente durante a avaliação do paciente, os pacientes devem ser submetidos a uma TC da cabeça (incluindo os seios da face) com contraste para descartar um tumor ou fratura insuspeita do assoalho da fossa craniana anterior. A RM é também utilizada para avaliar doença intracraniana e pode ser necessária, em particular nos pacientes sem doença nasal ou sinusal na TC.

Uma avaliação da identificação de odor e paladar e detecção de limiar pode ajudar a confirmar ou excluir a presença de anosmia e caracterizar o tipo e o grau da perda subjetiva do olfato. Essa avaliação costuma envolver o uso de um ou vários kits de testes comercialmente disponíveis.

Um kit utiliza uma série de odores para raspar e cheirar. As causas específicas são tratadas, mas, nem sempre se recupera o olfato, mesmo após tratamento bem-sucedido de sinusite.

Não há tratamentos específicos para anosmia, exceto raramente, quando a causa é uma infecção ou um medicamento. Os pacientes que mantêm certo senso de olfato podem utilizar a adição de agentes aromatizantes concentrados, para alimentos, melhorando o seu prazer de comer.

Alarmes de fumaça, importantes em todos os lares, são ainda mais essenciais para pacientes com anosmia. Os pacientes devem ser advertidos sobre o consumo de alimentos armazenados e uso de gás natural para cozinhar ou aquecimento, pois eles têm dificuldade em detectar deterioração de alimentos e vazamentos de gás.

Artigo atualizado em 05/06/2026 01:59.
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