Os problemas dos cálculos biliares
Redação
Os cálculos biliares, ou pedras na vesícula, são depósitos duros de substâncias digestivas que se formam na vesícula biliar, um pequeno órgão localizado no lobo inferior direito do fígado. Eles podem variar em tamanho, desde pequenos como um grão de areia até grandes como uma bola de golfe.

Para o tratamento com ácido ursodesoxicólico (AUDC) ou dissolução de cálculos vesiculares formados por colesterol, quando, os cálculos são radiotransparentes (indicador de origem por colesterol); diâmetro geralmente inferior a 1,5 cm; vesícula biliar funcionante (contratilidade preservada). Outras indicações descritas: forma sintomática de cirrose biliar primária, litíase residual do colédoco, dispepsia associada à colelitíase/pós-colecistectomia, discinesias do conduto cístico/vesícula, terapêutica adjuvante à litotripsia extracorpórea, profilaxia de cálculos após cirurgia bariátrica/rápida perda ponderal, alterações colestáticas.
Contraindicações e situações em que AUDC não deve ser usado: hipersensibilidade à substância ou excipientes; úlcera péptica ativa; doença inflamatória intestinal ou condições que comprometam circulação entero-hepática (ressecção ileal, estoma, colestase intra/extra-hepática, doença hepática severa); cólicas biliares frequentes, inflamação aguda da vesícula ou trato biliar, oclusão do trato biliar (ducto biliar comum/ducto cístico); contratilidade comprometida da vesícula biliar; cálculos biliares calcificados/radiopacos.
Inclui ainda a intolerância hereditária à galactose, deficiência de lactase ou má-absorção de glicose-galactose. Observações específicas para mulheres em uso de AUDC para dissolução: utilizar métodos contraceptivos não-hormonais, pois contraceptivos hormonais podem aumentar a litíase biliar.
Faixas posológicas descritas: 3–16 mg/kg/dia; muitos estudos e bulas referem posologias médias entre 5–10 mg/kg/dia. Exemplos práticos: estudos citaram 9 mg/kg/dia por 1 ano (controle radiológico aos 3, 6 e 12 meses).
Doses usuais de manutenção/terapêutica frequentemente entre 300 e 600 mg/dia (divididas em 2–3 tomadas). Em terapêutica coadjuvante à litotripsia: médias relatadas ~600 mg/dia.
Na cirurgia bariátrica, posologia ideal descrita: 600 mg/dia (divididos em duas tomadas de 300 mg); estudos de prevenção usaram 500 mg/dia por 6 meses. Duração para dissolução de cálculos: tratamento mínimo para condições ideais: 4–6 meses; pode chegar a 12 meses ou mais.
Prosseguir por 3–4 meses após desaparecimento comprovado por imagem. Não deve ultrapassar 2 anos de tratamento contínuo (observação descrita).
Para o monitoramento, exames de função hepática (AST/TGO, ALT/TGP e gama-GT), a cada 4 semanas nos primeiros 3 meses; depois, a cada 3 meses enquanto em tratamento. Avaliação da eficácia por imagem: colecistografia ou exames ecográficos a cada 6 meses durante tratamento de dissolução.
Recomenda-se acompanhamento de bilirrubinas e testes de função Estudo com 42 pacientes usando 9 mg/kg/dia por 1 ano: dissolução completa em 40% e algum grau de dissolução em 73% dos pacientes; melhora de dispepsia e cólicas (referência Voirol M, 1983).
Outros estudos com doses de 3–16 mg/kg/dia mostraram eficácia variável; taxa de dissolução maior em vesículas funcionantes e em cálculos pequenos.
Em cirrose biliar primária, raramente pode haver piora clínica no início (por exemplo, aumento do prurido); reduzir dose e reintroduzir gradualmente se indicado; casos raros de descompensação regrediram parcialmente após descontinuação. Em geral, o perfil de tolerabilidade relatado foi bom nos estudos citados.
Exames/achados que contraindicariam iniciar terapia de dissolução: cálculos radiopacos/calcificados (não radiotransparentes).
Vesícula não visualizável em exames radiográficos/colecistograma ou contratilidade comprometida. Episódios frequentes de cólica biliar ou colecistite/agudização.
Pode-se acrescentar que algumas pessoas desenvolvem apenas um cálculo, enquanto outras, múltiplos. Esses depósitos são formados principalmente por colesterol, que corresponde a cerca de 75% dos casos.
A vesícula biliar tem a função de armazenar a bile, um líquido produzido pelo fígado e lançado para o intestino, essencial para a digestão dos alimentos. Quando os cálculos bloqueiam o duto biliar, impedem o fluxo normal da bile para o intestino, resultando em uma condição chamada colelitíase.
Essa obstrução provoca cólica biliar, caracterizada por dor intensa no lado direito superior do abdômen ou nas costas. As pedras na vesícula podem ser assintomáticas ou causar crises dolorosas.
Se o cálculo ficar preso no duto biliar, a dor persiste até que ele seja deslocado de volta para a vesícula ou empurrado para o intestino, onde a crise diminui. Existem dois tipos principais de cálculos biliares.
Os cálculos biliares de colesterol: são os mais comuns e geralmente aparecem na cor amarela. Sua composição é principalmente de colesterol não dissolvido, além de outras substâncias. Já os cálculos biliares pigmentados: as pedras costumam ser marrons ou pretas e se formam quando a bile contém muita bilirrubina, um composto produzido quando o corpo quebra as hemácias do sangue.