Publicado em 03 mar 2026

A manifestação clínica do fogo selvagem ou pênfigo

Redação

Na doença popularmente conhecida como fogo selvagem, formam-se bolhas na pele e posteriormente lesões. Trata-se de um tipo especifico, endémico da América do Sul – inclusive Brasil, na região Centro-Oeste –, da doença autoimune chamada pênfigo que é dividido, de forma geral, em dois grupos. O vulgar, que costuma ser mais grave – afeta também mucosas, como a boca – e atinge pacientes de meia idade. E a foliáceo, que só ocorre na pele e começa geralmente na face, tronco superior ou couro cabeludo – há casos em que as bolhas podem se espalhar por todo o corpo.

O fogo selvagem é citado como sinônimo de pênfigo foliáceo endêmico (ou pênfigo endêmico), conforme listagem de dermatoses bolhosas. (Pênfigo endêmico = pênfigo foliáceo endêmico, fogo selvagem). Os documentos listam diferentes formas de pênfigo, incluindo pênfigo vulgar e pênfigo foliáceo (entre outras variantes).

Há menção de que pênfigo (em suas formas, incluindo vulgar e foliáceo) pode ocorrer como complicação durante tratamento com penicilina. Em estudos clínicos citados, rituximabe (MabThera/rituximabe) foi avaliado em pacientes com pênfigo vulgar (PV) e pênfigo foliáceo (PF).

É uma doença autoimune rara em que o sistema imunológico produz anticorpos que atacam e destroem as células da pele do couro cabeludo, rosto, pescoço, tórax ou costas. Essa doença causa sintomas como bolhas ou feridas que causam sensação de ardor, queimação e dor, sendo mais comum em adultos e pessoas mais velhas que vivem em regiões rurais.

O tratamento do fogo selvagem, ou pênfigo foliáceo endêmico, é feito pelo dermatologista e, normalmente, envolve o uso de remédios corticoides ou imunossupressores para aliviar os sintomas e prevenir complicações. Os principais sintomas de fogo selvagem são: bolhas superficiais na pele, que se rompem facilmente; feridas ou úlceras dolorosas, quando as bolhas estouram; sensação de ardor ou queimação na pele; coceira e dor no local; manchas vermelhas e bem delimitadas na pele; e crostas na pele.

Os sintomas do fogo selvagem normalmente surgem na pele do couro cabeludo, rosto, pescoço, tórax e parte superior das costas, e raramente aparecem em mucosas. É importante consultar o dermatologista sempre que surgirem sintomas de fogo selvagem, para que seja diagnosticado e indicado o tratamento mais adequado.

O fogo selvagem não é contagioso, pois é causada pelo próprio sistema imunológico da pessoa. Desta forma, o fogo selvagem não passa de uma pessoa para outra. O diagnóstico do fogo selvagem é feito pelo dermatologista através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e uso de medicamentos, além do exame físico observando as características as lesões na pele.

Artigo atualizado em 18/02/2026 02:44.
Imagem Rodapé

Target

Facilitando o acesso à informação tecnológica