Publicado em 09 jun 2026

Três usos do BIM que muitas construtoras ainda não exploram

Redação

As construtoras ainda subutilizam o building information modeling (BIM) e deixam de capturar ganhos relevantes em agilidade de orçamento, eficiência no canteiro e controle de medições. O BIM é um processo de criação do modelo virtual com informações técnicas da edificação. Ele permite a colaboração de diferentes profissionais durante a viabilidade, projeto, planejamento, execução e operação do edifício. Ele não é um programa, e sim um sistema onde você pode utilizar várias ferramentas, como o Revit, Navisworks, Archicad, Altoqi e TQS para inserir, editar ou ler informações do modelo. Portanto, o BIM é um conjunto de bancos de dados das disciplinas do projeto que devem conversar através de um tipo de arquivo denominado IFC.

Filipe Boito – 

A maioria das construtoras que adotou o BIM usa o modelo para uma questão central: compatibilizar projetos. Identificar interferências entre estrutura e elétrica antes de chegar no canteiro. Isso é útil. Mas, ainda é um uso que pode ser considerado mais básico da tecnologia - e o único que virou commodity e que deixa potencial na mesa.

O problema não é usar BIM para compatibilização, o problema é parar aí. Enquanto algumas empresas usam o modelo tridimensional só para cruzar projetos, três janelas de resultado financeiro direto continuam fechadas.

Uso inexplorado 1: BIM para orçamentação de viabilidade – As construtoras perdem obras não por preço, mas por velocidade. O cliente pediu proposta, a concorrente respondeu em dois dias, a sua demorou dez. Quando o orçamento chegou, a decisão já estava tomada.

O gargalo quase sempre é o mesmo: sem modelo paramétrico, a extração de quantitativos é manual. Alguém pega o projeto em PDF, interpreta planta por planta, mede área por área, preenche planilha por planilha. Para uma obra de médio porte, esse processo leva de 3 a 7 dias ú...

Artigo atualizado em 26/05/2026 03:40.
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