Nem direita e nem esquerda, a gestão do Brasil precisa ser o centro das atenções

Infelizmente, nós nos perdemos nos labirintos da incompetência, da ineficiência, da corrupção, da mentira e da imoralidade política.

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Jairo Martins

Não há como negar que estamos no meio de uma das maiores crises social, política, econômica e ética da história do Brasil. Somos vítimas de nós mesmos: os políticos e governantes, pela desonestidade e incapacidade de gerir os recursos em favor da população; os empresários, por terem sido coniventes, em troca de conveniências; e a sociedade (nós), por termos nos deixado enganar com promessas vazias, que nos levaram a fazer escolhas erradas.

Apesar de estarmos em um país com recursos naturais abundantes, clima amigável, terra fértil, fontes de energia renováveis e diversificadas, passamos fome, usamos termoelétricas, temos sede, voltamos a ter epidemias já erradicadas, soltamos bandidos perigosos, temos uma vergonhosa desigualdade social, não somos produtivos, não temos um sistema de saúde adequado, somos caros, temos baixa educação e não andamos em segurança, entre outras vergonhas. Enfim, permitimos que nos deixassem de lado, que nos negligenciassem e que o compromisso com a boa gestão do País fosse esquecido em meio a tanta sujeira.

Infelizmente, nós nos perdemos nos labirintos da incompetência, da ineficiência, da corrupção, da mentira e da imoralidade política. Apesar de ainda termos no Brasil organizações bem-intencionadas e instituições como a FNQ, que dissemina os Fundamentos da Excelência, o país agoniza em decorrência do “Hiato de Gestão” ao qual se submeteu, devido às escolhas erradas, repito.

É imperativo: NÃO há mais espaço para jeitinhos, falcatruas, apadrinhamentos, conivências, conveniências e trocas de favores por baixo do pano ou à vista de todos. É preciso que políticos, governantes, militantes, eleitores e empresários se reinventem e parem de pensar em “direita” ou “esquerda” – a maior parte interessada, que é o POVO, deve estar no centro de tudo.

Mas há um caminho no meio deste caos? SIM! Somente por meio de trabalho árduo é que mostramos resultados; com bons resultados reconstruímos a nossa reputação; a boa reputação atrai relacionamentos. Resultados, reputação e relacionamento são o tripé da confiança. Somos sempre do tamanho da confiança que transmitimos. Confiança é condição sine qua non para fazermos parte das cadeias produtivas internacionais. Isso só se consegue com uma boa gestão!

Para que 2018 seja um divisor de águas – o ano da transformação do Brasil -, a atitude de cada brasileiro é o que vai contar. O Brasil precisa de gente confiável e honesta. Os governos, pelo seu papel de liderança mais ampla e estratégica, devem se apoderar de um novo modo de agir e pensar, pois a sua maior responsabilidade é usar bem os recursos para o bem-estar econômico, social e ambiental da sociedade, com execução competente e transparente.

Vamos escolher a boa gestão como instrumento da eficiência, da eficácia, da produtividade e da conduta ética. Precisamos resgatar o espírito de accountability (responsabilidade), que motivou os líderes governamentais e empresariais a criarem o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade (PBQP), durante o período de abertura comercial em 1990.

Uma nova oportunidade chegou – é hora de agir. Vamos reconstruir o Brasil que queremos e merecemos. “Um novo jeito de ser, um novo jeito de fazer”!

Jairo Martins é presidente executivo da Fundação Nacional da Qualidade e membro da Academia Brasileira da Qu



Categorias:Opinião

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1 resposta

  1. O Jairo Martins fez um excelente levantamento da situação atual do Brasil no campo político e administrativo, tentando fazer os brasileiros enxergarem que para a próxima gestão a partir da eleição de 2018, não há espaço para erros na escolha daqueles que vão dirigir o destino da nação, porque se falharmos mais uma vez ficaremos muito pior do que já estamos. Então, é preciso ter olho clínico quando for escolher elementos que estejam comprometidos com o crescimento do país, da melhoria de vida do povo trabalhador que pagam impostos exorbitantes. Temos que afastar a corrupção, os políticos interesseiros e desonestos, os demagogos são como inimigos do povo e não entram na política para ser um legítimo representante do povo, mas para alcançar seus objetivos insanos: enriquecer e ter seu futuro pessoal garantido. São esses vermes que temos que afastar do meio político e a nossa oportunidade e agora nessa próxima escolha em 2018.

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