Publicado em 11 Sep 2018

A prevenção do suicídio deve ser prática diária

Redação

A morada existencial não se constrói na violência e se formos violentos conosco, não aceitando o que é nosso, tornar-nos-emos transgressores de nossas existências e das nossas vidas.

karina

Karina Okajima Fukumitsu

“Antes me sentia perdido em mim mesmo e agora me encontro dentro de mim” – esta foi a fala de um querido cliente que tentou o suicídio e que, felizmente, após dois anos de psicoterapia, ressignificou suas percepções e ampliou sua maneira de enfrentar as adversidades que o impactavam. A partir dessa fala, entendi que talvez a inospitalidade dos sentimentos, considerados não nobres pela sociedade, dentre outros, culpa, vergonha, tristeza e raiva, acrescidos à falta de pertencimento, podem precipitar aquilo que cunhei por processo de morrência (Fukumitsu, 2016).

O processo de morrência significa um definhar existencial resultante da complexidade de processos autodestrutivos. Nesse processo, invadida por crenças pelas quais a pessoa vislumbra que a única solução para seus problemas é a morte – e, por esse motivo, mencionei ser “o suicídio o ápice do processo de morrência” (Fukumitsu, 2016, p.169).



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