Publicado em 03 Sep 2019

A cobiça pelo bioma e pelas riquezas minerais da Amazônia

Redação

A região amazônica, com seus 6.500.000 milhões de km², tem a maior floresta tropical do mundo. Abrangendo nove países, ocupa quase metade da América do Sul. A maior parte da floresta – 3,5 milhões de km² – se encontra em território brasileiro. Essa área, somada à da Mata Atlântica, representa 1/3 do total ocupado por floresta tropicais no planeta. Além da mata, existem na Amazônia áreas de cerrados e outras formações diversas, perfazendo um total de mais de 5.000.000 de km², conhecido como Amazônia legal. Com relação ao relevo, há três formações principais. Ao sul localiza-se o planalto Central, ao norte, o planalto das Guianas e, ao centro, a planície sedimentar Amazônica, todos com altitudes inferiores a 1.500 m. Na planície Amazônica destacam –se dois tipos de relevo: as várzeas, que por se estenderem ao longo dos rios estão sempre inundados, e as terras firmes, que cobrem a maior parte da planície e constituem o domínio da grande floresta. Com essa extensão territorial e grande biodiversidade e minérios, representando um desafio no que tange ao conhecimento das espécies e de seu subsolo. Muitas vezes, o conhecimento e identificação desses produtos florestais são realizados por pessoas com pouco ou nenhum conhecimento técnico-científico sobre o assunto, que designam as plantas por nomes populares, com base na vivência do dia-a-dia, no contato com a natureza. Isso representa um risco, pois espécies diferentes podem possuir propriedades físico-químicas e mecânicas diferentes. Quanto ao potencial de exploração mineral, já há levantamentos atuais que indicam uma província mineral produtora de cobre, nióbio, molibdênio e ouro. Os principais recursos minerais que estão sendo explorados, especialmente na região da Serra dos Carajás, incluem ouro, cobre, níquel, manganês e, principalmente ferro. Por outro lado, apesar de abrigar menos de 10% das minas brasileiras, a Amazônia é responsável por cerca 30% do valor global da produção mineral do país. As atividades garimpeiras predatórias prejudicam os rios amazônicos e a floresta tropical, pela ação de milhares de homens e mulheres, dispersos em áreas enormes, pouco povoadas. Por outro lado, a mineração organizada, que operaria em grande escala, propiciaria grandes receitas, mesmo ocupando um reduzido espaço de terreno.

editorial2Segundo o estudo Potencial mineral da Amazônia: problemas e desafios, do professor emérito do Instituto de Geociências da USP, Umberto G. Cordani (ucordani@usp.br), e do professor titular do Instituto de Geociências da USP, Caetano Juliani (cjuliani@usp.br), o bioma amazônico brasileiro ocupa uma área de mais de 4.000.000 km², que corresponde a mais de 40% do território nacional e é constituída principalmente por uma floresta tropical. No Brasil, a floresta passa pelos territórios do Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Roraima, e parte do território do Maranhão, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins. Essa região é formada por distintos ecossistemas como florestas densas de terra firme, florestas estacionais, florestas de igapó, campos alagados, várzeas, savanas, refúgios montanhosos e formações pioneiras. Mesmo sendo o bioma mais preservado, cerca de 16% de sua área já foi devastada, o que equivale a duas vezes e meia a área do estado de São Paulo.

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