As dimensões, a massa e o espaço de manobra das cadeiras de rodas

Atualmente, os tipos de cadeiras de rodas disponíveis aumentaram bastante desde o surgimento delas fabricadas comercialmente. Os usuários atuais de cadeiras de rodas têm tantas opções que muitas vezes precisam da ajuda de especialistas em tecnologia assistencial, terapeutas e fornecedores para selecionar a cadeira e os componentes corretos. Contudo, ainda, é complicado obter dados para os limites recomendados de dimensões importantes e massas de cadeiras de rodas manuais e cadeiras de rodas motorizadas, incluindo scooters. Os valores típicos são baseados em evidências que eram atuais no fim de 2011 e eles são reportados onde houve amostragem suficiente para fornecer dados confiáveis e se busca contribuições para possibilitar a publicação futura dos valores.

editorial2As cadeiras de rodas manuais são exatamente isso, as que são impulsionadas por uma boa força muscular antiquada ou, no caso de cadeiras de rodas de transporte, que podem ser empurradas por alguém andando atrás. Existem vários tipos diferentes de cadeiras de rodas manuais que variam de ultraleves a pesadas. Mais especificamente, elas se enquadram em um ou mais tipos ou estilos de cadeira de rodas.

As cadeiras de rodas motorizadas são as movidas a bateria que podem ser controladas pelo usuário ou por um atendente próximo. Esses acompanhantes fazem o trabalho pesado no mundo da deficiência, mobilizando indivíduos com deficiências graves e perda de mobilidade e tornando-os independentes novamente.

As cadeiras de rodas com alimentação avançada são flexíveis o suficiente para serem adaptadas a quase todas as necessidades com a adição de componentes especializados, como respirador, aparelho de fala, controle ambiental, controles e interruptores especializados, e uma seleção surpreendentemente abundante de opções de posicionamento e alinhamento corporal. Elas podem ser adquiridas com tração dianteira, traseira e central. Para os usuários de cadeira de rodas que não precisam de um sistema avançado com motor, existem vários outros tipos que variam de compactos a modelos pesados.

No entanto, existem algumas desvantagens para esses melhoramentos: quebram com mais frequência do que cadeiras de rodas manuais; reparos podem ficar caros; algumas não podem passar por uma porta comum. Além disso, pode-se precisar de uma van adaptada ou de um bom transporte público acessível para passear, se o modelo for grande. O alcance de direção e o consumo de bateria podem variar bastante, dependendo do peso da cadeira, carga útil, tipo de terreno e condição geral da bateria.

Já existem as cadeiras de rodas todo-o-terreno que evoluíram de uma tipo padrão com rodas e pneus grandes para máquinas projetadas para enfrentar os desafios da conquista de obstáculos e off-road. Muitos recursos especializados, como trilhos de tanques, motores e baterias pesados, estruturas reforçadas, suspensão reforçada e pneus grandes tipo balão fizeram da cadeira de rodas todo-o-terreno a preferida dos que desejam voltar ao ar livre ou cujo trabalho seja em terreno desafiador.

A ABNT ISO/TR 13570-2 de 08/2019 – Cadeiras de rodas – Parte 2: Valores típicos e limites recomendados para dimensões, massa e espaço de manobra como determinado na NBR ISO 7176-5 lista os valores típicos e limites recomendados das dimensões obtidas a partir de medições feitas de acordo com a NBR ISO 7176-5. Esta parte do ABNT ISO/TR 13570 lista os valores típicos e limites recomendados das dimensões importantes da cadeira de rodas (pronta para ocupação e dobrada ou desmontada), espaço para giro e reversão entre paredes limitantes e algumas dimensões que valem para estimar a usabilidade da cadeira de rodas, assim como determinar a massa da cadeira de rodas.

Esta parte é destinada ao uso de quem indica, de clínicos, ocupantes de cadeira de rodas ou fabricantes. Lista os valores típicos e limites recomendados das dimensões quando a cadeira de rodas está ocupada e algumas áreas de operação na execução de tarefas especiais encontradas na vida diária. Esta parte lista os valores típicos e limites recomendados das dimensões técnicas críticas para o desempenho da cadeira de rodas. Esta parte é aplicável a cadeiras de rodas manuais e motorizadas (incluindo scooters).

O objetivo desta parte é apresentar os valores típicos (onde evidências suficientes tenham sido coletadas) e os limites recomendados de dimensões importantes e massas de cadeiras de rodas manuais e cadeiras de rodas motorizadas, incluindo scooters. Os valores típicos são baseados em evidências que eram atuais no fim de 2011. Os itens são agrupados a fim de refletir sua importância e utilidade para os diferentes grupos de usuários da norma. Os valores típicos são reportados onde houve amostragem suficiente para fornecer dados confiáveis e busca-se contribuições para possibilitar a publicação futura de valores atualmente marcados como dados insuficientes (+).

Estes grupos de usuários são: ocupantes de cadeira de rodas – para itens que são de importância para a estimativa do espaço necessário e manobrabilidade geral; arquitetos e autoridades públicas – para itens relacionados à acessibilidade de, por exemplo: residências, elevadores, equipamentos de cozinha e banheiro, hospedaria e edifícios públicos, e áreas etc.; fabricantes, fornecedores de cadeira de rodas, clínicos, e laboratórios de ensaio – para itens que necessitam ser considerados na fabricação, montagem, ajuste, reparo, ou ensaio de cadeiras de rodas.

A informação principal desta parte do está contida em duas Seções: a Seção 5 apresenta os valores típicos e limites recomendados de dimensões e massas de uma cadeira de rodas que são de maior importância para o ocupante da cadeira de rodas (como definido e submetido a ensaio na NBR ISO 7176-5, Seção 8, Medições requeridas). Estas dimensões esclarecem o ocupante da cadeira de rodas antes da compra se a cadeira de rodas atenderá aos requisitos e necessidades específicas do ocupante.

Também fornecem orientação ao fabricante da cadeira de rodas para novos desenvolvimentos. Esclarecem o ocupante da cadeira de rodas sobre o espaço que a cadeira de rodas irá necessitar. Também auxiliam arquitetos no planejamento de edifícios e ambientes acessíveis.

A Seção 6 apresenta os valores típicos e limites recomendados de dimensões adicionais (como definido e submetido a ensaio na NBR ISO 7176-5, Anexo A, Dimensões técnicas), que exercem maior influência no bom desempenho da cadeira de rodas (condução, direção, tração etc.). É importante que estas seções sejam de conhecimento do pessoal técnico durante projeto, criação, ensaio, reparo, montagem ou mesmo ajuste da cadeira de rodas.

Chamada para contribuição: muito trabalho e esforço foram colocados neste projeto para coletar dados para as tabelas deste documento. No entanto, ainda existem valores para os quais há dados insuficientes (+) nestas tabelas. Portanto, cada fabricante, instituição ou especialista que possa contribuir com dados adicionais, preferencialmente para os campos em branco, são convidados a enviar qualquer informação utilizável para o ISO/TC 173, SC 1, em project@tech4life.com.au.

Sempre que possível, convém que o material enviado contenha as seguintes informações auxiliares: dados coletados; tipo de cadeira de rodas (com ou sem aros de propulsão); se os procedimentos da NBR ISO 7176-5 não forem utilizados para as medições, o método real de medição; os grupos I, II, ou III de massa do ocupante requerida para a (s) cadeira (s) de rodas; a classe da cadeira de rodas A, B, ou C (para cadeiras de rodas motorizadas); largura efetiva do assento da cadeira de rodas de ensaio; número de amostras das quais estes dados são derivados; se a seleção de cadeiras de rodas está de acordo com a NBR ISO 7176-5, Seção 6, e a preparação para as medidas está de acordo com a NBR ISO 7176-5, Seção 7.

As cadeiras de rodas existem em uma grande variedade de projetos, tipos, modelos e tamanhos. Lidar com estas circunstâncias, todos os modelos de cadeiras de rodas estão listados em um dos quatro grupos principais. Cadeiras de rodas com aros de propulsão: este grupo principal compreende cadeiras de rodas com condução manual da roda traseira por uso de aros de propulsão e cadeiras de rodas eletroassistidas ativadas por aro de propulsão (HAPAW).

Cadeiras de rodas motorizadas de classe A: este grupo principal compreende cadeiras de rodas elétricas que geralmente têm tração na roda traseira, são compactas e manobráveis, mas não necessariamente capazes de ultrapassar obstáculos externos e, portanto, são primariamente destinadas para uso interno.

Cadeiras de rodas motorizadas de classe B: este grupo principal compreende cadeiras de rodas motorizadas que geralmente têm tração na roda traseira, são suficientemente compactas e manobráveis para alguns ambientes internos e capazes de ultrapassar alguns obstáculos externos e, portanto, são destinadas a uma combinação de uso interno e externo.

Cadeiras de rodas motorizadas de classe C: este grupo principal compreende cadeiras de rodas motorizadas que geralmente têm tração na roda dianteira, são geralmente grandes no tamanho, não necessariamente destinadas para uso interno, mas capazes de percorrer distâncias mais longas e ultrapassar obstáculos externos e, portanto, são primariamente destinadas para uso externo.

Cadeiras de rodas motorizadas (tipo scooter): estas são cadeiras de rodas elétricas com direção por guidão. São geralmente grandes em tamanho, não necessariamente destinadas para uso interno, mas capazes de percorrer distâncias mais longas e ultrapassar obstáculos externos e, portanto, são primariamente destinadas para uso externo.

Os resultados dos ensaios realizados com cadeiras de rodas típicas e como estipulado na NBR ISO 7176-5, Anexo A (Dimensões técnicas), estão listados para dar um entendimento do estado da arte e apresentar seus limites recomendados. Todas as dimensões de comprimento são dadas em milímetros, todas as dimensões de ângulos são dadas em graus.

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Hayrton Rodrigues do Prado Filho

hayrton@hayrtonprado.jor.br

Quase metade do planeta ainda não tem acesso à internet, aponta estudo

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Segundo a Agência Brasil, em 2019, o acesso à internet passou a estar disponível a 51% da população mundial. Foi o primeiro ano em que a conectividade ultrapassou a casa dos 50%. Contudo, o índice mostra que, a despeito da internet ter ganhado importância nas mais diversas esferas sociais nos últimos 20 anos, quase metade da população ainda não dispõe desse recurso.

A informação está disponível no estudo The State of Broadband: Broadband as a Foundation for Sustainable Development September 2019, da Broadband as a Foundation for Sustainable Developmenté. Quando considerados os domicílios, o índice aumenta, chegando a 57,8%. Em 2005, 19% das casas conseguiam navegar na web. Contudo, quando considerada a banda larga fixa, o percentual cai para 14%. Já o ritmo de crescimento de conectividade em lares desacelerou, tendo saído de 53% para 54,8% entre 2017 e 2018. Em países mais pobres, a taxa de crescimento caiu de 19% em 2017 para 17,5% em 2018.

A análise sobre a presença de lares atendidos por serviços de fixas de banda larga é considerada importante por pesquisadores uma vez que as conexões móveis em geral possuem limitações para a fruição plena de serviços, como franquias que restringem o consumo, por exemplo, de vídeos em quantidade razoável.

Banda larga é o termo empregado para a conectividade com uma velocidade de pelo menos 256 kbps e que assegure um conjunto mínimo de atividades online, como visitação de sites e aplicações de comunicação. O índice de 51% ainda está distante da meta de chegar a 75% de penetração até 2025.

O relatório aponta que para além de metade da população estar fora da internet, entre os conectados há desigualdades importantes. “As distâncias existentes na adoção de conectividade são conduzidas por brechas de diferentes tipos: geografias (áreas urbanas x rurais), renda (ricos x pobres), idade e gênero, entre outros”, destaca o relatório.

Enquanto a conexão de baixa qualidade foi apontada por 43% em países mais pobres, o problema foi mencionado 25% de entrevistados em nações mais ricas. Outro exemplo mais claro é no preço dos pacotes entre diferentes regiões do globo. Enquanto o preço de uma franquia de 1 giga em países do Sul da Ásia consome 1,2% da renda mensal média, na África Subsaariana o serviço custa o equivalente a 6,8% da receita média mensal.

Contudo, conforme o relatório a infraestrutura avançou e hoje está presente em localidades abrangendo 96% da população mundial. O tráfego internacional de dados é realizado por 400 cabos submarinos, abarcando 1,2 milhão de quilômetros, e por 775 satélites com atuação em serviços de comunicação na órbita da Terra.

No ecossistema móvel, 2018 foi o ano em que a tecnologia 4G se tornou hegemônica, ultrapassando a 2G, sendo responsável por 44% das conexões móveis. Citando dados da consultoria GSMA, o documento ressalta que o 5G, o novo paradigma tecnológico dos serviços móveis, tornou-se uma realidade.

No ano passado, o novo padrão foi lançado nos Estados Unidos e na Coreia do Sul. Em 2019, a previsão é que ele passe a ser ofertado em 16 novos países. A expectativa da GSMA é que em 2025 haja 1,4 bilhão de conexões, cerca de 15% da base total.

Para os autores, a internet se encontra em uma encruzilhada. “Há um reconhecimento crescente de que os desafios e riscos demandam políticas e regulações específicas, assim como novas abordagens de negócio e iniciativas industriais voltadas a mitigar efeitos não intencionados e resultados negativos da adoção da internet.

O documento ressalta que as pessoas não podem apenas ser divididas entre usuários e não usuários, mas deve ser entendida a diversidade de formas de conectividade e experiências online. O reconhecimento dessas especificidades passa pela consideração de públicos mais vulneráveis em sua presença na web. Mulheres estão sujeitas a perseguição, assédio e discurso de ódio na web. Já crianças são vítimas de abusos, exploração e bullying.

Diante à variedade de formas de acesso, os autores defendem o que chamam de conectividade universal relevante. Essa noção envolve uma banda larga disponível, acessível, relevante, barata, segura, confiável e que empodere os usuários levando a impactos positivos. Essa percepção leva em consideração também não somente o custo, mas diferentes motivadores para se conectar e ter experiências de qualidade no ambiente online.

Considerando a variedade de experiências, o relatório traz dados sobre diferentes modalidades de atividades na web (ver gráfico abaixo). A troca de mensagens por apps como whatsapp e messenger é o mais popular, seguida por redes sociais, ligações online e ler notícias. As ações variam conforme a renda, com a prática de obter informação e comprar produtos sendo mais comum em países mais ricos.

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