A conformidade dos brinquedos infláveis de grande porte

A recreação em brinquedos infláveis de grande porte infláveis é projetada para ser usada pelos consumidores para fins de entretenimento, como um escorregador ou para saltar, etc. Infláveis, como castelos, escorregadores, cúpulas, etc., podem ser comprados de vários fabricantes e fornecedores, novos e usados. Eles estão disponíveis em uma ampla variedade de tamanhos e formas e podem ser projetados para uso por adultos, crianças ou ambos. Eles também podem ser contratados por organizações ou pelos usuários para festas, etc. Importante saber sobre os requisitos de segurança para os brinquedos infláveis nos quais as atividades principais são destinadas ao lazer, como, por exemplo, pular, brincar, jogar e deslizar.

brinquedo2Hayrton Rodrigues do Prado Filho –

A conformidade da construção, manutenção e operação do equipamento inflável para jogos pode ser extremamente variável, mas é obrigatório o cumprimento da norma técnica em sua fabricação. Compradores, contratantes e usuários devem se certificar de que sabem pelo que estão pagando e muitas coisas geralmente são baratas por um bom motivo. As leis de saúde e segurança serão aplicadas ao fornecimento, aluguel e uso de infláveis para fins comerciais.

Esses brinquedos infláveis de grande porte são muito divertidos, mas acidentes envolvendo membros quebrados e pescoços não são incomuns. Também ocorreram incidentes graves em que insufláveis ocupados explodiram devido à segurança inadequada em condições de vento.

Outro problema se relaciona com o material utilizado para fabricar o brinquedo inflável, o mesmo utilizado para fazer um tapete de luta livre, também conhecido como tapete de plástico. Se não for lavado ou limpo de maneira adequada, ele abriga bactérias como os estafilococos. As infecções estafilocócicas são causadas por uma bactéria conhecida como Staphylococcus e é bastante comum, mas se torna perigosa quando entra no corpo através de um corte ou lesão na pele.

No geral, as infecções leves se curam sozinhas, mas às vezes os médicos prescrevem alguns antibióticos para ajudar a curar mais rapidamente. É possível que as crianças possam ter uma infecção por estafilococos em qualquer lugar, então a melhor maneira de evitar isso é limpar todas as feridas adequadamente.

Esses brinquedos igualmente podem causar fraturas (28%) e distensões ou torções (27%) que são os tipos mais comuns de lesões. Cerca de uma em cada cinco lesões (19%) foi na cabeça ou pescoço, demonstrando que o uso destes brinquedos podem representar sérios riscos. Na cama elástica, ferimentos na cabeça e no pescoço foram responsáveis por mais de 10% de todas as lesões. Quedas (43%) são as causas mais comum de lesão, seguida de acrobacias e colisões.

Há algumas medidas básicas que podem fazer toda a diferença durante um evento. Deve-se atentar se o brinquedo foi produzido de acordo com a norma técnica, normalmente com um selo do Inmetro e os que não têm os usuários podem estar correndo um risco com a segurança.

Todo inflável deve ter pelo menos seis pontos de ancoragem, embora os maiores precisem de mais. O manual do operador que deve ser fornecido com o inflável informará quantos devem existir. Todos os pontos de ancoragem devem ser utilizados, preferencialmente com estacas metálicas retificadas, com pelo menos 380 mm de comprimento e 16 mm de diâmetro, com um topo arredondado.

Os pontos de ancoragem no inflável devem ter um anel de metal soldado montado na extremidade. Se não for possível usar estacas no solo, deve-se usar um sistema de lastro usando barris de água ou areia ou amarrando veículos que proporcionem pelo menos o mesmo nível de proteção. Cada ponto de ancoragem deve ter o equivalente a 163 kg para fornecer isso.

Quando se usar um ventilador elétrico ao lado do inflável, ele também deve ser ensaiado em intervalos regulares. O equipamento elétrico deve sofrer manutenção para evitar perigos. O tipo e a frequência das verificações, inspeções e ensaios dependerão do equipamento, do ambiente em que é usado e dos resultados das verificações anteriores.

Garantir que o inflável funcione com segurança é igualmente importante, pois a maioria das lesões vem do uso indevido. Deve haver supervisão constante quando o inflável está cheio e é altamente recomendável que os locatários solicitem que isso seja fornecido como uma condição de contratação.

As instruções de operação devem ser fornecidas pelo fabricante ou fornecedor e devem incluir pelo menos o seguinte: o número de usuários no inflável ao mesmo tempo até o limite no manual ou na etiqueta da unidade. Não exceda o limite de altura do usuário indicado no manual ou na etiqueta da unidade e mantenha os usuários maiores separados dos menores.

Deve-se garantir que os usuários possam entrar e sair com segurança e que haja tapetes de segurança na entrada em caso de queda ou ejeção. Esses tapetes não devem ter mais de 5 cm de profundidade. Os usuários não devem usar sapatos, devem tirar os óculos se puderem e os bolsos devem ser esvaziados de todos os itens cortantes ou perigosos.

Os usuários não devem comer ou beber enquanto brincam ou pulam, e qualquer pessoa obviamente intoxicada não deve ser permitida, pois são um risco para si mesmos e para os outros. Não deixe as coisas ficarem muito difíceis e não permita que os usuários subam ou se pendurem nas paredes. Não permita que os usuários tentem dar cambalhotas.

Confirmada em novembro de 2019, a NBR 15859 de 07/2010 – Brinquedos infláveis de grande porte — Requisitos de segurança e métodos de ensaio especifica os requisitos de segurança para os brinquedos infláveis nos quais as atividades principais são destinadas ao lazer, como, por exemplo, pular, brincar, jogar e deslizar. estabelece medidas frente aos riscos e também para reduzir ao mínimo os acidentes dos usuários. Tais medidas são dirigidas a todos aqueles responsáveis pelo projeto, fabricação e fornecimento de brinquedos infláveis. Essa norma especifica a informação que se deve proporcionar com o brinquedo. Os requisitos são determinados tendo em mente o fator de risco baseado em dados disponíveis.

Especifica os requisitos que visam à proteção do usuário contra os perigos que este não seja capaz de prever ao utilizar o brinquedo segundo o previsto, ou de maneira que ele possa razoavelmente prever. Aplica-se aos brinquedos infláveis destinados a usuários de todas as idades, conforme especificado em cada brinquedo, individual ou coletivo. Não se aplica aos brinquedos inflados sobre a água, aos brinquedos domésticos infláveis, a outras estruturas sustentadas com ar, aos brinquedos infláveis utilizados unicamente para proteção, piscinas infláveis, infláveis utilizados para salvamento e a outros tipos de brinquedos infláveis cuja atividade principal não seja destinada ao lazer.

Dessa forma, deve-se ressaltar que a brincadeira é o meio através do qual as crianças descobrem e compreendem o mundo em que vivem, além de ser um elemento essencial para o desenvolvimento físico e mental das crianças. É importante para o desenvolvimento equilibrado da criança, através de brincadeiras, descobrir e compreender o perigo, dando-lhe embasamento para avaliar sua própria segurança em situações diferentes.

O equilíbrio entre desafio e segurança representa um fator muito importante a se considerar. O brinquedo inflável, a que se refere esta norma, pode proporcionar diferentes níveis de desafio e diversão. Essa norma destina-se a reduzir ao mínimo o nível de risco e a possibilidade de danos graves, embora permitindo que a criança se divirta ao brincar em um brinquedo inflável.

Reconhece as dificuldades em tratar as questões de segurança relacionadas unicamente ao critério da idade, uma vez que a capacidade de enfrentar o risco tem como base o nível de habilidade individual do usuário e não a sua idade. Brinquedos infláveis também são utilizados por usuários de idades diferentes às atribuídas ao brinquedo, caso em que continuam a ser aplicados os requisitos dessa norma. Em resumo, os brinquedos infláveis têm uma estrutura que se baseia na alimentação contínua de ar para manter sua forma, na qual ou sobre a qual os usuários podem pular, brincar, jogar e deslizar. Também denominado nesta norma como inflável ou brinquedo (ver figura abaixo)

brinquedo3

Quando amostras representativas desses brinquedos forem ensaiadas de acordo com 5.7 da NBR NM 300-2:2004, a velocidade de propagação da chama deve ser menor ou igual a 30 mm/s. Se a amostra representativa apresentar velocidade de propagação da chama maior que 20 mm/s, a amostra não deve dispersar fragmentos em chama (ver 3.2 da NBR NM 300-2:2004). Se a amostra representativa for autoextinguível (ver 3.3 da NBR NM 300-2:2004), considera-se que a amostra foi aprovada no ensaio. Se a velocidade de propagação da chama estiver entre 10 mm/s e 30 mm/s, tanto o brinquedo quanto a embalagem devem ser marcados com a seguinte advertência: ATENÇÃO! MANTENHA LONGE DO FOGO.

Os tecidos (vinil), as emendas, costuras ou soldas devem ter uma resistência à tração e ruptura adequadas ao peso do usuário indicado para o brinquedo, e ter uma retenção de ar sufi ciente para permitir que o brinquedo recupere sua forma depois da deformação sob carga, conforme especificado no manual de operação. Nas partes das estruturas do brinquedo em que se aplique força ou pressão por parte do usuário, deve-se usar tecidos (vinil) de: resistência ao rasgo mínima de 180 N (ensaio do Anexo E); resistência mínima à tração de 900 N (ISO 1421); e aderência mínima do revestimento de 40 N (ISO 2411). Deve-se considerar o peso médio do usuário de 40 kg (IBGE 2002-2003 para 12 anos).

As linhas devem ser resistentes à decomposição, como, por exemplo, poliéster e náilon, e ter resistência à tração mínima de 88 N. Os pontos devem ser de pontos travados. A distância entre os pontos deve ser entre 3 mm e 8 mm. A rede de retenção de uso geral deve definir a área de atividade, conter (proteger) os usuários e reter artigos móveis do brinquedo, tais como bolas. A rede de retenção não pode dificultar significativamente a visibilidade.

A fim de impedir os usuários de escalar redes mais altas que 1,20 m, acessíveis ao usuário, a rede deve ser confeccionada em malha de 50 mm ou menos para impedir que os pés dos usuários entrem na rede. Onde a rede for usada para telhados e for acessível ao usuário, o tamanho da malha deve ser pequeno o suficiente para impedir que o dedo de uma criança, de 8 mm, passe completamente. A rede para escalar (colocada geralmente em inclinações para servir de apoio do pé e da mão) deve ser fixada firmemente para impedir que ela seja levantada pelo usuário.

A rede pode ser confeccionada com corda ou fita e deve ser atada firmemente. A corda para confecção da rede deve ter um diâmetro mínimo de 10 mm. As extremidades das cordas devem ser tratadas para impedir seu desgaste. Quando for usado calor no acabamento e costura das cordas e nós, tomar cuidado para que não se formem bordas duras e afiadas. A fita para confecção deve ter uma largura mínima de 40 mm. As extremidades das fitas devem ser tratadas para impedir seu desgaste.

Quando for usado calor no acabamento e costura das fitas, tomar cuidado para que não se formem bordas duras e afiadas. As cordas de escalada devem ser fixadas em ambas as extremidades e a amplitude total do balanço não pode exceder a 20% da distância entre o ponto da suspensão e o nível da superfície, de forma a não ser possível fazer a volta em si mesmo. Este requisito pretende remover o risco de estrangulamento. O diâmetro da corda deve estar entre 18 mm e 45 mm.

As cordas de fibra (tipo de matéria têxtil) devem atender às ISO 9554 e ISO 2307. Alternativamente, o fabricante pode indicar o material usado e a carga de funcionamento segura. A porta de inspeção deve suportar as pressões de ar geradas dentro da estrutura e deve ter uma abertura mínima de 70 cm para permitir a inspeção e manutenção interna e o esvaziamento rápido em caso de emergência. O fechamento da porta deve permitir a abertura pelos dois lados. O acesso à porta de inspeção não pode estar obstruído.

As substâncias perigosas não podem ser usadas no brinquedo inflável de maneira que possam causar influências adversas na saúde do usuário do brinquedo. As pinturas e outros acabamentos decorativos devem estar de acordo com a NBR NM 300-3. Os seguintes ftalatos: ftalato de di (2-etil-hexila) (DEHP), ftalato de dibutila (DBP), ftalato de benzilbutila (BBP), ftalato de di-isononila (DINP), ftalato de di-isodecila (DIDP) e ftalato de di-n-octila (DNOP) não devem ser utilizados, como substâncias ou componentes de preparações, em concentrações superiores a 0,1 % em massa de material plastificado, em brinquedos de material vinílico destinados a crianças com idade inferior a três anos.

Os brinquedos que apresentarem composição vinílica em sua estrutura devem ser ensaiados por metodologia que contemple análise cromatográfica do plastificante extraído. O brinquedo deve ser fornecido com um sistema adequado de ancoragem e/ou de fixação. Cada brinquedo deve ter pelo menos quatro pontos de ancoragem. O número de pontos de ancoragem deve ser calculado de acordo com o Anexo A e os pontos devem ser distribuídos em torno do perímetro do brinquedo (ver 4.2.3).

A velocidade do vento máxima em que os brinquedos devem ser usados ao ar livre é de 38 km/h (força 5 na Escala de Beaufort). Ver Anexo B e tabela abaixo. O brinquedo deve ser fixado ao solo, preferivelmente com estacas, pelo responsável, onde o solo for apropriado. Cada estaca ao solo deve suportar uma força de 1.600 N e deve ser inclinada ao contrário do sentido da força exercida. As partes superiores das estacas devem ser arredondadas.

O sistema não pode apresentar mais de 25 mm de estaca acima do nível do solo. Quando o brinquedo for usado em ambiente fechado, ele deve ser ancorado ou fixado, se necessário, para estabilidade. Em locais de solo duro, o brinquedo deve ser fixado por algum método igualmente eficaz, como, por exemplo, unindo os pontos de ancoragem a encaixes preexistentes, sacos de areia ou a outros pesos ou a estruturas fixas, desde que estes sejam capazes de suportar a carga, sob o controle de um monitor.

A pressão de ar mínima dentro do brinquedo deve ser 1 kPa (indicador de água de 100 mm). As paredes de contenção devem ser na vertical e as torres que suportam a contenção das paredes devem estar no mesmo plano. A contenção das paredes e torres deve ser forte o bastante para conter o maior usuário para o qual o brinquedo foi projetado. A área de frenagem, a escada e/ou a rampa de jogo devem suportar o peso do usuário mais pesado ou o maior para o qual o brinquedo foi projetado, sem tocar o solo. Ver Anexo C para o método de ensaio.

Uma escada ou uma rampa devem ser bastante largas para cobrir todo o espaço de acesso/saída da abertura. Uma escada ou uma rampa devem ter uma profundidade de passo adequada à altura da área de atividade a qual está unida. No caso de falha do suprimento de ar, o tempo de desinflação deve ser suficiente para permitir que o brinquedo seja evacuado com segurança. O tempo de desinflação pode ser consideravelmente prolongado introduzindo-se uma válvula ou uma asa de não retorno na abertura de entrada de ar ou na junção do tubo de condução de ar.

Os brinquedos devem ser projetados de modo a assegurar que os adultos possam usá-los a fim de ajudar os usuários. As laterais abertas não podem ter altura de queda livre maior que 810 mm. Nas aberturas laterais sem parede, a área livre em frente a abertura deve ser de pelo menos 1,8 m. Este espaço mínimo é para prevenir o impacto em caso de queda do usuário.

Os pontos de ancoragem em áreas de impacto devem ser evitados, mas onde se tornar necessário, eles devem ser conectados à borda do perímetro ou à emenda inferior do brinquedo e devem ser colocados o mais próximo possível do brinquedo. Os brinquedos totalmente fechados devem ter sinais indicadores das saídas, que devem ser visíveis em todas as circunstâncias. Quando projetado para mais de 15 usuários, deve haver mais de uma saída.

Os usuários nunca devem estar a mais de 5 m de uma saída. Para realização dos ensaios, o brinquedo deve ser montado de acordo com as instruções fornecidas pelo fabricante ou fornecedor. Os ensaios devem ser realizados de acordo com os requisitos desta norma. Os relatórios de ensaio devem ser preparados conforme a NBR ISO/IEC 17025 e devem incluir, pelo menos, os seguintes elementos: número e data desta norma; detalhes do brinquedo submetido ao ensaio; detalhes do estado do brinquedo, incluindo qualquer defeito observado; resultados dos ensaios.

Os relatórios dos ensaios devem ser encaminhados aos proprietários, supervisores e operadores. O fornecedor/fabricante deve providenciar as informações em português. As informações devem: estar impressas de forma legível e simples; expressar-se mediante ilustrações, sempre que possível; incluir os detalhes de instalação, funcionamento, inspeção e manutenção.

Para operar esses brinquedos, deve-se consultar a Escala Beaufort (ver tabela abaixo) que é uma escala para medir a força ou velocidade do vento na qual as diferentes intensidades são representadas por números. Foi formulada em 1805 por Sir Francis Beaufort e desde então tem sido revisada periodicamente. Oscila desde 0 (calma), quando a velocidade do vento é inferior a 1 mph (0,2 km/h) até 12 (furacão), quando a velocidade do vento é superior a 73 mph (117,72 km/h).

brinquedo4

Um brinquedo não pode ser usado sem monitoramento. Quando um brinquedo não estiver devidamente assistido por um monitor, ele deve estar desinflado e a fonte de energia deve ser cortada. O responsável deve determinar o número de pessoas necessárias para operar com segurança o brinquedo, considerando detalhes, tais como número, altura e idade dos usuários, ambiente em que o brinquedo está sendo usado e a informação fornecida pelo fabricante/fornecedor. A quantidade de monitores deve ser determinada pelo responsável de acordo com o brinquedo utilizado e a dimensão do evento. O pessoal de monitoramento deve ser facilmente identificável (por exemplo, uniforme, crachá e colete).

Espeleoturismo e parques aquáticos

brinquedo1

O espeleoturismo é uma atividade de turismo de aventura que explora cavernas, grutas, lapas (lajes ou pedras que formam abrigos), em caráter recreativo, com finalidade turística. Muitas formações podem ser encontradas em cavernas, denominados espeleotemas, que são qualquer formação mineral secundária formada numa caverna pela ação das águas (p.ex., estalactites, estalagmites, colunas). Os estalactites são formas colunares pendentes do teto das cavernas ou subterrâneos, resultante da precipitação de bicarbonato de cálcio, trazido em dissolução na água. Os estalagmites são formas colunares que se elevam do chão, proveniente de pingos d’água que caem do teto de uma cavidade ou caverna carregados de bicarbonato de cálcio.

Já os parques aquáticos são centros de diversão coletivos, construídos e equipados com atrações e divertimentos à base d’água. São essencialmente centros para desfrutar com segurança dessas atividades. Há parques aquáticos em quase todas as regiões do mundo, em qualquer tipo de zona climática, sobretudo nas cidades e zonas de férias.

A NBR 15503 de 06/2008 – Turismo de aventura – Espeleoturismo de aventura – Requisitos para produto estabelece os requisitos para produtos de espeleoturismo de aventura e espeleoturismo vertical relativos à segurança dos clientes e condutores. A concepção de produtos turísticos envolve uma fase de planejamento e desenvolvimento do produto que não são objetos desta norma. Se aplica somente a atividades de turismo de aventura, não se aplicando a produtos que incluam outras atividades além das de turismo de aventura. Não se aplica a casos em que são necessários deslocamentos de acesso e de retorno para o início e após a conclusão das atividades de turismo de aventura. Não se aplica às atividades de mergulho turístico envolvidas na operação de espeleoturismo.

A espeleologia é uma área de conhecimento interdisciplinar voltada para o estudo, exploração e proteção de cavernas, mas também pode estar relacionada com o ecoturismo e esportes de aventura. O ecoturismo e o turismo de aventura, apesar de conceitualmente distintos, são atividades em ascensão e estão ligados por diversas modalidades muito próximas, que estão diretamente relacionadas com áreas naturais.

Entre os vários aspectos necessários ao entendimento da espeleologia, está o estudo das formas, gênese e dinâmica das cavidades naturais, bem como o seu aproveitamento para a formação do profissional de turismo, com vistas às ações de cultura, lazer e pesquisa. As cavernas turísticas podem ser classificadas a partir de determinadas características: enfoque religioso ou místico; enfoque contemplativo e de lazer; enfoque educacional (excursões didáticas, estudo do meio, trabalhos de campo) e as cavernas com enfoque para o turismo de aventura.

A existência de cavernas turísticas e os públicos destinados dependerão das condicionantes do meio físico geral ou inerentes às próprias grutas, a existência ou possibilidade de serem realizadas melhorias e infraestruturas, os atrativos específicos de cada caverna e do seu entorno; a relação entre a demanda e o fluxo possível para a caverna; os públicos interessados ou potenciais; além do levantamento dos impactos negativos. Além disso, a participação direta das populações locais no plano de manejo de cavernas para fins turísticos é um dos desafios colocados para o turismo espeleológico.

O plano de ação deve incorporar as tradições locais à atividade ecoturística. Isso é o que se espera de uma atividade que beneficie a proteção do ambiente natural e, ao mesmo tempo, a manutenção das raízes culturais das populações que convivem cotidianamente com o imaginário das cavernas ou que vivenciam, concretamente, esse importante cenário da natureza, que traz importantes aspectos da história das sociedades e das transformações da paisagem.

A NBR 15399 de 10/2006 – Turismo de aventura – Condutores de espeleoturismo de aventura – Competências de pessoal estabelece os resultados esperados e as competências mínimas para condutores na atividade de espeleoturismo de aventura. Para os efeitos de aplicação desta norma, são considerados dois tipos de condutores: condutores de espeleoturismo de aventura e condutores de espeleoturismo vertical. Considera-se condutor de espeleoturismo vertical aquele com competências para conduzir grupos em cavernas com a necessidade de uso de técnicas verticais.

Esta norma não se aplica às competências necessárias para a condução de clientes em atividades de mergulho em ambientes de caverna. Não se aplica às práticas realizadas no contexto das entidades de administração esportiva, e por esportistas independentes, que não caracterizem prática comercial turística.

A segurança no turismo de aventura envolve pessoas (tanto os clientes quanto os prestadores de serviços, inclusive as organizações públicas), equipamentos, procedimentos e as próprias empresas prestadoras dos serviços. Assim, como uma das iniciativas para tratar a questão do turismo de aventura e tendo em conta os diversos fatores envolvidos em sua operação, em particular na garantia da segurança dos turistas, é apropriado que se estabeleçam requisitos focalizados nas competências mínimas consideradas essenciais e necessárias aos profissionais que atuam como condutores de turistas em empreendimentos que oferecem as atividades de turismo de aventura, independentemente de qual atividade esteja sendo oferecida, conforme a NBR 15285.

Existem atividades de turismo de aventura em que a atuação do condutor é um fator crítico na operação responsável e segura, pois demanda o estabelecimento de competências específicas complementares às competências mínimas comuns a todas as atividades. Com isso, para o espeleoturismo de aventura é adequado que se especifiquem competências mínimas de condutores, como meio de assegurar que os requisitos de competência atendem a todos os aspectos particulares e exclusivos envolvidos na realização desta atividade.

O condutor de espeleoturismo de aventura deve ser capaz de várias atividades, como avaliar os roteiros de visitação às cavernas, considerando aspectos de segurança e bem-estar do cliente, incluindo, mas não limitado a: definir qual roteiro se adapta melhor ao nível técnico e físico do grupo. Deve poder escolher o percurso mais adequado dentro da caverna, incluindo, mas não limitado a: percursos de menor impacto ambiental; percursos mais seguros; identificar áreas que, por algum motivo, não possam ser visitadas naquele momento (por exemplo, pesquisa científica em andamento, alguma alteração ambiental significativa, trechos inundados, entre outros).

Deve saber orientar os clientes sobre as características da caverna a ser visitada, incluindo, mas não limitado a: grau de dificuldade técnica e o nível de exigência física da atividade; características físicas e biológicas da caverna a ser visitada, incluindo sua fragilidade e mecanismos de conservação adotados, Necessita saber fornecer a informação básica ao cliente sobre cavernas e seu entorno, incluindo, mas não limitado a: noções básicas sobre a formação de cavernas e espeleotemas, bioespeleologia e riscos específicos; condutas de mínimo impacto ao ambiente da caverna; assegurar que os equipamentos individuais e coletivos necessários para a operação estejam em bom estado, incluindo, mas não limitado a: avaliar as condições de utilização; realizar a conservação; realizar reparos para manter em funcionamento os sistemas de iluminação durante a operação;

O anexo A apresenta uma relação típica dos equipamentos individuais e coletivos necessários para a operação. O condutor precisa se equipar adequadamente para atender às necessidades pessoais e do grupo para a operação, incluindo, mas não limitado a: colocar e ajustar (quando aplicável) os equipamentos individuais; utilizar adequadamente os equipamentos individuais e coletivos, incluindo aqueles descritos no anexo A.

Precisa saber orientar e exigir que os clientes estejam apropriadamente equipados e vestidos para a operação; conduzir com segurança o grupo de clientes, incluindo, mas não limitado a: prover segurança dos clientes antes e após a transposição de obstáculos, tais como passagens estreitas, quebra-corpos, necessidade de rastejamentos, tetos baixos, blocos abatidos, planos inclinados ou desníveis abruptos; adotar procedimentos eficazes de comunicação com os outros condutores (caso existam) e com os clientes (inclusive para grupos de clientes estrangeiros); adotar técnicas de condução e de progressão que garantam a segurança do grupo; utilizar sistemas de segurança com cordas em locais com risco de queda, travessias de rios e trechos aquáticos com tetos baixos.

Precisa liderar o grupo de clientes de maneira homogênea e orientada, incluindo, mas não limitado a: não deixar o grupo se dispersar; estabelecer horários e locais adequados para paradas e refeições e horário para retorno. Deve saber elaborar e implementar um plano de ação para situações de emergência, incluindo, mas não limitado a: informar-se sobre a existência de equipe de resgate e suas competências; informar-se sobre a estrutura de médicos, hospitais e outros recursos à disposição; estabelecer um plano de ação para situações de emergência com base nas informações disponíveis; manter pessoas que não estejam participando da operação informadas sobre qual caverna está sendo visitada, sua localização, horário previsto de retorno, bem como quem contatar; orientar os clientes sobre o plano de ação para situações de emergência

Precisa estabelecer mecanismo para acionamento do plano de ação para situações de emergência; avaliar riscos, entre outras, as possibilidades a seguir devem ser previstas e os riscos evitados ou minimizados com o uso de técnicas e equipamentos adequados ou com o cancelamento da operação: aumento repentino do volume d’água devido às condições meteorológicas ou a dispositivos artificiais de controle de vazão; queda de pedras e objetos; afogamento; hipotermia; quedas; perda de equipamentos e outros suprimentos; um cliente se perder do grupo; acidente com o condutor; contaminação; cliente se desequipar (se desfazer voluntária ou involuntariamente dos equipamentos de segurança); acidentes com animais peçonhentos; indisposição do cliente; e desestabilização dos pisos de caminhamento.

A NBR 15926-5 de 02/2011 – Equipamentos de parques de diversão – Parte 5: Parques aquáticos especifica os requisitos específicos de segurança do projeto e de instalação de equipamentos em parques de diversão aquáticos. A NBR 15926-5, sob o título geral Equipamentos de parques de diversão, tem a previsão de conter as seguintes partes: Parte 1: Terminologia; Parte 2: Requisitos de segurança do projeto e de instalação; Parte 3: Inspeção e manutenção; Parte 4: Operação; Parte 5: Parques aquáticos. Os equipamentos aquáticos e os sistemas compostos de equipamentos devem ser fabricados e construídos apenas com materiais que têm uma durabilidade demonstrada para o equipamento aquático, piscina ou similar.

Os materiais utilizados na fabricação dos equipamentos aquáticos não podem criar uma condição anti-higiênica ou tóxica para os usuários e para o ambiente no qual os equipamentos estão instalados. Os materiais utilizados na fabricação dos equipamentos aquáticos devem atender aos requisitos da NBR 15926-2. Os materiais de espuma utilizados nos equipamentos aquáticos devem ser embutidos ou de um tipo de célula fechada.

Materiais de espuma que estão sujeitos a degradação ultravioleta (UV) devem ser protegidos contra a luz ultravioleta ou incluir inibidores de degradação ultravioleta. Produtos de espuma não podem conter nenhum componente que possa contaminar a água. Pneus de automóveis ou industriais não são permitidos em ambientes de equipamentos aquáticos.

Para os escorregadores, o material da pista deve atender às seguintes propriedades básicas e a todos os outros requisitos desta norma: a superfície da pista pode ser construída para ser macia; o material da pista deve suportar as cargas especificas; os componentes da pista devem ser conservados de acordo com as instruções do fabricante, considerando o tempo de vida útil. Qualquer material que tenha as propriedades básicas descritas a seguir e que atendam a todos os outros requisitos desta norma podem ser usados para construir as estruturas dos escorregadores aquáticos.

As estruturas dos escorregadores aquáticos devem ser construídas com materiais duráveis, como madeira, metal, concreto ou compostos fabricados. As estruturas dos escorregadores aquáticos construídas com metal devem ser resistentes à corrosão inerente ou ter acabamento de modo que haja proteção contra corrosão. A madeira utilizada na construção das estruturas dos escorregadores deve ter acabamento contra deterioração.

O material da estrutura dos escorregadores deve suportar as cargas especificadas em 4.3. As estruturas dos escorregadores devem ser construídas para dar espaço a inspeção regular e manutenção para integridade estrutural, deterioração do material, corrosão ou uma combinação de tudo.

Os materiais de rede com propósito estrutural, sujeitos a degradação UV, devem ser protegidos contra a exposição UV ou incluir inibidores de degradação UV. Os prendedores e cabos devem atender à NBR 10065. Os prendedores dos equipamentos aquáticos localizados em áreas de andar, pisar, sentar e escorregar dos equipamentos aquáticos e pisos molhados devem ser lisos e sem qualquer acabamento afiado ou abrasivo.

Todos os prendedores utilizados nos equipamentos aquáticos devem ser mantidos conforme especificado pelo fabricante. Todos os prendedores, conectores e dispositivos de proteção devem ser resistentes à corrosão ou ter um revestimento resistente. Quando instalados de acordo com as especificações do fabricante, os prendedores, conectores e os dispositivos de proteção não podem soltar ou ser removidos sem o uso de ferramentas.

Os componentes das juntas de movimento também devem ser protegidos contra alargamento não intencional. O cabo de aço permanentemente afixado a um conjunto de suspensão funciona como uma superfície de rolamento. As extremidades do cabo devem ser inacessíveis ou os cabos devem ser encapados para evitar lesão dos fios desgastados. Cabos e cordas de aço descascados devem ser protegidos para evitar desgaste ou alargamento.

Os componentes elétricos que requerem energia para funcionar devem ser instalados com materiais, voltagem e aterramentos requeridos em legislação vigente. Os revestimentos devem atender às normas brasileiras existentes ou, na sua ausência, normas internacionalmente aceitas. O escorregador aquático inclui a pista; o sistema de circulação de água; a plataforma de acesso com possibilidade de saída; os suportes estruturais; as esteiras ou sistemas de transportes ou outros acessórios; e as formas das terminações da pista do escorregador.

Os escorregadores aquáticos são classificados por suas características físicas e uso pretendido. A classificação pode ser uma combinação do veículo escorregador específico usado, do tipo da trajetória geométrica (frequentemente serpentina ou reta) e da designação como um escorregador de velocidade, se a velocidade exceder 7,5 m/s.

Por exemplo, os escorregadores de corpo: escorregador usado sem um veículo; os escorregadores para crianças: escorregador geralmente destinado só para uso de usuários com altura inferior a 1,20 m. Os escorregadores têm uma altura de queda máxima de 7,5 cm da saída do escorregador (ver figura abaixo), onde o usuário entra na água e a profundidade da piscina não é maior que 60 cm.

Os escorregadores de tapete: usados com um tapete denominado veículo; os escorregadores serpentina: escorregadores com trajetória; os escorregadores especiais: escorregadores com desenhos próprios, como colina, rampa ou túnel em formato de U ou escorregador tipo tigela, os quais não estão conforme essa classificação. Os escorregadores de veículos especiais: usados com veículos próprios especificados pelo fabricante; escorregadores de velocidade: escorregadores onde os usuários alcançam uma velocidade de 7,5 m/s ou mais durante o percurso; e os escorregadores de tubo: escorregadores usados por um usuário ou mais.

brinquedo5

Quanto à carga dos usuários (RL), o fabricante deve especificar o veículo do usuário e o número máximo de usuários permitidos na pista de uma vez só. Para escorregador aquático destinado ao uso de um usuário, o peso mínimo considerado do usuário deve ser de 130 kg. Para escorregador aquático destinado ao uso de vários usuários, o peso mínimo projetado para cada usuário deve ser definido pelo fabricante.

As cargas do escorregador devem ser dispostas para causar a maior carga operacional realista do sistema. As forças centrípetas laterais devem ser consideradas em seções de curva da pista. As velocidades dos usuários devem ser usadas para calcular estas forças. Quando não houver condições específicas, deve ser considerada a velocidade mínima de 4,5 m/s para as pistas abaixo de 15 % de declive e 9,1 m/s para todas as outras pistas.

Se o fabricante estabelecer o peso máximo do usuário em um escorregador, essa carga restrita pode ser usada. O peso do veículo escorregador deve ser incluído na determinação da carga do escorregador. As cargas e forças devidas às condições ambientais devem atender aos requisitos de normas brasileiras existentes, ou na sua ausência, de normas internacionalmente aceitas.

O projeto deve indicar claramente a carga ambiental para a qual o escorregador aquático foi projetado. Em adição à informação da carga ambiental, devem ser incluídos qualquer restrição, limitação ou procedimentos especiais associados aos escorregadores aquáticos expostos a estas cargas ambientais.



Categorias:Normalização, Qualidade

Tags:, , , , , , , , , , , , , , ,

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: