Publicado em 04 ago 2026

A próxima vantagem competitiva não está no modelo de IA

Redação

O que a inteligência artificial (IA) é capaz de fazer? O desafio atual não é mais a descoberta, mas sim a sustentação do valor a longo prazo. O verdadeiro gargalo da IA em escala deixou de ser matemático ou computacional; ele é estrutural e, muitas vezes, invisível.

Alessandro Buonopane – 

Por anos, o debate corporativo global girou em torno de uma pergunta fascinante: o que a IA é capaz de fazer? Já percebemos que a tecnologia funciona e o mercado respondeu com investimentos massivos - o gasto em IA generativa saltou de US$ 1,7 bilhão para US$ 37 bilhões em apenas dois anos, capturando 6% do mercado global de SaaS.

O desafio atual não é mais a descoberta, mas sim a sustentação do valor a longo prazo. O verdadeiro gargalo da IA em escala deixou de ser matemático ou computacional, sendo estrutural e, muitas vezes, invisível.

Vivenciamos hoje o esgotamento do modelo tradicional de TI corporativa. Como bem aponta um estudo recente, muitas organizações tentam escalar sistemas autônomos sobre arquiteturas antigas que nunca foram desenhadas para essa dinâmica.

As práticas clássicas de ITSM, PMO tradicionais e governanças baseadas em comitês sequenciais entram em colisão direta com a velocidade da IA. O erro mais comum tem sido adotar uma abordagem AI-ontop, ou seja, simplesmente injetar ferramentas inteligentes no topo de fluxos de trabalho já existente...

Artigo atualizado em 22/07/2026 02:48.
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