Publicado em 09 jun 2026

Os sintomas médicos da disfunção sexual

Redação

A disfunção sexual corresponde às situações em que o indivíduo não consegue concretizar uma relação sexual ou em que esta seja insatisfatória para si e/ou para o seu companheiro. Pode caracterizar-se por uma alteração no desejo, na presença ou manutenção da excitação e resposta à mesma, na capacidade de obter o orgasmo, numa perturbação dolorosa ou na sobreposição de qualquer uma destas situações. Estes casos pode associar-se a mal-estar e interferir com diversos aspetos da vida pessoal, familiar e profissional.

A disfunção sexual, especialmente a disfunção erétil (DE), é uma condição que pode ser diagnosticada após avaliação clínica detalhada e exame físico completo para determinar suas causas e o tratamento adequado. Os principais medicamentos utilizados são inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5), como o citrato de sildenafila (viagra) que melhora a frequência, rigidez e manutenção das ereções, frequência de orgasmos, desejo sexual, satisfação e prazer na relação sexual.

Estudos mostram melhora significativa em pacientes com DE, incluindo aqueles com complicações do diabetes mellitus e lesão da medula espinal. Deve-se avaliar o risco cardiovascular antes do início do tratamento, pois há relatos de eventos cardiovasculares graves associados ao uso, especialmente em pacientes com fatores de risco pré-existentes.

Contraindicado em pacientes que não devem realizar atividade sexual e em uso concomitante com nitratos ou doadores de óxido nítrico. Não indicado para menores de 18 anos e mulheres.

A tadalafila (cialis) demonstrou melhora consistente e estatisticamente significativa na função erétil em diversos estudos, incluindo pacientes com diabetes e após prostatectomia radical. Melhora a confiança do paciente, satisfação sexual e a proporção de encontros sexuais satisfatórios.

Pode ser eficaz até 36 horas após a dose, com início de ação a partir de 30 minutos. Também contraindicado em pacientes com contraindicações semelhantes às do citrato de sildenafila.

A atividade sexual envolve risco cardiovascular, e pacientes devem ser avaliados quanto à condição cardiovascular antes do início do tratamento para disfunção erétil. Eventos cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio e morte súbita, foram relatados em associação temporal com o uso de inibidores da PDE5, especialmente em pacientes com fatores de risco.

O tratamento deve ser individualizado, considerando as comorbidades e contraindicações. A disfunção sexual masculina pode ter origem em causas físicas e/ou psicológicas.

Vale destacar que, muitas vezes, um problema físico pode levar a problemas psicológicos (como estresse, ansiedade ou até depressão) que, por sua vez, agravam o quadro físico. No caso da disfunção erétil, os fatores de risco são diversos e bem conhecidos.

Entre eles, destacam-se a redução do fluxo sanguíneo para o pênis, devido ao tabagismo, obesidade, sedentarismo, colesterol alto, hipertensão arterial e/ou diabetes; bloqueio dos impulsos nervosos do cérebro ou da medula espinhal para o pênis, por conta do diabetes ou de uma lesão neural cirúrgica (decorrente da prostatectomia radical, por exemplo) ou traumática; estresse, irritação, ansiedade, inibição, culpa, medo, depressão, traumas (devido ao abuso sexual ou mesmo a episódios de impotência sexual prévios) e/ou outros motivos emocionais.

No caso da ejaculação precoce, o principal tipo de distúrbio de ejaculação, os fatores de risco são incertos. Os mais conhecidos são a ansiedade e a depressão.

Embora a disfunção sexual seja uma desordem benigna, ela afeta a saúde geral (física e mental) de seus portadores. Além disso, prejudica o bem-estar e a qualidade de vida não somente deles, mas também das(os) respectivas(os) parceiras(os), bem como compromete os relacionamentos interpessoais.

O diagnóstico de disfunção sexual é conferido pelo urologista, com base na idade, sintomas e condições de saúde apresentadas por cada paciente, incluindo as comorbidades. Dessa maneira, pode-se definir a melhor estratégia terapêutica para cada caso.

Assim, um quadro de falta de libido, por exemplo, pode ser tratado com acompanhamento psicológico e reposição hormonal. Um quadro de ejaculação precoce pode ser abordado com técnicas para retardar a ejaculação, por vezes, associada ao uso de medicamentos.

A disfunção erétil, por sua vez, pode ser tratada por meio de: mudanças no estilo de vida, em prol da adoção e manutenção de hábitos saudáveis; tratamento de comorbidades, como diabetes, hipertensão, obesidade, entre outras doenças; cessação do tabagismo e redução do consumo de bebidas alcoólicas; implante de prótese peniana (semirrígida ou inflável), um procedimento cirúrgico que oferece uma solução definitiva; e terapia por ondas de choque, um procedimento não invasivo, seguro e eficiente, que ajuda a ter ereções mais firmes e duradouras.

Artigo atualizado em 26/05/2026 02:46.
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