Como lidar com o bullying?

Como os pais e a escola devem agir para averiguar o bullying.

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Isabela Cotian

Há quem diga que seja coisa da atualidade. Outros dizem que viveram na pele, porém, ainda não havia uma nomenclatura para definir a situação. E, assim, o bullying está presente na nossa sociedade. Os motivos que podem levar uma criança a praticar esses atos.

Desde problemas em casa, em alguma área específica da sua vida ou uma forma de defensiva por sofrer o bullying. Todas estas situações podem fazer com que as crianças se sintam bravos ou vulneráveis. Isso pode acontecer a partir dos três ou quatro anos de idade, além de quando o pequenininho ingressa na escola. Isso tudo porque é o momento em que ela começa a se socializar, criando afinidades ou discriminações com os demais.

Antes desta idade é comum que as crianças utilizem comportamentos agressivos por estarem em desenvolvimento e não dominarem outras formas de expressão. E o que o bullying pode acarretar na pessoa?

Quando não tratado, o bullying deixa marcas por toda a vida, inclusive na fase adulta. A pessoa pode apresentar problemas de saúde, dificuldades sociais, consumo de substâncias, ansiedade, depressão, mau desempenho escolar e baixa estima.

Essas agressões físicas e verbais podem deixar marcas por muito tempo na vida adulta, agravando problemas ligados à saúde, classe social e relacionamentos. E isso tanto nos que praticam o bullying como naqueles que sofreram isso.

A vida dentro de casa e no ambiente escolar são as bases para detectar e acabar com o bullying. Alguns fatores que possam ajudar aos pais a saberem se o seu filho está passando por essa situação, lembrando que isolados eles não caracterizam o ato em si: isolamento; machucados e arranhões sem explicações; roupas e materiais estragados; medo de ir à escola; notas baixas; mudança frequentemente no trajeto de ir para a escola; falta de apetite ou apetite exagerado; perda de objetos com frequência; pouca convivência com os amigos da escola; tristeza; estresse e choro sem motivos aparentes; mudança drástica de humor; irritação; dores de cabeça; dores de barriga; insônia; pesadelo; e pensamentos suicidas.

Primeiramente, os pais devem conversar e entender o que está acontecendo. E se existe uma relação próxima entre pais e filhos, facilita muito esse processo. Trabalhar em parceria com a escola é fundamental para que ambos tenham diretrizes para acompanhar o autor e a vítima.

Estar aberto ao diálogo ou proporcionar dinâmicas que facilitem a abordagem do tema também são caminhos que dão certo. Utilizar meios como livros sobre o tema, abordando a história a abrindo para reflexões, dramatizar situações para analisar com quem a criança se identifica e proporcionar jogos cooperativos, para observar como o pequenino reage diante te tudo, são maneiras de averiguar o problema.

Isabela Cotian é psicóloga e coach de mães – www.isabelacotian.com



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