A resistência dos bancos, suas ancoragens e apoio de cabeça nos veículos

Aplica-se à resistência dos bancos e suas ancoragens, com apoio de cabeça fixo ou não, ao respectivo encosto do banco, às características do apoio de cabeça dos veículos de categoria M1.

bancoDa Redação –

É interessante pensar os diversos itens que compõem um automóvel. Desde as pequenas peças que formam a parte mecânica até a lataria do veículo, tudo forma um sistema que precisa estar devidamente regulado.

Curioso como, enquanto se dirige, muitas coisas passam pela cabeça do condutor: o destino pretendido, conversa com os passageiros, demais situações do cotidiano etc. Mas, raramente se pensa justamente onde se está sentado, no banco do veículo.

Em caso de acidente, um banco adequado pode amenizar os danos que o passageiro sofreria, em algumas situações até mesmo evitar seu óbito. O apoio de cabeça, por exemplo, evita que o tranco dado em uma freada brusca quebre o pescoço do passageiro.

A NBR 15283 de 08/2013 – Veículos rodoviários automotores – Resistência dos bancos, suas ancoragens e apoio de cabeça aplica-se à resistência dos bancos e suas ancoragens, com apoio de cabeça fixo ou não, ao respectivo encosto do banco, às características do apoio de cabeça dos veículos de categoria M1. Não se aplica a bancos dobráveis, a bancos cuja frente é voltada para lateral ou para a traseira do veículo, ou a qualquer apoio de cabeça fixado a esses tipos de bancos.

O controle de destravamento para o dispositivo deve ser localizado do lado de fora, perto da porta. Ele deve ser de fácil acesso para o ocupante imediatamente atrás do banco em questão. A parte traseira do apoio de cabeça situada na área 1, definida em 5.8.1.1, deve passar no ensaio de dissipação de energia de acordo com os requisitos do Anexo C.

Atende-se a esse requisito se, em ensaios executados conforme o procedimento especificado no Anexo C, a desaceleração do dispositivo rígido em forma de cabeça não exceder 80g continuamente por mais de 3 m/s. Além disso, nenhuma parte pontiaguda ou cortante deve surgir durante ou ao final do ensaio. Os requisitos de 4.1.3 não se aplicam à parte posterior dos apoios de cabeça de bancos que não tenham outro banco imediatamente atrás.

A superfície da parte traseira dos bancos não pode apresentar aspereza ou cantos vivos perigosos que aumentem o risco de severidade de ferimentos para os ocupantes. Atende-se a este requisito se a superfície da parte traseira dos bancos ensaiados nas condições especificadas em 5.1 não exibir raios de curvatura menores que: 2,5mm na área 1; 5,0 mm na área 2; 3,2mm na área 3. Essas áreas estão definidas em 5.8.1. Este requisito não se aplica ao descrito em 4.1.4.1.1 a 4.1.4.1.3.

As partes das diferentes áreas referidas em 4.1.4 que possam exibir canto chanfrado cuja projeção seja menor que 3,2mm em relação às superfícies adjacentes, desde que a altura da saliência não seja superior à metade da sua largura. Parte traseira do banco que não possua outro banco imediatamente atrás. Parte traseira dos bancos situada abaixo do plano horizontal que passa através do ponto “R” mais baixo de cada fileira de bancos (quando as fileiras de bancos tiverem diferentes alturas, o plano, iniciado na parte traseira, deve mudar de orientação, para cima ou para baixo, formando um degrau que passe pelo ponto “R” da fileira do banco imediatamente à frente).

Na área 2, definida em 5.8.1.2, superfícies podem exibir raios menores que 5mm, mas não menores que 2,5mm. Além disso, essas superfícies devem ser protegidas com material macio para evitar contato direto da cabeça com a estrutura do banco. Se as áreas definidas em 5.8.1 que contiverem partes cobertas com materiais com dureza menor que 50 Shore-A, os requisitos definidos nos itens 4.1.1 a 4.1.4, com exceção dos relacionados com o ensaio de absorção de energia de acordo com o Anexo C, devem ser aplicados somente às partes rígidas.

A Área 1, no caso de bancos individuais sem apoio de cabeça, consiste na parte traseira do encosto compreendida entre os planos longitudinais verticais traçados a 100mm para ambos os lados do plano longitudinal médio da linha de centro do banco e entre o topo do encosto do banco e um plano perpendicular à linha de referência localizado 100mm para baixo.

No caso de bancos inteiriços ou bipartidos sem apoio de cabeça, esta área deve se estender entre os planos longitudinais verticais situados a 100mm para ambos os lados do plano longitudinal médio de cada posição de assento do banco definida pelo fabricante e entre o topo do encosto do banco e um plano perpendicular à linha de referência, localizado 100mm para baixo.

No caso de bancos individuais, bancos inteiriços ou bipartidos com apoio de cabeça, esta área deve se estender entre os planos longitudinais verticais, até o fim de ambos os lados e 70mm a partir do plano longitudinal médio do banco, ou da posição de assento do banco considerada, e situada acima do plano perpendicular da linha de referência de 635mm a partir do ponto “R”.

Para o ensaio, o apoio de cabeça, se ajustável, deve ser colocado na posição mais desfavorável (geralmente na posição mais alta) permitida pelo sistema de ajuste. A Área 2, no caso de bancos individuais, bancos inteiriços ou bipartidos sem apoio de cabeça e no caso de bancos com apoio de cabeça removível ou separado, estará localizada entre o topo do encosto do banco e um plano perpendicular à linha de referência 100mm distante do topo do encosto, excluindo as regiões situadas na área 1.

No caso de bancos individuais, bancos inteiriços ou bipartidos com apoio de cabeça fixo, a área 2 estará localizada acima de um plano perpendicular à linha de referência distante 440mm do ponto “R” do banco ou da posição do assento do banco considerada, excluindo as regiões situadas na área 1. A Área 3 é definida como a região do encosto do banco individual ou do banco inteiriço ou bipartido, situada acima do plano horizontal definido em 4.1.4.1.3, excluindo as regiões situadas nas áreas 1 e 2.

banco3

Nenhuma falha deve ocorrer na estrutura do banco ou na sua ancoragem, nos sistemas de ajuste e deslocamento ou nos dispositivos de travamento do sistema, durante ou depois dos ensaios descritos em 5.2 e 5.3. Deformações permanentes, incluindo rupturas, podem ser aceitas, desde que não aumente o risco de lesões em uma eventual colisão e as cargas prescritas sejam atendidas. Nenhuma liberação do sistema de travamento deve ocorrer durante os ensaios descritos em 5.3.

Após os ensaios, o sistema de deslocamento destinado a permitir ou facilitar o acesso dos ocupantes deve estar funcional para operar pelo menos uma vez e deve permitir o deslocamento do banco ou parte dele para acesso do banco posterior correspondente. O funcionamento dos outros dispositivos de deslocamento, bem como sistemas de ajuste e seus sistemas de travamento, não é obrigatório. No caso de bancos providos de apoio de cabeça, considera-se que a resistência da estrutura do encosto e seus dispositivos de travamento atendem aos requisitos de 5.2 se, após ensaio conforme 5.4.3.6, não ocorrer nenhuma ruptura do banco ou do encosto. Do contrário, deve ser demonstrado que o banco é capaz de atender aos requisitos de 5.2.

No caso de banco inteiriço e/ou bipartido com mais lugares do que apoios de cabeça, os ensaios descritos em 5.2 devem ser considerados. A presença do apoio de cabeça não pode ser uma causa adicional de perigo para os ocupantes do veículo. Em particular, em qualquer posição de uso, o apoio de cabeça não pode apresentar qualquer aspereza ou cantos pontiagudos que contribuam para aumentar o risco de lesões dos ocupantes.

As superfícies frontal e traseira do apoio de cabeça situadas na área 1, conforme definida em 5.8.1.1.3, devem atender aos requisitos do ensaio de absorção de energia. Atende-se a este requisito se, no ensaio realizado conforme procedimento descrito no Anexo C, a desaceleração do dispositivo rígido em forma de cabeça não exceder 80g (aceleração da gravidade) continuamente por mais de 3m/s. Além disso, nenhum canto perigoso deve surgir durante ou ao final do ensaio.

As superfícies frontal e traseira do apoio de cabeça situadas na área 2, conforme definida em 5.8.1.2.2, devem ser protegidas por material macio para evitar contato direto da cabeça com a estrutura do banco e, além disso, atender aos requisitos de 5.4.1 aplicado às partes traseiras dos bancos situadas na área 2. O apoio de cabeça deve ser montado no encosto ou na estrutura do veículo, de forma que nenhuma parte rígida e contundente se projete para fora do revestimento do apoio de cabeça ou de parte do encosto em função da pressão exercida pelo dispositivo rígido em forma de cabeça durante o ensaio descrito no Anexo C.



Categorias:Normalização

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