A especificação para as luvas cirúrgicas de borracha

Especifica os requisitos para luvas de borracha estéreis, embaladas, para uso em procedimentos cirúrgicos para proteger o paciente e o usuário de contaminação cruzada.

luvaDa Redação –

O avanço na medicina se deu, ao longo dos milênios, em diversos aspectos. Desde os métodos de profilaxia e tratamento, equipamentos utilizados nos exames e nas cirurgias a até mesmo a maneira do médico atender o paciente. Hoje é muito fácil identificar o risco de contaminação que qualquer pessoa está exposta em vários ambientes do dia a dia, para não dizer todos.

Evidente que os centros hospitalares e de atendimento clínico possuem um risco maior, e por isso a higiene e esterilização do local deve ser adequada e rígida. Um hábito simples para se evitar contaminação, que em séculos anteriores era ignorado, é o uso das devidas luvas por parte dos agentes de saúde.

Em casos de procedimentos cirúrgicos, não só o paciente está exposto, mas também o cirurgião, que opera diversos utensílios em contato ocasionalmente com fluídos de quem está na mesa de operação. As luvas de borracha servem justamente para evitar o contato direto entre as partes, e este objeto precisa seguir suas respectivas normas técnicas.

A NBR ISO 10282 de 12/2014 – Luvas cirúrgicas de borracha, estéreis ou a serem esterilizadas, de uso único – Especificação especifica os requisitos para luvas de borracha estéreis, embaladas, para uso em procedimentos cirúrgicos para proteger o paciente e o usuário de contaminação cruzada. É aplicável a luvas de uso único, descartadas após o uso. Não se aplica às luvas de exame ou procedimento.

Refere-se a luvas com superfícies lisas ou texturizadas sobre parte ou toda a luva. É utilizada como uma referência para o desempenho e segurança de luvas cirúrgicas de borracha. Exclui a forma de utilização correta das luvas cirúrgicas e procedimentos de esterilização, assim como o subsequente procedimento de manuseio, embalagem e armazenamento.

Dois formatos são classificados: luvas com dedos retos; e luvas com dedos curvos na direção da palma. A luva deve ser anatomicamente correta, com o dedo polegar posicionado na superfície da palma, paralelamente ao dedo indicador, em lugar de ficar no plano. Os dedos e o dedo polegar podem ser retos ou curvos na direção da palma.

As luvas devem ser produzidas de borracha natural ou borracha nitrílica ou borracha isopreno ou borracha de policloropreno ou componentes de borracha estireno-butadieno ou solução de elastômero termoplástico ou emulsão de borracha de estireno-butadieno. Para facilitar o calçamento das luvas, qualquer tratamento de superfície, lubrificante, pó ou revestimento de polímero pode ser usado, sujeito à conformidade com a ISO 10993.

Qualquer pigmento usado deve ser atóxico. É essencial que as substâncias usadas para o tratamento de superfície, capazes de serem transferidas, sejam bioabsorvíveis. As luvas, conforme fornecido para o usuário, devem estar em conformidade com as partes pertinentes da ISO 10993. O fabricante deve tornar disponível para o comprador, mediante solicitação, dados que comprovam a conformidade com estes requisitos.

Outros materiais poliméricos apropriados podem, ser incluídos em edições futuras desta norma. É reconhecido que alguns indivíduos podem, ao longo de certo período de tempo, tornar-se sensíveis a um determinado composto de borracha (reação alérgica) e requerer luvas de uma formulação alternativa. Limites de proteínas extraíveis, proteínas alergênicas, substâncias químicas residuais, endotoxinas e pó residual em luvas podem ser especificados em edições futuras desta norma, sujeitos à disponibilidade de métodos de ensaio de norma ISO pertinentes.

Para propósitos de referência, as luvas devem ser amostradas e inspecionadas de acordo com a ISO 2859-1. Os níveis de inspeção e os níveis de qualidade aceitáveis (NQA) devem estar de acordo com os especificados na Tabela 1 (disponível na norma) para as características listadas.

A medida do comprimento deve ser a menor distância entre a ponta do dedo médio à terminação do punho. A medição do comprimento pode ser tomada calçando a luva pelo dedo médio em mandril apropriado com um raio de ponta de 5mm.

A medição da largura deve ser realizada no ponto central entre a base do dedo indicador e a base do dedo polegar. A medição da largura deve ser feita com a luva colocada em uma superfície plana. A espessura da parede dupla de uma luva intacta deve ser medida de acordo com a ISO 23529, com a pressão no pé de medição de 22kPa ± 5kPa, em cada um dos locais mostrados na Figura 2 (disponível na norma): um ponto de 13mm ± 3mm da extremidade do dedo médio e outro ponto do centro aproximado da palma, e um ponto a 25mm ± 5mm da terminação do punho.

A espessura da parede única em cada ponto deve ser reportada como metade da espessura de parede dupla medida e deve estar em conformidade com as dimensões indicadas na Tabela 2, usando o nível de inspeção e NQA indicados na Tabela 1 (as tabelas estão disponíveis na norma). Se a inspeção visual indicar a presença de pontos finos, então as medições de espessura da parede única devem ser tomadas nessas áreas.



Categorias:Metrologia, Normalização

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