Publicado em 13 mar 2020

O aproveitamento energético dos resíduos sólidos urbanos

Redação

Os resíduos sólidos urbanos são os domiciliares (originários de atividades domésticas em residências urbanas) e aqueles procedentes de limpeza urbana (originários da varrição, limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana). A quantidade gerada depende de vários fatores, como os hábitos e costumes da sociedade, entretanto alguns fatos permitem uma estimativa da geração per capita com base no número de habitantes. O aproveitamento energético desses resíduos, desde que se utilize a tecnologia apropriada e devidamente analisada quanto aos riscos de implementação, é uma alternativa ambientalmente correta de tratamento e uma oportunidade de negócios. Entretanto, sua viabilidade econômica depende, além do balanço entre receitas e despesas, de um adequado modelo de negócios com o poder público municipal para a garantia na obtenção desses resíduos. Diversas tecnologias comerciais estão disponíveis mediante o sistema de pacote fechado, no qual a empresa contratada fica obrigada a entregar a obra em condições de pleno funcionamento, o que requer qualidade técnica associada à elaboração e implementação dos projetos. Assim, é recomendável que o contrato contemple também os serviços de treinamento e apoio técnico operacional. Já a produção de energia elétrica a partir dos resíduos urbanos apresenta duas características importantes: exige a coleta e o transporte para concentrar os resíduos, pois o conteúdo energético por unidade de volume é baixo; e as tecnologias de conversão apresentam forte economia de escala (o investimento por unidade de insumo cai e as eficiências de conversão aumentam com a capacidade).

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Da Redação - Em relação às práticas adotadas para o gerenciamento de resíduos sólidos urbanos, há o seu reaproveitamento energético que é feito através do uso de tecnologias de recuperação de energia, como a combustão à queima direta, a digestão anaeróbica e a gaseificação. Estas tecnologias reduzem o volume do lixo, ao mesmo tempo em que utilizam resíduos para a produção de energia elétrica de base e subprodutos.

Pode-se dizer que os resíduos são comumente tidos como resto, e vistos como matéria sem valor, proveniente das sobras de atividades domésticas, industriais, comerciais e agrícolas. Sua imagem seria, então, relacionada a algo indesejável, que perdeu a utilidade – e que deve ser descartado.

 



Esta visão dos resíduos, onde há subentendida sua significação como descarte, não considera seu potencial energético e socioeconômico. Em consequência, pode-se propor a adição de valor ao resíduo, como matéria prima para os processos produtivos ou como combustível para gerar energia. De...

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