Publicado em 23 jun 2020

As sapatas de freio ferroviário não metálicas devem cumprir as normas técnicas

Redação

Um melhor conhecimento dos processos de degradação do sistema roda ferroviária – sapata de freio é importante, pois o aquecimento de rodas e sapatas é função de fatores como materiais empregados, superfícies de contato, força despendida, velocidade da roda, frequência e tempo de frenagem, etc. O calor gerado pode ocasionar diversas alterações na superfície de rolamento das rodas como transformações de fases, deformações, desprendimento de material, nucleação de trincas, dentre outros. Estas alterações são normalmente causadas, por uma série de expansões e contrações da roda, fadiga térmica, fadiga mecânica e choque térmico. No caso de ruptura da roda, quando em serviço, prejuízos irreparáveis podem ser ocasionados. A magnitude desses problemas pode ser comprovada pelos dados estatísticos de acidentes em ferrovias em todo o mundo. Embora a aplicação do sistema de frenagem por disco de freio seja crescente nos novos projetos, a maioria dos veículos ferroviários, em utilização no mundo e principalmente no Brasil, ainda emprega o sistema de sapata de freio em atrito com as rodas. Dessa forma, é importante entender os requisitos mínimos quanto à fabricação e os métodos de ensaios para sapatas de freio não metálicas utilizadas em veículos ferroviários.

Da Redação – 

Pode-se dizer que uma roda ferroviária além de ser um elemento de sustentação e apoio para o peso do carro é um elemento de tração em contato com o trilho, e nos veículos com frenagem por atrito na própria roda, serve também como elemento de freio (tambor de freio), estando sujeita a cargas combinadas de origem mecânica e origem térmica, funcionando como dissipador do calor gerado pela variação da energia cinética do veículo ferroviário. O desgaste da sapata de freio e da roda durante a operação comercial constitui item de expressiva influência no custo de manutenção dos sistemas ferroviários, atingindo 10% do total gasto em algumas operadoras.

Nos trens equipados com freios a disco, a pastilha de freio entra em contato com o disco de freio, solidário à roda ou ao eixo, para realizar o trabalho de frenagem. Em trens de alta velocidade normalmente são utilizados discos de freio fabricados em fibra de carbono, operando em conjunto com sapatas de alto desempenho, para melhor dissipação do calor gerado.

O freio é o sistema que permite reduzir a velocidade de um veículo, e assim participa de seu controle. O tipo de freio mais comum é o freio de fricção que opera absorvendo a energia cinética através de fricção. A sapata de freio é o componente estático do sistema de freio que entra diretamente em contato com a roda, com a finalidade de controlar a velocidade do trem em movimento, ou de conduzi-lo a uma parada, ou ainda, d...

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