Publicado em 26 mai 2026

Os problemas médicos causados pela surdez do idoso ou presbiacusia

Redação

Ela é, na maioria das vezes, consequência de uma perda auditiva natural relacionada ao envelhecimento, conhecida em medicina como presbiacusia. Trata-se de uma perda auditiva neurossensorial, geralmente bilateral e relativamente simétrica, de evolução lenta e progressiva ao longo dos anos. Em regra, ela começa comprometendo as frequências mais altas, motivo pelo qual muitos pacientes dizem que ouvem, mas não entendem.

A presbiacusia, também conhecida como surdez do idoso, é um fenômeno caracterizado pela diminuição da percepção dos sons agudos, comum em idosos. Essa condição pode ocasionar dificuldade auditiva, especialmente em ambientes ruidosos, e não deve ser confundida com surdez propriamente dita.

O envelhecimento do arcabouço cartilaginoso dos ouvidos contribui para essa alteração auditiva. Para avaliação da audição em idosos, podem ser utilizados testes clínicos como os testes de Weber e Rinne, que ajudam a diferenciar entre surdez de condução e surdez neurossensorial (percepção).

Na presbiacusia, que é uma perda auditiva neurossensorial, tanto a condução aérea quanto a óssea estão comprometidas, mas a relação entre elas permanece normal, embora com redução dos tempos de percepção sonora. A audiometria tonal liminar é o exame fundamental para avaliação audiológica básica, permitindo determinar o grau e o tipo da perda auditiva, além de auxiliar no diagnóstico e acompanhamento da presbiacusia.

É importante destacar que a presbiacusia é uma condição comum no envelhecimento e pode ser agravada por fatores como exposição a ruídos excessivos ao longo da vida. A presença de cerúmen impactado pode levar a falsos diagnósticos de perda auditiva, e tumores também são mais prevalentes em idosos.

Para a comunicação com idosos com presbiacusia, recomenda-se que o avaliador esteja posicionado frente a frente, falando com voz entonada e permitindo a leitura labial e gesticulações, para facilitar a compreensão. A perda de audição torna-se mais comum conforme o indivíduo vai envelhecendo.

Os números variam de estudo para estudo e também conforme o critério usado para definir a perda auditiva, mas o padrão é sempre o mesmo: a prevalência aumenta progressivamente com a idade. Estima-se que, acima dos 60 anos, uma parcela importante da população já tenha algum grau de deficiência auditiva, e que essa proporção continue subindo nas décadas seguintes.

Acredita-se que a hereditariedade e a exposição crônica a ruídos altos sejam os principais fatores que contribuem para a perda de audição ao longo do tempo. No caso específico da presbiacusia, o envelhecimento do ouvido interno (principalmente da cóclea) e das vias auditivas também tem papel central, razão pela qual a perda costuma ser lenta, progressiva e bilateral.

Artigo atualizado em 14/05/2026 08:56.
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