Publicado em 08 set 2026

Os sintomas do déficit de atenção

Redação

O transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) como uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por uma tríade de sintoma, como a desatenção, hiperatividade e impulsividade.

O transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) como uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por uma tríade de sintoma, como a desatenção, hiperatividade e impulsividade. A desatenção é interrupção constante de tarefas e atividades, de forma prematura ou inacabada, com frequente perda de interesse e desvio para outras atividades mais interessantes.

A hiperatividade/impulsividade é uma inquietação psicomotora intensa em situações em que se espera calma, com dificuldade clara para permanecer parado ou quieto. O comprometimento é descrito como persistente, com prejuízos nas atividades do dia a dia.

O diagnóstico considera informações da família/cuidadores/responsáveis e da escola, quando aplicável. Podem ser usadas escalas de avaliação, como a SNAP-IV, inclusive como medida de seguimento.

A confirmação diagnóstica pode ser baseada em 18 sintomas indicativos de desatenção, hiperatividade e impulsividade. Os sintomas devem estar presentes em dois ou mais contextos e causar prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional.

Há risco de comorbidades e transtornos psiquiátricos associados, como depressão, ansiedade, transtorno de conduta, oposição à autoridade, uso de substâncias psicoativas, abandono escolar precoce, envolvimento em atividades de risco e práticas delitivas. O MS-PCDT: Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade - TDAH garante que a a prevalência mundial de TDAH estimada em crianças e adolescentes é de 3% a 8%, dependendo do sistema de classificação utilizado. Embora o TDAH seja frequentemente diagnosticado durante a infância, não é raro o diagnóstico ser feito posteriormente.

As evidências científicas sustentam sua continuidade na idade adulta, com uma prevalência estimada entre 2,5% a 3%. No Brasil, a prevalência de TDAH é estimada em 7,6% em crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos, 5,2% nos indivíduos entre 18 e 44 anos e 6,1% nos indivíduos maiores de 44 anos apresentando sintomas de TDAH.

Os sintomas e o comprometimento do TDAH são frequentemente graves durante a infância e podem evoluir ao longo da vida. Por se tratar de um transtorno de neurodesenvolvimento, as dificuldades muitas vezes só se tornam evidentes a partir do momento em que as responsabilidades e independência se tornam maiores, como quando a criança começa a ser avaliada no contexto escolar ou quando precisa se organizar para alguma atividade ou tarefa sem a supervisão dos pais.

Os indivíduos com TDAH também apresentam dificuldades nos domínios das funções cognitivas, como resolução de problemas, planejamento, orientação, flexibilidade, atenção prolongada, inibição de resposta e memória de trabalho. Outras dificuldades envolvem componentes afetivos, como atraso na motivação e regulação do humor.

Em médio e longo prazo, crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar dificuldades no desempenho acadêmico, nas interações interpessoais e autoestima baixa. Crianças com TDAH têm mais chances de apresentar obesidade quando comparadas com as crianças sem TDA.

Problemas de conduta podem aparecer no final do período da pré-adolescência. Além disso, pessoas com TDAH podem apresentar comportamentos sexuais de alto risco e gravidez precoce indesejada, dificuldades no trabalho, abuso de drogas ou álcool, maior probabilidade a acidentes e criminalidade na fase adulta.

O TDAH também está associado a resultados psicológicos negativos, com um maior risco de desenvolver transtornos do humor (unipolar ou bipolar), distúrbios de personalidade, especialmente, transtorno de personalidade borderline e antissocial e possivelmente condições psicóticas. Apesar de ter se tornado uma condição bastante conhecida nos últimos anos, o diagnóstico de TDAH não é simples, pois os seus principais sintomas se confundem com outras condições clínicas e com características nor mais do desenvolvimento do indivíduo.

Assim, torna-se necessária a utilização de critérios operacionais que são estabelecidos a partir da realização da avaliação clínica por profissionais capacitados e experientes. Tanto o diagnóstico equivocado e incorreto, quanto, principalmente, a ausência de diagnóstico traz para o indivíduo sérias consequências.

Os conceitos dos profissionais de saúde sobre o TDAH são diversos, colocando os indivíduos com diagnóstico de TDAH em maior risco de serem rotulados pela sociedade. A liga canadense para a pesquisa do TDAH, Canadian ADHD Resource Alliance (CADDRA), orienta que os estereótipos e mitos acerca do TDAH sejam explorados na consulta com o paciente e sua família, na tentativa de se obter esclarecimentos, a fim de evitar prejuízos e tratamentos inadequados.

Os estigmas do TDAH podem afetar crianças e adultos com o diagnóstico da doença, além de parentes ou pessoas próximas. Além disso, podem influenciar as atitudes das autoridades em relação a esses pacientes.

Esse estigma provêm da incerteza do público quanto à confiabilidade/validade de um diagnóstico de TDAH, da avaliação diagnóstica relacionada e do desconhecimento da população em como interagir com indivíduos com TDAH. Em casos de suspeita de TDAH, deve ser realizada uma avaliação clínica e psicossocial completa.

O diagnóstico deve ser realizado por um médico psiquiatra, pediatra ou outro profissional de saúde (como neurologista ou neuropediatra). Cabe ressaltar que, para adequada avaliação e gerenciamento da doença, é fundamental o envolvimento de uma equipe multidisciplinar.

Artigo atualizado em 25/08/2026 10:37.
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