Publicado em 06 out 2026

O que caracteriza o lúpus eritematoso sistêmico

Redação

O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença autoimune multissistêmica caracterizada pela produção de autoanticorpos, formação e deposição de imunocomplexos, com consequente inflamação em diversos órgãos, que pode resultar em dano tecidual e disfunção de órgãos.

Essa é uma doença autoimune multissistêmica caracterizada pela produção de autoanticorpos e formação e deposição de imunocomplexos, com inflamação e possível dano tecidual e disfunção de múltiplos órgãos. A evolução costuma ser crônica, com períodos de exacerbação e remissão.

Recomenda-se evitar exposição solar e utilizar fotoproteção com ação contra UV-A e UV-B, resistente à água e com FPS mínimo 30, além de medidas físicas como roupas, chapéus e sombrinhas. Lesões isoladas podem ser tratadas com glicocorticoide tópico; manifestações disseminadas podem exigir glicocorticoide sistêmico associado a imunossupressor.

Gestação

O melhor prognóstico materno-fetal ocorre quando a doença está em remissão há pelo menos seis meses antes da concepção. Há maior risco de complicações obstétricas e exacerbação, especialmente no puerpério. Durante a gestação, o protocolo descreve o uso de glicocorticoides e antimaláricos; imunossupressores geralmente são contraindicados, embora azatioprina ou ciclosporina possam ser consideradas em casos excepcionais de maior gravidade.

O acompanhamento deve ser programado conforme a evolução clínica e o monitoramento do tratamento. O protocolo recomenda que pacientes com LES sejam acompanhados em serviços especializados em reumatologia.

Segundo o MS-PCDT: Lúpus Eritematoso Sistêmico, sua etiologia permanece pouco conhecida, porém sabe-se da importante participação de fatores genéticos, hormonais, ambientais e imunológicos para o surgimento da doença. As manifestações clínicas são polimórficas e a evolução costuma ser crônica, com períodos de exacerbação e remissão.

A doença pode cursar com sintomas constitucionais, artrite, serosite, nefrite, vasculite, miosite, manifestações mucocutâneas, hemocitopenias imunológicas, diversos quadros neuropsiquiátricos, hiperatividade reticuloendotelial e pneumonite. O LES afeta mais as mulheres, sendo 9 a 10 vezes mais frequente em mulheres durante a idade reprodutiva.

A incidência estimada em diferentes locais do mundo é de aproximadamente 1 a 22 casos para cada 100.000 pessoas por ano, e a prevalência pode variar de 7 a 160 casos para cada 100.000 pessoas. No Brasil, estima-se uma incidência de LES em torno de 8,7 casos para cada 100.000 pessoas por ano, de acordo com um estudo epidemiológico realizado na região Nordeste.

A mortalidade dos pacientes com LES é cerca de 3 a 5 vezes maior que a da população geral e está relacionada à atividade inflamatória da doença, especialmente quando há acometimento renal e do sistema nervoso central (SNC), à maior risco de infecções graves decorrentes da imunossupressão e, tardiamente, às complicações da própria doença e do tratamento, sendo a doença cardiovascular um dos mais importantes fatores de morbidade e mortalidade dos pacientes. A fadiga é uma das queixas mais prevalentes do LES em atividade.

Febre, geralmente moderada e com resposta rápida ao glicocorticoide, é verificada na maioria dos pacientes no momento do diagnóstico. Mialgias, perda de peso e linfadenomegalia reacional periférica podem ser comumente encontradas nos pacientes com LES.

O acometimento articular é a manifestação mais frequente, depois dos sintomas constitucionais, sendo detectado em mais de 90% dos pacientes durante a evolução da doença, manifestando-se, principalmente, por poliartrite ou poliartralgia simétrica e aditiva. Raramente, evolui com erosões e deformidades ósseas. Pode ocorrer necrose asséptica de múltiplas articulações, principalmente da cabeça do fêmur, particularmente nos pacientes em uso de glicocorticoide em dose elevada por longos períodos.

Artigo atualizado em 21/09/2026 01:58.
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