Publicado em 11 Sep 2018

Os dois inimigos da humanidade e a agrointoxicação

Redação

Libération

Foto: Antonio Scarpinetti

Luís Marques

?Desde 2015, habitamos um planeta em cuja atmosfera concentram-se mais de 400 partes por milhão (ppm) de dióxido de carbono (CO2) e mais de 1.840 partes por bilhão (ppb) de metano, os dois principais gases de efeito estufa (GEE). Em média, as concentrações de COforam de 405 ppm em 2017, ou seja 2,2 ppm maior que em 2016. Trata-se da “mais alta [concentração] nas mensurações modernas e nos registros de gelo nos últimos 800 mil anos. A taxa de crescimento global do CO2 quase quadruplicou desde o início dos anos 1960” (I).

Também os níveis de concentração de metano foram os mais altos dos registros, atingindo 1849,7 ppb em 2017, um aumento de 6,9 ppb em relação a 2016 (II). Essa taxa de crescimento é, sem dúvida, ainda mais preocupante que a do CO2, dado o impacto de curto prazo muito maior do metano sobre um sistema climático em vias de bascular já no terceiro quarto deste século para um aquecimento médio global maior que 3ºC acima do período pré-industrial.

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