Publicado em 30 out 2018

Aquíferos, o declínio invisível

Redação

Luiz Marques é professor livre-docente do Departamento de História do IFCH /Unicamp. Pela editora da Unicamp, publicou Giorgio Vasari, Vida de Michelangelo (1568), 2011 e Capitalismo e Colapso ambiental, 2015, 2a edição, 2016. Coordena a coleção Palavra da Arte, dedicada às fontes da historiografia artística, e participa com outros colegas do coletivo Crisálida, Crises Socioambientais Labor Interdisciplinar Debate & Atualização (crisalida.eco.br) – Publicado originalmente no Jornal da Unicamp.

Foto: teraambiental.com.brLuís Marques

Os aquíferos estocam 10,5 milhões de km³ de água doce em estado líquido, o que representa 30,1% dessa fonte fundamental de vida terrestre no planeta (I). O declínio e a poluição de grande parte deles é um dos aspectos mais preocupantes, a curto prazo, da crescente escassez hídrica, agravada pelo controle corporativo da água, tema abordado no artigo aqui publicado em 22 de maio último.

Trata-se do aspecto talvez o mais preocupante não apenas por causa da rapidez desse declínio, mas também porque aquíferos alimentam rios e lagos, reciclam a água, além de funcionarem como uma reserva estratégica, crucial durante períodos de pouca ou nenhuma precipitação de chuva, tais como os que assolam hoje muitas regiões do planeta. E as mudanças climáticas, ao agravarem as secas nas latitudes áridas e semiáridas, impulsionam ainda mais a extração de água dos aquíferos, num típico círculo vicioso.

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