As normas técnicas para o controle das pragas urbanas

Pode-se dizer que as pragas urbanas são os insetos e os pequenos animais que se proliferam desordenadamente no ambiente das cidades e que oferecem riscos à saúde humana. Eles se encaixam na lista de animais sinantrópicos, expressão utilizada para designar animais que habitam locais próximos aos homens e se adaptam a viver junto deles. Têm por características biológicas o alto índice de resistência e a adaptação sobre os mais diversos meios. Por isso, o ambiente urbano torna-se o principal habitat para essas espécies, pois oferece condições como umidade, alimentação e muitos ambientes baldios.

praga2Hayrton Rodrigues do Prado Filho –

As pragas urbanas são espécies de insetos e animais que invadem o ambiente urbano e provocam danos à saúde humana podendo picar, morder, danificar alimentos e objetos e ainda também são consideradas vetores quando transmitem uma determinada doença ao homem. Por exemplo, o rato que transmite a leptospirose, o mosquito que transmite a dengue, etc.

Normalmente as pragas geram seus filhotes no inverno e se propagam no verão, época em que as baratas, ratos, mosquitos, moscas, cupins, pombos, formigas e outros são mais vistos. Com a chegada do verão as pragas urbanas começam a se proliferar, pois é na alta temperatura que elas aparecem.

As pragas migram para as zonas urbanas buscando alimentação e abrigo, o que é proporcionado pelo próprio homem, quando esses mantêm ambientes sujos e quando depositam lixo em locais inadequados. Dentre as principais espécies encontradas em áreas urbanas destaca-se as baratas, os pombos, as formigas e os roedores.

As baratas, com aproximadamente 4.000 diferentes espécies, se proliferam com grande facilidade e podem viver até três anos, além de provocar intoxicação alimentar, infecções, diarreia e contaminações. Os pombos vivem em grupos, mas quando esse toma grandes proporções as aves passam a disputar território. Além de estarem presentes em toda a cidade, transmitem inúmeras doenças ao homem.

As formigas, que formam inúmeras colônias numa pequena área, podem provocar infecções e doenças, pois são vetores de micróbios. Ratos, ratazanas e camundongos adaptaram-se muito bem à maneira de viver do homem, tornando- se uma praga de grande relevância. Atualmente os ratos e suas pulgas espalham diversos tipos de doenças como: tifo, febre da mordida, leptospirose, hantavírus, triquinose, salmonelose e outras.

Para prevenir o deslocamento de pragas para as áreas urbanas algumas ações são necessárias, como: não amontoar lixo ou materiais em desuso, manter alimentos em locais fechados, vistoriar depósitos e locais onde alimentos são armazenados periodicamente, mantendo o local sempre limpo. Ao detectar a presença de qualquer espécie é importante acionar uma equipe especializada em controlar pragas e vetores para que o local seja inspecionado e, após a inspeção, seja realizada a erradicação de tais espécies.

Atualmente, os insetos e animais estão invadindo o ambiente urbano e provocando danos à saúde humana podendo picar, morder, danificar alimentos e objetos. São, também, considerados vetores quando transmitem uma determinada doença ao homem, como, por exemplo, o rato que transmite a leptospirose e o mosquito que transmite a dengue.

Normalmente as pragas geram seus filhotes no inverno e se propagam no verão, época em que as baratas, ratos, mosquitos, moscas, cupins, pombos, formigas e outros são mais vistos. Com a chegada do verão as pragas urbanas começam a se proliferar, pois é na alta temperatura que elas aparecem.

Para prevenir o deslocamento de pragas para as áreas urbanas algumas ações são necessárias, como: não amontoar lixo ou materiais em desuso, manter alimentos em locais fechados, vistoriar depósitos e locais onde alimentos são armazenados periodicamente, mantendo o local sempre limpo. Ao detectar a presença de qualquer espécie é importante acionar uma equipe especializada em controlar pragas e vetores para que o local seja inspecionado e, após a inspeção, seja realizada a erradicação de tais espécies.

Quanto ao cumprimento das normas técnicas, a NBR 15584-1 de 04/2008 – Controle de vetores e pragas urbanas – Parte 1: Terminologia define os termos para controle de vetores e pragas urbanas. A NBR 15584-2 de 04/2008 – Controle de vetores e pragas urbanas – Parte 2: Manejo integrado estabelece princípios para o manejo de vetores e pragas urbanas, que ofereçam riscos e danos à saúde humana e animal, bem como prejuízos ambientais e econômicos.

Aplica-se à atuação das empresas controladoras de praga (ECP) nos diversos ambientes, tais como indústrias em geral, instalações de produção, manipulação, armazenagem, transportes e distribuição, comercialização de alimentos, produtos farmacêuticos e cosméticos para saúde humana e animal, fornecedores de matéria prima, áreas hospitalares, clínicas, clubes, escolas, hotéis, shopping centers, residências e condomínios residenciais e comerciais, veículos de transporte coletivo, aeroportos, portos, locais de entretenimento e órgãos públicos e privados, entre outros.

O manejo integrado de vetores e pragas urbanas envolve um conjunto de ações a serem implementadas, visando impedir que vetores e pragas sinantrópicas se instalem e reproduzam no ambiente, através da adoção de medidas preventivas e corretivas, utilizando-se o máximo de competência técnica, bem como a correta aplicação de desinfestantes domissanitários. A inspeção do ambiente para identificação do problema e das pragas é indispensável.

As decisões são baseadas nas informações coletadas em cada caso, com as partes envolvidas, com as quais se devem ter uma boa e constante comunicação para se alcançar o êxito geral do programa, visando a proteção da saúde humana e a preservação do meio ambiente. A solução para controlar a ação dos vetores e pragas nos ambientes exige integração dos métodos possíveis de serem executados, sistema de monitoramento eficiente, associados às medidas preventivas e corretivas, controle químico e/ou biológico, evitando perdas econômicas e mantendo a qualidade para comercialização e consumo dos produtos, bem como o ambiente saudável.

O controle químico e/ou biológico, a partir da utilização de desinfestantes domissanitários, visa controlar vetores e pragas. atuando como importante coadjuvante. Todas essas medidas consistem no manejo integrado de vetores e pragas urbanas.

Um programa de manejo integrado de vetores e pragas em ambientes urbanos pode ser dividido em duas etapas distintas: planejamento e execução. O planejamento refere-se a todas as atividades envolvidas previamente a qualquer ato de controle. Para esta etapa é fundamental ampla integração entre as partes envolvidas, tanto entre os responsáveis pela execução futura, como aqueles que, embora venham a receber a referida prestação de serviço, contribuem nos resultados a serem alcançados.

A inspeção do local envolve a avaliação do local, incluindo a de estruturas edificadas, seu entorno e de pontos propícios para o acesso, desenvolvimento e instalação de vetores e pragas, identificação dos fluxos de entrada e saída de veículos, equipamentos, pessoas, animais, materiais, resíduos sólidos e afluentes. A identificação das espécies existentes e potenciais deve ser feita a partir da inspeção do local, através dos vestígios ou espécimes encontrados e de histórico relatado pelo contratante. Tais informações servem como indicativo para identificar o potencial de se tornarem pragas frente às condições ambientais.

A determinação de objetivos deve ser realizada dentro do conceito de nível de dano, seja à saúde, ao ambiente ou econômico, deve-se nesse momento estabelecer objetivos, metas e práticas a serem seguidas na execução. Quanto à execução, compreende as medidas preventivas e curativas desenvolvidas em conformidade com os objetivos previamente estabelecidos na inspeção do local. Compreende as práticas higiênico-sanitárias e adequação de estruturas utilizando barreiras físicas, visando redução e exclusão de pontos falhos, reduzindo/impedindo o acesso de vetores e pragas oriundos de ambientes externos ou existentes no ambiente interno. Esse conjunto de medidas tem como finalidade a proteção do local.

Quando as medidas preventivas forem insuficientes para atingir os objetivos traçados, métodos de controle devem ser empregados. Utilizando os dados obtidos durante a inspeção do local e de suas atividades, estabelecer qual técnica de controle pode ser implementada, podendo essa ser física, biológica, química ou a combinação dessas. As ações executadas devem ter os seus resultados monitorados constantemente, visando determinar seu nível de eficácia, ajustes ou mudanças estratégicas. A frequência do monitoramento é variável conforme os objetivos estabelecidos.

Os dados do monitoramento devem ser compilados de forma a organizar um histórico do local manejado, propiciando condições de análises de sazonalidade e rastreabilidade de ocorrências, facilitando assim os ajustes para objetivos futuros. É parte fundamental do conceito de manejo integrado valorizar a informação contemplando a proteção ao operador, ao contratante e à sustentabilidade ambiental.

A NBR 15584-3 de 04/2008 – Controle de vetores e pragas urbanas – Parte 3: Sistema de gestão da qualidade – Requisitos particulares para aplicação da NBR ISO 9001 para empresas controladoras de pragas visa compatibilizar os requisitos da NBR ISO 9001 com os requisitos específicos aplicáveis às ECP. Esta norma especifica requisitos para um sistema de gestão da qualidade de uma ECP, que podem ser usados para aplicação interna, para certificação ou para fins contratuais e que, uma vez atendidos, demonstram que a ECP possui um sistema de gestão da qualidade adequado ao fornecimento de serviços que atendam aos requisitos dos clientes, bem como aos requisitos regulamentares aplicáveis.

A norma promove a adoção de uma abordagem de processo para o desenvolvimento, implementação e melhoria da eficácia de um sistema de gestão da qualidade para aumentar a satisfação do cliente pelo atendimento aos seus requisitos. Para uma organização funcionar de maneira eficaz, ela tem que identificar e gerenciar diversas atividades interligadas.

Uma atividade que usa recursos e que é gerenciada de forma a possibilitar transformação de entradas em saídas pode ser considerada um processo. Frequentemente a saída de um processo é a entrada para o processo seguinte.

A aplicação de um sistema de processos em uma organização, junto com a identificação, interações desses processos e sua gestão, pode ser considerada como a abordagem de processo. Uma vantagem da abordagem de processo é o controle contínuo que ela permite sobre a ligação entre os processos individuais dentro do sistema de processos, bem como sua combinação e interação.

Quando usado em um sistema de gestão da qualidade, esta abordagem enfatiza a importância de entendimento e atendimento dos requisitos; a necessidade de considerar os processos em termos de valor agregado; a obtenção de resultados de desempenho e eficácia de processo; e melhoria contínua de processos baseada em medições objetivas.

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Define-se os animais sinantrópicos àqueles que se adaptaram a viver junto ao homem. Difere dos animais domésticos, os quais o homem cria e cuida com as finalidades de companhia (cães, gatos, pássaros, etc.), produção de alimentos ou transporte (galinha, boi, cavalo, porcos, etc.).

Os ratos possuem os dentes incisivos com crescimento contínuo, daí a necessidade de roer para gastar a dentição. Dessa forma estragam muito mais alimentos do que realmente necessitam. São animais de hábitos noturnos por ser mais seguro saírem de seus abrigos à noite, à procura de alimento.

Possuem várias habilidades físicas como nadar, subir em locais altos se houver algum anteparo, saltar, equilibrar-se em fios e mergulhar, entre outras. Eles encontram principalmente no lixo doméstico o seu alimento. Escolhem aqueles alimentos que estão em condições de serem ingeridos, pois através do seu olfato e paladar apurados separam os alimentos de sua preferência e ainda não estragados. São considerados omnívoros, isto é, alimentam-se de tudo o que serve de alimento ao homem.

Nas áreas urbanas são encontradas a espécie Rattus norvegicus, conhecido como ratazana ou rato de esgoto, é a maior das três espécies. Abrigam-se em tocas que cavam na terra, em terrenos baldios, nas margens dos córregos, em lixões, sistemas de esgotos, bueiros, etc..

O Rattus rattus, conhecido como rato de telhado, rato de forro ou rato preto, caracteriza-se por possuir grandes orelhas e cauda longa. Como o próprio nome já diz, costuma habitar locais altos como sótãos, forros e armazéns, descendo ao solo em busca do alimento e raramente escavam tocas.

O Mus musculus, popularmente chamado de camundongo, é o de menor tamanho entre as três espécies urbanas. De hábito preferencialmente intradomiciliar, costuma fazer seus ninhos dentro de armários, fogões e despensas. Tem comportamento curioso, sendo de presa fácil nas ratoeiras.

A vida média de um rato é de um a dois anos. A partir do terceiro mês de vida já podem procriar, sendo que o tempo de gestação é de 19 a 22 dias e o número de filhotes por cria é de cinco a 12, na dependência da espécie e da oferta de alimento e abrigo.  Os ratos têm papel importante na transmissão de várias doenças como a leptospirose, a peste bubônica, o tifo murino e a hantavirose, entre outras.

Os pombos são aves de origem europeia, encontradas no mundo todo, com exceção das regiões polares. Alimentam-se preferencialmente de grãos e sementes, mas podem reaproveitar restos de alimentos ou até mesmo lixo.

Além disso, a alimentação ativa (fornecida por pessoas) em locais como praças, parques, residências, etc. acarreta considerável aumento dessa população. Essas aves abrigam-se e constroem seus ninhos em locais altos como prédios, torres de igreja, forros de casas e beirais de janelas. Formam casais para a vida toda e possuem grande capacidade de voo.

Nos centros urbanos podem viver aproximadamente de três a cinco anos, e em condições de vida silvestre 15 anos. A fêmea faz os ninhos com materiais que encontra na redondeza de seus abrigos, e põe de um a dois ovos que são incubados por um período de 17 a 19 dias. Podem ter de quatro a seis por ano.

Algumas doenças como criptococose, histoplasmose e ornitose são transmitidas através da inalação de poeira contendo fezes secas de pombos contaminadas por fungos (histoplasmose e criptococose) ou ricketsia (na ornitose). Elas comprometem o aparelho respiratório e podem também afetar o sistema nervoso central no caso da criptococose.

Em áreas urbanas as espécies de baratas mais comuns: a de esgoto (Periplaneta americana) e a francesinha ou alemãzinha (Blatella germanica). São ativas principalmente à noite quando deixam seus abrigos à procura de alimentos.

Possuem hábitos alimentares bastante variados, preferindo àqueles ricos em amido, açúcar ou gordurosos. Podem alimentar-se também de celulose como papéis, ou ainda excrementos, sangue, insetos mortos, resíduos de lixo ou esgoto.

Tem o hábito de regurgitar um pouco do alimento parcialmente digerido e depositar fezes, frequentemente ao mesmo tempo em que se alimentam. Preferem locais quentes e úmidos. Percebe-se que um local está infestado por baratas através de sinais como fezes, ootecas vazias, esqueletos ou cascas de ninfas quando estas se transformam em adultos, e em altas infestações, observa-se as baratas durante o dia e há odor característico e desagradável.

As baratas colocam os seus ovos em uma cápsula chamada ooteca que pode ser carregada pela fêmea até próximo à eclosão dos ovos (Blatella germanica), ou depositam em local apropriado, normalmente frestas, fendas, gavetas ou atrás de móveis (Periplaneta americana). Cada ovo dará origem à uma ninfa que, através de várias mudas, dará origem ao inseto adulto. As ninfas são menores que as adultas, não possuem asas e são sexualmente imaturas. As baratas domésticas são responsáveis pela transmissão de várias doenças, principalmente gastroenterites, carreando vários agentes patógenos através de seu corpo, patas e fezes, pelos locais por onde passam (são por isso consideradas vetores mecânicos).

Existem muitas espécies de moscas, mas a mais comum é a doméstica (Musca domestica), a espécie mais presente em áreas urbanas. Alimentam-se de fezes, escarros, pus, produtos animais e vegetais em decomposição, açúcar, entre outros. A mosca lança uma substância sobre o alimento para poder ingeri-lo, pois não consegue colocar nada sólido para dentro do organismo, somente matéria na forma líquida ou pastosa.

É ativa durante o dia e repousa à noite. Preferencialmente pousam sob superfícies estreitas e longas (fios elétricos, galhos de árvores, rachaduras de paredes, etc.). Os locais por elas visitados apresentam manchas escuras, produzidas pelo depósito de suas fezes, e manchas claras, provocadas pelo lançamento de saliva sobre o alimento, para que depois possa ser sugado.

O tempo de vida varia de espécie para espécie, em geral de 25 a 30 dias. A fêmea coloca seus ovos (cerca de 100 a 150) em carcaças de animais, fossas abertas, depósitos de lixo, e outros locais ricos em substâncias orgânicas. Após aproximadamente 24 horas, ocorre o nascimento das larvas. Estas geralmente ficam agrupadas, são cilíndricas, esbranquiçadas, movimentam-se muito, não gostam de luz e alimentam-se ativamente.

Após um período de cinco a oito dias, as larvas abandonam a matéria orgânica onde estavam instaladas. A camada externa de pele das larvas se endurece formando uma casca (casulo), dentro da qual começa a haver transformação para mosca adulta, recebendo o nome de pupa. As pupas têm coloração marrom clara, não se movimentam, e, nem se alimentam. As moscas permanecem nesta fase por um período de quatro a cinco dias.

As moscas domésticas são insetos que tem importância como vetores mecânicos, isto é, podem veicular os agentes em suas patas após pousarem em superfícies contaminadas com estes germes e pousarem nos alimentos, disseminando-os amplamente, e dessa forma transmitir várias doenças, tais como distúrbios gastrointestinais.

As pulgas são insetos pequenos (1 a 8,5 mm de comprimento), desprovidos de asas, e vivem como parasitas externos de animais domésticos e silvestres e do próprio homem, alimentando-se de sangue. Algumas espécies apresentam especificidade de espécie-hospedeiro, outras embora apresentando hospedeiros preferenciais, podem sugar outros animais, daí sua importância na transmissão de doenças.

As espécies de maior importância são: a Pulex irritans é a que mais frequentemente ataca o homem, embora também possa se alimentar de outros hospedeiros; a Xenopsylla cheopis é a pulga dos ratos domésticos, e é a principal transmissora da peste bubônica e do tifo murino ao homem, e foi introduzida em todos os países do mundo com o rato preto (Rattus rattus) e ratazana (Rattus norvegicus) em navios mercantes, particularmente na segunda metade do século XIX; Ctenocephalides sp que são parasitas preferenciais do cão e do gato; e a unga penetrans vulgarmente conhecida como bicho-de-pé que geralmente ocorre em solos arenosos. Os principais hospedeiros são: porco, homem, cão e gato.

Em geral as pulgas se movimentam bastante e suas patas posteriores estão adaptadas para saltarem de 17 a 20 cm verticalmente e 35 a 40 cm horizontalmente São insetos muito sensíveis às variações externas de temperatura e umidade.

A pulga passa por quatro estágios de desenvolvimento: ovo, larva, pupa e adultos. Em condições favoráveis de temperatura, umidade e alimentação e dependendo da espécie, o ciclo vital de ovo à adulto pode se completar de três a quatro semanas. O acasalamento geralmente ocorre no animal hospedeiro.

Cada pulga, dependendo da espécie, põe em várias posturas seis ou mais ovos, perfazendo 500 a 600 em toda sua vida, com apenas um acasalamento inicial. Os ovos normalmente são depositados no habitat ou no próprio hospedeiro e por não serem pegajosos caem ao solo, dentro do ninho ou cama dos animais, nos tapetes e outras áreas preferidas pelas animais ou do próprio homem. Os ovos eclodem no período de dois a 12 dias, dependendo da temperatura e umidade. Em temperaturas baixas podem permanecer neste estágio por até um ano.

Existem cerca de 1.500 espécies de escorpiões conhecidas e as mais comuns no Brasil são a Tityus bahiensis (escorpião marrom ou preto) e o Tityus serrulatus (escorpião amarelo). São animais terrestres, de atividade noturna, ocultando-se durante o dia em locais sombreados e úmidos (sob troncos de árvores, pedras, cupinzeiros, tijolos, cascas de árvores velhas, construções, frestas de muros, dormentes de estradas de ferro, lajes de túmulos, entre outros) e não são animais agressivos.

Existem poucas espécies que se adaptaram à vida junto às habitações humanas e, ocasionalmente dirigem-se às casas à procura de abrigo, em velhas construções, principalmente onde há material de construção estocado, podendo ser encontrados dentro de sapatos e gavetas. Todos os escorpiões são carnívoros, capturam e matam animais dos quais se alimentam: baratas, grilos, aranhas de porte médio, etc. Tem como inimigos naturais as corujas, gaviões, sapos, algumas espécies de aranha, lagartos entre outros.

Os escorpiões não põem ovos, os filhotes desenvolvem-se dentro da mãe e o nascimento efetua-se por meio de parto, sendo a gestação longa, entre dois a três meses dependendo da espécie. Uma ninhada pode ter até 20 filhotes os quais ficam nas costas da mãe até a primeira troca de pele.

Os filhotes ficam adultos após cinco a seis mudas de pele, com cerca de um ano de idade. Vivem em média de três a quatro anos. O Tityus serrulatus só apresenta espécies fêmeas, os óvulos transformam-se diretamente em embriões que dão origem a novas fêmeas (processo denominado partenogênese), já o Tityus bahiensis apresenta os dois sexos.

Algumas espécies de escorpiões podem inocular veneno pelo ferrão, sendo considerados animais peçonhentos. A gravidade do envenenamento varia conforme o local da picada e a sensibilidade do acidentado, sendo que a gravidade do acidente deve ser avaliada pelo médico, o qual tomará as decisões sobre o tratamento a ser ministrado. Os acidentes geralmente ocorrem quando se manuseia material de construção ou entulho, em residências, e são mais comuns no período das chuvas, quando o calor aumenta, e estes animais ficam mais ativos.

As aranhas são animais carnívoros, de vida livre, geralmente solitárias e predadoras, alimentando-se principalmente de insetos. São principalmente terrestres existindo aproximadamente 30.000 espécies conhecidas, sendo que apenas 20 a 30 são consideradas como tendo veneno tóxico para o homem.

Têm como inimigos naturais os pássaros, lagartixas, sapos, rãs, outras aranhas, etc. As aranhas de maior importância médica são a Loxosceles (aranha marrom), e a Phoneutria (armadeira). As marrons não são agressivas, vivem sob cascas de árvores, folhas secas de palmeiras e residências, onde abrigam-se em pilhas de tijolos, telhas e entulhos em geral, adaptando-se facilmente ao ambiente domiciliar alojando-se atrás de móveis, quadros, rodapés soltos, cantos de parede e outros locais que não são limpos com frequência.

As armadeiras são aranhas agressivas, tendo esse nome porque armam bote quando se sentem ameaçadas, vivem em bananeiras, terrenos baldios, em zonas rurais e próxima às residências. As de grama vivem em jardins, gramados, pastos e campos, e fogem quando molestadas.

As caranguejeiras vivem sob troncos caídos e pedras, em cupinzeiros, junto a raízes de grandes árvores e nos pastos, vivendo em geral, em locais afastados do homem. Raramente causam acidentes por causa da posição dos seus ferrões, embora assustem devido à sua aparência e tamanho. Utilizam como mecanismo de defesa mais comum, o bombardeamento, que consiste em atritar vigorosamente as patas traseiras no abdômen, espalhando uma nuvem de pelos com ação irritante em direção ao inimigo.

A aranha marrom, a armadeira e a caranguejeira têm hábitos noturnos; já as aranhas de grama são ativas durante o dia e a noite. As aranhas peçonhentas para o homem, em geral, não vivem em teias e, quando as fazem, são irregulares e não tem forma geométrica.

Há acasalamento entre macho e fêmea e a aranha põe ovos, muitas vezes em grandes quantidades, mais de 1.000 em uma única postura, que ficam protegidos numa bolsa de fios de seda chamada ovisaco. Em geral, as aranhas cuidam da ovisaco e algumas, como a Lycosa sp, carregam os filhotes recém-eclodidos nas costas até a primeira muda de pele, sendo o crescimento feito através de sucessivas trocas de pele.

As aranhas são animais peçonhentos, injetando veneno por meio de um par de glândulas que se encontra em suas peças bucais. A gravidade do envenenamento, varia de acordo com o local da picada, a sensibilidade individual, entre outros, sendo indicado procurar assistência médica em caso de acidente.

Os acidentes com a aranha marrom geralmente ocorrem no verão em ambiente domiciliar, quando a aranha escondida em uma vestimenta ou toalha é inadvertidamente prensada contra a pele da vítima ou enquanto esta dorme. Já os acidentes com aranhas armadeiras ocorrem em geral quando se manipula frutas, ou no ato de calçar os sapatos, local onde estas aranhas costumam se abrigar. As aranhas de grama picam ao serem pisadas ou quando impossibilitadas de fugir.

As formigas são insetos sociais, isto é, vivem em colônias ou ninhos, onde cada uma trabalha para todos os membros da colônia e não somente para si mesma. Uma colônia de formigas ilustra um modo perfeito de sociedade comunitária, difícil do homem copiar e que talvez nunca consiga ser igualado.

Os formigueiros, de uma maneira geral, consistem de um sistema de passagens ou cavidades que se comunicam umas com as outras e com o exterior. Algumas espécies constroem seus ninhos no solo e plantas, outras no interior de edificações (sob azulejos, batentes de portas, pisos, vãos e frestas, etc.), ou ainda ocupam cavidades na madeira ou troncos de árvores.

As colônias variam em tamanho e podem ser formadas desde algumas dezenas até por muitos milhares de indivíduos. No Brasil existem cerca de 2.000 espécies descritas, sendo que destas apenas 20 a 30 são consideradas pragas urbanas, devido ao fato de invadirem alimentos armazenados, plantas e outros materiais domésticos

A maioria das formigas se alimenta de sucos vegetais, seiva das plantas, néctar de flores, substâncias açucaradas, líquidos adocicados que são excretados por certos insetos, algumas são carnívoras e se alimentam de animais mortos ou vivos e outras de fungos cultivados a partir de folhas de vegetais.

Cada colônia é constituída por três formas distintas: rainhas, machos e operárias. As rainhas são maiores que os demais indivíduos da colônia e são aladas, e em algumas espécies, podem viver vários anos. Os machos também são alados e consideravelmente menores do que as rainhas. Têm vida curta e morrem após o acasalamento. As operárias são fêmeas estéreis, não possuem asas e constituem a grande maioria de indivíduos da colônia.

Machos e rainhas são produzidos na colônia em grande número, geralmente na primavera, quando saem dos ninhos e realizam o voo nupcial. Logo após o acasalamento, o macho morre e a rainha inicia uma nova colônia ou retorna a uma já estabelecida. Ela elimina suas asas após o voo, encontra um local para construir o ninho e colocar os ovos. Esta primeira cria é alimentada pela rainha e é formada exclusivamente por operárias, que são sempre estéreis.

Depois que as operárias surgem, passam a realizar todo o trabalho da colônia: construção e defesa do ninho, cuidado com a prole, coleta de alimento, entre outros. A partir daí, a função da rainha passa a ser unicamente a postura de ovos. Algumas formigas podem se defender através de um aparelho inoculador de veneno, podendo provocar reações alérgicas cuja a gravidade depende da sensibilidade do indivíduo, local e número de ferroadas.

Quanto aos mosquitos, duas espécies interessam: o Aedes e o Culex e o que diferencia um do outro é que o Aedes costuma picar durante o dia e o Culex durante a noite. Somente as fêmeas dos mosquitos sugam sangue e isso ocorre para que elas possam amadurecer seus ovos.

A presença de água é fundamental para a existência de mosquitos porque é o meio pelo qual ele se utiliza para completar o seu ciclo evolutivo. Outro fator decisivo é a temperatura: 25ºC é o ideal para o desenvolvimento mais rápido, gerando maior número de descendentes.

As fêmeas do gênero Culex colocam seus ovos preferencialmente em águas poluídas. Os ovos são colocados diretamente na água, num conjunto de 100 a 300 ovos. Os adultos vivem cerca de 30 a 60 dias. As fêmeas do Aedes aegypti colocam seus ovos em água limpa e sombreada, nas paredes dos recipientes, próximo à linha d’agua.

Os ovos podem resistir de oito meses a um ano, em um período sem chuvas, onde as condições não são favoráveis para o seu desenvolvimento. Isto faz com que possam ser transportados a grandes distancias. Os adultos vivem cerca de 45 dias.

Ambos os gêneros estão perfeitamente adaptados as condições urbanas, como, no caso do Culex, em córregos poluídos, lagos, valetas de esgoto, e o Aedes, em recipientes artificiais como tanque, caixas d’água, latas, pneus, pratos de vasos para plantas e todo material inservível que acumule água.

Os mosquitos, no seu desenvolvimento, apresentam duas fases distintas: aquática (depende da água): ovo, larva e pupa; e aérea: adultos (alados). A duração da fase aquática é regulada pela temperatura e disponibilidade de alimento. Varia de sete a 13 dias ou mais. As larvas são visíveis na água pelo seu movimento sinuoso, e por subir até a superfície para respirar e descer para se alimentar.

Pelo fato de as fêmeas se nutrirem de sangue, têm importância como vetores de doenças. O Culex incomoda, irrita e faz com que noites mal dormidas interfiram na vida das pessoas. O Aedes, entretanto, apresenta importante papel como vetor da dengue e da febre amarela.

Os morcegos são os únicos mamíferos que possuem capacidade de voar devido à transformação de seus braços em asas. Existem atualmente quase 1.000 espécies de morcegos, cerca de um quarto da fauna de mamíferos do mundo.

Geralmente, saem de seus abrigos ao entardecer ou no início da noite e se comunicam e voam orientados por sons de alta frequência. Eles emitem ultrassons que ao encontrarem um obstáculo, retornam em forma de ecos que são captados pelos seus ouvidos possibilitando sua orientação, como um radar, além de utilizarem também a visão e o olfato.

A alimentação dos morcegos varia conforme a espécie. Existem os que se alimentam de frutos (frugívoros), outros de néctar das flores (nectarívoros), insetos (insetívoros), sangue (hematófagos). Em geral, ficam abrigados durante o dia em locais como: cavernas, ocos de árvore, edificações (juntas de dilatação de prédios, porões, sótãos, cumeeiras sem vedação), folhagens, superfície de troncos, etc..

Muitas vezes, os morcegos insetívoros utilizam edificações como abrigo diurno e saindo ao entardecer para se alimentar. Alojam-se preferencialmente em cumeeiras, nos espaços estreitos entre o telhado e madeiramento, entre telhado e as paredes, nas juntas de dilatação dos prédios, nas caixas de persianas, em chaminés, nos dutos de ventilação, entre outros.

Os morcegos nectarívoros abrigam-se em espaços mais amplos como sótãos, porões, e outros compartimentos pouco frequentados. Os frugívoros abrigam-se geralmente sob as folhagens das árvores.

Como todo mamífero, os filhotes dos morcegos são gerados dentro do útero de suas mães. Têm uma gestação de dois a sete meses, dependendo da espécie, e, geralmente, um filhote por gestação. Logo após nascer, algumas mães costumam carregar seus filhotes em voos de atividade noturna. Nos primeiros meses, os filhotes são alimentados com leite materno e, gradativamente começam a ingerir o mesmo alimento dos adultos.

Os morcegos insetívoros, habitualmente, possuem um pico de reprodução que ocorre no período mais quente do ano (primavera e verão), quando os insetos são mais abundantes, já no caso dos frugívoros, a reprodução está associada à frutificação das plantas que lhe servem de alimento, ocorrendo em diferentes épocas do ano. Todos têm uma expectativa de vida alta, variando de dez a 30 anos (algumas espécies insetívoras).

Independente do seu hábito alimentar, podem morder se forem indevidamente manipulados ou perturbados. Se estiverem contaminados, podem transmitir a raiva que é uma doença sempre fatal, na ausência de tratamento apropriado. Portanto, deve-se evitar o contato direto com estes animais.

Em resumo, o controle das pragas urbanas deve se caracterizar por dois importantes aspectos: trata-se de uma questão de saúde pública, uma vez que as pragas são vetores de inúmeras doenças; e tem seu valor econômico, porque é por meio desse serviço que setores fundamentais podem garantir a qualidade e a sanidade de seus produtos e serviços.

Dependem diretamente desta atividade alguns mercados como a indústria e o comércio de alimentos, de medicamentos, os serviços de hospedagem e logística e até a construção civil. Além dos danos à saúde, sempre incalculáveis, a falta de um controle das pragas urbanas adequado pode acarretar sérios prejuízos financeiros, seja pela deterioração do patrimônio de pessoas e empresas, seja pela perda de produção em determinados mercados, ou mesmo pelos custos médicos decorrentes do tratamento das inúmeras enfermidades causadas por essas pragas e vetores.



Categorias:Normalização, Qualidade

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2 respostas

  1. Sou Responsável Técnico de uma empresa controladora de pragas e adorei a reportagem, embora tenha algumas considerações técnicas não pertinentes. Parabenizo pela iniciativa em abordar tão importante tema no setor de segurança do trabalho.
    Cezar Tameirão
    Dedetizar Controle Ambiental
    http://www.dedetizar.blog.br

  2. Ótimo artigo. Linguagem clara e objetiva. Muitos méritos pra vcs.

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