Publicado em 04 jun 2019

Impactos de asteroides: a Terra corre riscos?

Redação

A NASA, em conjunto com a Agência Federal de Gestão de Emergência (FEMA), divulgou no ano passado documento no qual são estabelecidas as medidas a serem tomadas ao longo da próxima década para prevenir potenciais impactos de asteroides e também para preparar os Estados Unidos caso isso venha a acontecer. O plano segue duas linhas principais: o aumento das ações de monitoramento de NEOs (sigla em inglês de Objeto Próximo à Terra), incluindo os de dimensões menores do que 140 metros, e o estabelecimento de protocolos para evacuações em massa de populações ameaçadas.

Alvaro Penteado Crósta

Manchetes do tipo “Asteroide pode colidir com a Terra”, ou então “Asteroide passará raspando pela Terra” aparecem com alguma frequência na imprensa. Mas, afinal, quais as probabilidades, riscos e consequências de um corpo cósmico (asteroides ou cometas) vir um dia a se chocar contra o nosso planeta?



Para considerarmos as probabilidades, é necessário levar em conta o tamanho desses corpos em função do intervalo de tempo para que uma colisão aconteça. Nesse caso, a regra geral é: quanto maior o corpo, menos frequente será um choque desse tipo. Assim, pequenos meteoritos, que na maior parte das vezes passam despercebidos, caem em alguns locais da Terra com frequência diária, enquanto asteroides maiores tendem a se chocar contra nosso planeta em intervalos bem maiores, que podem variar de muitos milhares até milhões de anos. Estes últimos são os responsáveis potenciais por provocar grandes catástrofes, que podem resultar em extinção da vida e deixar marcas permanentes na superfície, geralmente na forma de crateras de impacto.

Ao analisarmos o registro passado desses fenôm...

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