Os ensaios em embalagens flexíveis

As embalagens flexíveis são feitas com um filme plástico impresso por um processo chamado flexografia, onde um clichê (borracha) recebe a tinta e transfere a arte da sua embalagem para o filme flexível. Podem ser fornecidas em bobinas para máquinas empacotadoras automáticas e em folhas ou sacos para o empacotamento e solda manual. Pode-se dizer que as embalagens do tipo filme flexível é um invólucro que se acomoda facilmente ao formato do produto que nela contém e atende aos requisitos de acondicionamento do conteúdo. Quando usadas para alimentos, necessitam cumprir a norma técnica em relação aos seus requisitos e os métodos de ensaio das embalagens flexíveis para alimentos.

embalagem2Da Redação –

As embalagens flexíveis combinam o plástico, filme, papel e papel de alumínio com  ideia de fornecer uma variável gama de propriedades de proteção enquanto empregam um mínimo de material. Normalmente, assumem a forma de uma bolsa, forro ou invólucro, sendo definida como qualquer embalagem ou parte de uma embalagem cuja forma possa ser facilmente alterada.

Podem ser usadas para produtos institucionais e de consumo e em aplicações industriais, para proteger, comercializar e distribuir vários tipos de produtos. Segundo os especialistas, agregam valor e comercialização aos produtos alimentícios e não alimentícios, desde garantir a segurança dos alimentos e estender a vida útil até fornecer aquecimento uniforme, proteção de barreira, facilidade de uso, vedação e excelente capacidade de impressão.

Os atributos do ciclo de vida da embalagem flexível demonstram muitas vantagens sustentáveis. A embalagem flexível começa com menos desperdício, reduzindo muito as devoluções em aterros. A inovação e a tecnologia permitiram que os fabricantes de embalagens flexíveis utilizassem menos recursos naturais na criação de suas embalagens e as melhorias nos processos de produção reduziram o consumo de água e energia, as emissões de gases de efeito estufa e os compostos orgânicos voláteis.

A embalagem flexível está na vanguarda de importantes tendências de embalagem em proteção da produção, projeto e desempenho, conveniência do consumidor e sustentabilidade, que impactam positivamente o meio ambiente, os consumidores e as empresas. A embalagem flexível torna milhares de produtos mais convenientes, agradáveis e seguros para os consumidores. Tudo graças ao compromisso com a inovação, a tecnologia e a sustentabilidade, que é a marca registrada das embalagens flexíveis.

A espessura das embalagens flexíveis são feitas sob medida de acordo com a demanda do produto a ser embalado. O filme é extrusado nas espessuras desejadas, o que impede o desperdício de matéria-prima. Outro ponto que chama a atenção é para o acondicionamento otimizado do produto. Ou seja, a embalagem é criada com o intuito de acondicionar a quantidade exata de mercadoria, evitando o desperdício de materiais.

Além disso, se comparada com outras embalagens, as flexíveis exigem menos esforços e passam por etapas mais diretas na produção. Assim, se reduzem gastos da indústria na compra de equipamentos, contratação de mão de obra, despesas com energia, etc. A economia no desenvolvimento desses recipientes é sentida nas diferentes indústrias que optam por sua utilização. Consequentemente, o consumidor final tem acesso a preços menores nas gôndolas do supermercado, por exemplo.

As embalagens flexíveis podem ter barreiras protetoras tão impermeáveis quanto o vidro. Isto mantém os produtos mais seguros e mais frescos. E o que é melhor é que a barreira protetora das embalagens flexíveis pode ser personalizada conforme a demanda do produto.

Se ele precisa de barreira protetora contra luz, umidade e oxigênio, a embalagem flexível é adequada. Ao contrário, se precisa apenas de uma modesta barreira protetora, a embalagem flexível pode ser projetada de acordo com a necessidade. Não há necessidade de projetar uma embalagem muito protetora se o produto não requer proteção tão concentrada.

A NBR 11724 (EB623) de 04/2016 – Embalagem flexível – Requisitos e métodos de ensaio estabelece os requisitos e os métodos de ensaio das embalagens flexíveis para alimentos. Esta norma se aplica a todas as embalagens flexíveis, destinadas ao envasamento de produtos alimentícios, sejam eles líquidos, sólidos ou pastosos.

A embalagem flexível é aquela obtida de materiais flexíveis como: folhas de alumínio, filmes plásticos, papéis, celofane e outras folhas que combinadas ou não venham a formar o envoltório. As funções das embalagens flexíveis são: conter o produto; proteger o produto; identificar o produto; promover a atração do produto por visualização ou por impressão ou por ambos; e informar sobre o produto.

As características das embalagens flexíveis são: facilidade de envasamento; maior rendimento por unidade de produto envasado; facilidade de comercialização do produto; manter a qualidade do produto envasado. A embalagem flexível é comercializada em várias formas de apresentação, como por exemplo, folhas, rótulos, bobinas e sacos.

Quando não for especificado diversamente e não tiver marca de fotocélula, as emendas devem ser feitas de topo e não por sobreposição, com fita adesiva transparente de 25 mm de largura. O uso de fita adesiva de cor contrastante com a impressão é objeto de estudo e acordo entre o produtor e o consumidor.

O número de emendas deve ser objeto de acordo entre o produtor e o consumidor. O embandeiramento das emendas é sujeito à prévia concordância entre o produtor e o consumidor, pois ele é a colocação de uma marca visível para sinalar a localização da emenda. Para acondicionamento, o material deve ser entregue em boas condições com um tipo de embalagem que dê garantia de proteção durante o transporte e a estocagem.

Para o ensaio de gramatura da embalagem, é definida como a massa por uma determinada área, sendo a unidade usual gramas/metro quadrado. A aparelhagem necessária ao ensaio é a seguinte: um gabarito de 100 cm² e faca ou outro dispositivo para corte preciso de áreas determinadas, como estampas, etc.; balança analítica.

Para o procedimento, cortar quatro amostras de 100 cm², a partir de aproximadamente 2,5 cm das bordas da folha. As dimensões devem ter exatidão de 0,5 mm. Pesar cada amostra com aproximação de 1,0 mg e tirar a média. A gramatura, em gramas por metro quadrado, é dada por: massa média da amostra em gramas (g) × 100. Registrar as gramaturas, em gramas por metro quadrado, até o número inteiro.

Para o ensaio de resistência das soldagens de fechamento – método do dinamômetro, a aparelhagem necessária ao ensaio é a seguinte: gabarito de 2,54 cm de largura e lâmina de corte, bisturi ou faca; dinamômetro de tração; selador a calor − Heat Sealer: 150 °C nas mandíbulas superior a inferior; 30 s de contato: pressão de 274 kPa (2,8 kg/cm²). As condições variam de acordo com o tipo de material a ser soldado.

Para o procedimento, dobrar a amostra, de modo que as superfícies a serem soldadas estejam juntas e soldar através da largura total da bobina, nas condições apropriadas para a soldagem. Cortar seis tiras de 2,54 cm de largura da porção soldada, em intervalos equidistantes, através da amostra.

Evitar as bordas não revestidas da folha. As tiras devem ter aproximadamente 10 cm de comprimento. Ajustar em zero (0) o dinamômetro. Prender uma das extremidades da tira na garra do dinamômetro e puxar a outra, de maneira uniforme, verticalmente para baixo, até partir a soldagem. Importante: usar somente a força mínima necessária para partir a soldagem. Anotar a leitura da escala, em gramas. Ajustar o dinamômetro e repetir o procedimento para as cinco tiras restantes. Registrar a média e o intervalo de variação da resistência da soldagem de fechamento em gramas/2,54 cm.

Como determinar os pontos de blocagem e aderência entre superfícies impressas e cobertas com vernizes ou não? O ponto de blocagem é aquele no qual, por motivos diversos de produção, pode, por variação de condições de temperatura ambiente, determinar que não haja um livre desprendimento entre duas superfícies de um mesmo material, devido à colagem ou aderência entre elas, das tintas ou vernizes.

A aparelhagem necessária ao ensaio é a seguinte: estufa de convecção graduada a 48,0 °C; placas de metal ou vidro, com 100 mm de lado com ± 3 mm de espessura; bloco padrão de aço ou ferro de base redonda ou quadrada com 5,0 kg. Para o procedimento, selecionar uma amostra representativa com maior área impressa. Cortar a amostra no sentido da largura do material com 5 cm ou 10 cm de largura. ou 10 cm de lado.

Colocar a amostra dobrada entre as duas placas de vidro ou metal, tendo o cuidado de proteger a amostra da parede das placas, com um papel sem impressão ou verniz. Levar à estufa a 48,0 °C e sobre as placas e o bloco, tendo o cuidado de selecionar os blocos e amostras da seguinte maneira: quando a especificação exigir 20 kPa (210 g/cm²) de pressão, cortar a amostra com 5 cm de largura e dobrar a amostra em quadrado de 5 cm de lado, e colocar o bloco de base redonda ou dois blocos sobrepostos de base quadrada; quando a especificação exigir 10 kPa (105 g/cm²) de pressão, cortar a amostra com 10 cm de largura e dobrar formando o quadrado de 10 cm de lado. Usar o bloco de base redonda ou dois blocos de base quadrada, sobrepostos; manter na estufa por 30 min. Após este tempo, retirar a amostra e verificar se não houve aderência ou bloqueamento de tintas ou vernizes, frente-frente ou frente-verso.



Categorias:Metrologia, Normalização

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