Publicado em 30 jun 2020

A atenuação passiva de ruído em protetores auditivos

Redação

Um protetor auditivo é um dispositivo de uso pessoal, também conhecido como equipamento de proteção auditiva, utilizado para reduzir os efeitos danosos e/ou incômodos do ruído. Ele também pode assumir a forma de headsets ou protetores auditivos de inserção de comunicação, capacetes com protetores auditivos, trajes pressurizados e outros sistemas com recursos de atenuação de ruído. Há diversos tipos de protetores auditivos e eles são equipamentos de proteção individual (EPI) fundamentais para saúde e segurança do trabalhador. O maior objetivo deles é proteger os empregados de danos à audição devido às atividades desenvolvidas pela empresa ou em função de algum acidente de trabalho. Deve-se saber que exposições ao ruído em excesso podem provocar alterações temporárias (zumbido nos ouvidos), sendo que esses efeitos de curto prazo geralmente tendem a desaparecer após alguns minutos ou após o afastamento da fonte ruidosa. No entanto, repetidas exposições a ruídos mais intensos podem conduzir a uma perda auditiva permanente. Assim, todas as medidas de saúde e segurança do trabalhador são válidas para a prevenção não somente da perda auditiva induzida por ruído (PAIR), como também dos diversos efeitos provocados pelo ruído. Entre os prejuízos observados estão o zumbido, as alterações do sono, os transtornos da comunicação, neurológicos, vestibulares, digestivos, comportamentais, cardiovasculares e hormonais. Como a perda da audição é gradativa, o trabalhador só percebe, quando o processo já está em nível avançado. As pessoas que sofrem essa perda começam a ter dificuldades para perceber os sons agudos, tais como toques de telefones, apitos, campainhas e, posteriormente, começam a ter dificuldades de escutar as outras pessoas. Existem dois métodos para medir, analisar e relatar a capacidade de atenuação passiva de ruído de protetores auditivos, com colocação pelo ouvinte treinado (Método A) e com colocação pelo ouvinte inexperiente (Método B). Os métodos consistem em ensaios psicofísicos realizados em grupos de seres humanos para determinar a atenuação de ruído na orelha real no limiar de audição. Os Métodos A e B são correspondentes em todos os aspectos eletroacústicos e psicofísicos, diferindo na escolha do ouvinte, treinamento, procedimento de colocação do protetor auditivo e envolvimento do experimentador. A seleção do método de ensaio, ouvinte treinado ou colocação pelo ouvinte inexperiente, baseia-se na aplicação pretendida.

Da Redação – 

Para evitar a incidência de sintomas auditivos e extra-auditivos em trabalhadores se torna indispensável o reconhecimento e a avaliação de riscos ambientais para a audição, a adoção das medidas de proteção coletivas, de engenharia e administrativas, assim como a proteção individual acompanhada de ações de educação e motivação para o autocuidado e a preservação da saúde, além do monitoramento e gerenciamento audiométrico, bem como a avaliação periódica do programa desenvolvido . Sabe-se que o sucesso de um programa de prevenção de perda auditiva (PPPA) ou programa de conservação auditiva (PCA) depende da sua abrangência, da competência técnica dos propositores e executores e, também, do trabalhador que precisa estar consciente dos riscos que corre ao não utilizar o EPI auricular e dos benefícios por ele proporcionados em virtude de sua inclusão na rotina laboral.

Embora as normas regulamentadoras brasileiras determinem o fornecimento gratuito de protetores auriculares por parte dos empregadores, bem como a exigência do seu uso, guarda e conservação, de orientação e de treinamento do trabalhador sobre a utilização correta, é grande o número de trabalhadores que não sabem como cuidar, manusear, acondicionar e nem ao menos posicioná-lo corretamente. É fundamental que os profissionais da saúde, especialmente os fonoaudiólogos, reconheçam os trabalhadores expostos a ruído como aqueles que necessitam de um conhecimento fidedigno ...

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