Publicado em 02 Feb 2021

As orientações para a automação dos sistemas de potência

Redação

A finalidade do sistema de transmissão de energia, incluindo as subestações, é realizar o transporte de energia dos centros geradores até os consumidores. Quando se fala em transmissão de energia no Brasil, normalmente se refere às subestações cuja tensão de operação é de 230 kV ou superior. Outra característica diferencial destas subestações é o fato de elas fazerem parte do Sistema Interligado Nacional (SIN), tornando o sistema de automação destas instalações essencial para o bom desempenho do sistema elétrico de potência. Em relação à automação, deve-se levar em consideração diversos aspectos, como comunicação, equipamentos, medição de grandezas, interfaces homem-máquina, etc. Para a automação de uma subestação de transmissão, devem-se analisar dois aspectos: automação interna à subestação e supervisão remota. Estes aspectos em conjunto devem proporcionar segurança, disponibilidade, confiabilidade e velocidade para os sistemas de proteção e controle. Podem ser utilizados equipamentos de proteção e controle totalmente independentes, isto é, dispositivos de proteção (relés de proteção) separados dos dispositivos de controle ou podem ainda ser empregados dispositivos de proteção e controle integrados em um mesmo equipamento. Os equipamentos de proteção já englobam as funções de controle, sendo que alguns possuem separação interna em sua programação, entre as funções de proteção e controle, com senhas de acesso independentes. Conheça as orientações destinadas a leitores familiarizados com as redes de comunicação e/ou com os sistemas com base na série IEC 61850 e particularmente aos fornecedores e usuários de equipamentos de proteção e controle para subestações, fornecedores e usuários de equipamentos para redes e para integradores de sistemas.

Da Redação – 

Geralmente, a engenharia de rede de comunicação de dados IEC 61850 em sistemas elétricos industriais apresenta alguns requisitos particulares e específicos das aplicações, incluindo tráfego em protocolo não IEC 61850 para interface com o sistema de supervisão e controle de processo. Alguns critérios de projeto podem ser diferentes no caso apresentado abaixo e, em alguns casos, das recomendações gerais de engenharia de rede apresentadas neste relatório técnico, servindo, no entanto, como exemplos de sistemas de automação em rede Ethernet e com protocolos com base na Série IEC 61850. (ver figura abaixo)

Como exemplo, pode-se considerar o projeto de automação dos sistemas elétricos industriais de uma refinaria de petróleo e de um polo petroquímico que foram detalhados para serem instalados no Brasil. Em ambos os empreendimentos, a automação do sistema elétrico foi concebida, desde a época do projeto básico, com base na utilização dos padrões de comunicação da Série IEC 61850, de forma a se obter os benefícios de utilização de padrões abertos, interoperabilidade, menor custo de investimento (projeto, montagem e comissionamento), maior confiabilidade e maior disponibilidade das funções de medição, monitoração, controle e proteção desempenhadas pelos Sistemas de Supervisão e Controle (SSC) dos respectivos sistemas elétrico...

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