Transformar o networking em crescimento é desafio para as empreendedoras
Redação
Mesmo com maior participação nos negócios, brasileiras esbarram em limitações de financiamento e veem nas conexões um caminho para crescer. Segundo o Sebrae, as mulheres já somam mais de 10 milhões de empreendedoras no Brasil, mas ainda enfrentam barreiras de acesso a crédito e investidores. O networking estruturado é decisivo para abrir portas, gerar parcerias e equilibrar desigualdades no mercado. Há algumas estratégias práticas — de grupos setoriais à presença digital — que ajudam a transformar as conexões em crescimento real.

Carla Martins –
Dados do Sebrae mostram que as mulheres já representam cerca de um terço dos empreendedores ativos no Brasil, o que corresponde a mais de 10 milhões de líderes de negócios. Após queda durante a pandemia, a participação feminina voltou a crescer em 2023, retomando patamares próximos aos anteriores à crise.
Apesar do avanço, a Agência Sebrae ressalta que, embora representem mais de 50% da população em idade ativa, as mulheres ainda somam apenas 34,1% dos empresários e enfrentam barreiras de acesso a crédito e investidores. O fortalecimento do networking deixou de ser acessório e passou a ocupar papel central na expansão das empresas lideradas por mulheres.
A conexão gera credibilidade. Cada encontro, evento ou grupo de relacionamento pode abrir portas para clientes, parcerias e até investimentos.
O desafio está em fazer disso uma prática estruturada, não apenas circunstância. As conexões são decisivas para reduzir desigualdades no ambiente corporativo.
O networking é a ponte entre onde a empreendedora está e onde pode chegar. Quando estruturado, encurta caminhos, multiplica oportunidades ...