A ocorrência da fratura no corpo humano
Redação
A fratura é uma ruptura total ou parcial de um osso do corpo. A maioria dessas quebras ou fissuras resulta da aplicação de força substancial sobre o osso normal. Elas ocorrem devido a impactos ou sobrecarga, como em caso de pancadas ou quedas, causando sintomas como inchaço intenso, dor e, nos casos mais graves, ferimentos visíveis na pele provocados pelas partes rachadas dos ossos.

A fatura é uma ruptura ou quebra em um osso, podendo ocorrer em diferentes locais e com características variadas. Pode-se apresentar algumas informações técnicas detalhadas sobre fraturas, com foco especial em fraturas do colo do fêmur em idosos, diagnóstico, tratamento e aspectos relacionados.
A maioria das fraturas de quadril pode ser diagnosticada por radiografias simples do quadril em três incidências: anteroposterior (AP) da bacia, perfil do quadril e AP do quadril com 10º de rotação interna para melhor visualização do colo do fêmur. A sensibilidade da radiografia do quadril varia de 90% a 98%.
Fraturas ocultas do colo do fêmur ocorrem em 3% a 9% dos casos e podem não ser evidentes nas radiografias iniciais. A ressonância magnética é o método diagnóstico indicado para fraturas ocultas não detectadas por radiografia.
As fraturas não desviadas indicam tratamento cirúrgico com osteossíntese, utilizando implantes extramedulares (parafusos ou sistema de placa e parafuso deslizante com ângulo fixo). As desviadas apresentam melhores resultados funcionais e menores taxas de reoperação quando tratadas por artroplastia (substituição cirúrgica do quadril), em comparação com redução aberta e fixação interna.
O tratamento cirúrgico (osteossíntese ou artroplastia parcial/total) é mais eficaz que o tratamento não operatório para controle da dor, aumento da mobilidade, redução da mortalidade e melhora da qualidade de vida. A cirurgia deve ser realizada o mais precocemente possível, preferencialmente dentro de 48 horas após a fratura, desde que o paciente esteja clinicamente apto.
Analgesia inicial com analgésicos simples (paracetamol ou dipirona) é recomendada, podendo ser complementada com bloqueio de nervo regional para melhor controle da dor. Anestesia regional é preferida em relação à anestesia geral, por menor incidência de complicações pulmonares e mortalidade intra-hospitalar.
Tração pré-operatória não é indicada, pois os riscos superam os benefícios. Deve-se fazer uma avaliação da densidade mineral óssea e reposição de cálcio e vitamina D são recomendadas para melhorar a densidade óssea e reduzir o risco de novas fraturas.
O uso de bisfosfonados pode ser indicado para pacientes idosos submetidos a tratamento cirúrgico, visando redução de fraturas e melhora da densidade mineral óssea. O acompanhamento pós-cirúrgico é importante para detecção de alterações como necrose avascular pós-traumática e desgaste da prótese.
As fraturas atípicas do fêmur associadas ao uso prolongado de bisfosfonados (>5 anos) são oblíquas, transversais ou curtas, podendo ocorrer com mínimo ou nenhum trauma. Podem ser bilaterais e apresentar cicatrização deficiente.
Pacientes devem ser orientados a relatar dor na coxa, quadril ou virilha, e avaliados para fratura incompleta. A descontinuação do tratamento com bisfosfonados deve ser avaliada individualmente.
As fraturas e outras lesões musculoesqueléticas) variam consideravelmente quanto à gravidade e ao tratamento necessário. Por exemplo, as fraturas podem variar de uma pequena fissura em um osso do pé, que passa facilmente despercebida, até uma fratura pélvica grave, que coloca a vida em risco.
As fraturas podem romper a pele (chamado fraturas expostas) ou não (chamado fraturas fechadas). Uma lesão que fratura um osso também pode danificar seriamente outros tecidos, incluindo a pele, os nervos, os vasos sanguíneos, os músculos e os órgãos.
Essas lesões podem complicar o tratamento da fratura e/ou causar problemas temporários ou permanentes. Mais frequentemente, os membros sofrem fraturas, mas estas podem ocorrer em ossos de qualquer parte do corpo.
Quando a maioria dos tecidos, como os da pele, músculos e órgãos internos, sofre uma lesão significativa, sua restauração ocorre pela produção de tecido cicatricial para substituir o tecido lesionado. O tecido cicatricial muitas vezes parece diferente do tecido normal ou interfere na função de alguma forma.
Em contraste, o osso se recupera produzindo tecido ósseo verdadeiro. Quando um osso se recupera por si só após uma fratura, muitas vezes a fratura acaba ficando praticamente indetectável.
Até mesmo ossos que foram estilhaçados podem, muitas vezes, quando tratados adequadamente, ser reparados e funcionar normalmente. A rapidez com que o osso se recupera depende da idade da pessoa e de outros distúrbios presentes.
Por exemplo, crianças saram muito mais rapidamente do que os adultos. Distúrbios que interferem com o fluxo de sangue podem retardar a cicatrização. As fraturas curam-se em três estágios, que se sobrepõem: inflamação, reparação e remodelação.