Publicado em 12 mai 2026

As causas clínicas da lombalgia

Redação

A lombalgia é a dor na lombar, região mais baixa da coluna, que fica perto da bacia. A dor pode passar também para as nádegas e no posterior das coxas, mas geralmente não ultrapassa os joelhos.

A lombalgia é definida como dor na região póstero-inferior do tronco, entre o último arco costal e a prega glútea. Pode ser classificada em inflamatória que piora com o repouso, é mais intensa no início da manhã, melhora com a movimentação e pode causar dor noturna.

A não inflamatória inclui causas degenerativas, traumáticas, musculares e compressivas (como hérnia de disco ou osteófito comprimindo raiz nervosa). Melhora com o repouso e piora com a movimentação.

Pode apresentar sintomas neurológicos secundários à compressão radicular, com dor em queimação associada a esse comprometimento. O diagnóstico baseia-se essencialmente na anamnese e exame físico, sendo raros os casos que necessitam de exames de imagem, que apresentam baixa correlação com a verdadeira causa da dor.

O tratamento farmacológico pode ser feito com a associação de diclofenaco, paracetamol, carisoprodol e cafeína. A ciclobenzaprina é um relaxante muscular eficaz no tratamento da lombalgia aguda, com melhora significativa da dor e espasmos musculares.

Os efeitos colaterais comuns incluem sonolência (até 50% dos pacientes), boca seca, tontura e náuseas. Pode reduzir a duração do desconforto e acelerar a recuperação.

A dor lombar crônica (>3 meses) ocorre em menos de 10% dos casos, mas representa um problema de saúde significativo. Tratamentos não farmacológicos incluem fisioterapia, massagem, acupuntura, quiropraxia, educação e intervenções psicológicas.

Em casos refratários, opções cirúrgicas ou técnicas minimamente invasivas podem ser consideradas. A identificação de sinais não orgânicos (sensibilidade aumentada, teste de simulação positivo, hiperreação) é importante para avaliar componentes psicossociais da dor.

Em suma, na crise aguda o exercício está totalmente contra indicado. Deve-se fazer repouso absoluto, deitado na cama.

Uma alternativa é deitar de lado em posição fetal (com as pernas encolhidas). Não estão indicados na fase aguda: tração, manipulação, RPG, cinesioterapia, alongamento nem massagem.

Os analgésicos e os antiinflamatórios podem ser usados. Sedativos são úteis para ajudar a manter o paciente em repouso no leito. Existem outras substâncias muito usadas, porém sem nenhuma eficácia científica comprovada, tais como: vitamina B12, cortisona, cálcio, gelatina de peixe, casca de ovo, casca de ostra, geleia de tubarão, unha do diabo e nenhuma delas tem efeito comprovado.

Nota-se que, quanto mais bem feito o repouso, menos medicamentos são necessários. Obviamente, deve-se tratar a causa da lombalgia.

Quase todos os casos de hernia de disco regridem com repouso no leito, sem necessidade de cirurgia. Assim, a hérnia murcha e deixa de comprimir estruturas importantes, como os nervos.

O tratamento cirúrgico está indicado apenas nos 10% dos casos em que a crise não passa entre 3 a 6 semanas, ou em pacientes que têm crises repetidas em curto espaço de tempo ou quando existem alterações esfincterianas (perda de controle para urinar e defecar). A lombalgia na criança e no adolescente é importante é incomum e de causas que devem ser investigadas cuidadosamente pelo médico ortopedista.

Para evitar que uma lombalgia aguda se torne crônica, muitos fatores são importantes. A correção postural, principalmente na maneira de sentar no trabalho e na escola.

Na fase aguda a ginástica não é indicada, porém, após o final da crise, a prática regular de exercícios físicos apropriados é importante. Quando fizer exercício com pesos na ginástica, proteja a coluna deitando ou sentando com apoio nas costas. Sempre evitar carregar peso.

Não permanecer curvado por muito tempo. Quando se abaixar no chão deve-se dobrar os joelhos e não dobrar a coluna. Evitar usar colchão mole demais ou excessivamente duro, principalmente se o indivíduo é muito magro.

Artigo atualizado em 04/05/2026 03:28.
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