Publicado em 17 fev 2026

As condições clínicas da estomatite

Redação

As úlceras e inflamações bucais, conhecidas como estomatites, podem ser leves e localizadas ou graves e disseminadas. São invariavelmente dolorosas.

A estomatite é uma condição inflamatória da mucosa oral que pode se manifestar de várias formas e graus de severidade. As condições clínicas associadas à estomatite incluem o grau 1 ou assintomático ou sintomas leves; intervenção não indicada.

Não é necessário ajuste da dose. Recomenda-se o uso de enxaguatório bucal sem álcool ou água com sal (0,9%) várias vezes ao dia.

O grau 2 envolve dor moderada; não interfere na ingestão oral; dieta modificada é indicada. Interrupção temporária da dose até a recuperação para grau = 1.

Reiniciar o tratamento na mesma dose. Se a estomatite ocorrer novamente em grau 2, interromper a dose até a recuperação e reiniciar com uma dose 50% mais baixa. Tratamento com analgésicos tópicos bucais pode ser considerado.

O grau 3 é uma dor grave; interfere na ingestão oral. Interrupção temporária da dose até a recuperação para grau = 1.

Reiniciar o tratamento com uma dose 50% mais baixa. Tratamento com analgésicos tópicos bucais e/ou corticosteroides tópicos pode ser necessário. No grau 4, há o comprometimento respiratório com risco de morte; indicação de intervenção urgente.

Considerar a interrupção da terapia, descartar infecção, e considerar tratamento com corticosteroides até a melhora dos sintomas. Enfim, a estomatite pode ser causada por diversos fatores, incluindo reações adversas a medicamentos, infecções, deficiências nutricionais e condições sistêmicas.

O manejo adequado é essencial para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente. É a inflamação da mucosa de qualquer estrutura da cavidade oral. Dentre as patologias mais comuns no contexto da atenção primária associadas à estomatite estão a estomatite aftosa recorrente e a gengivoestomatite herpética.

A estomatite aftosa é a lesão mais comum da mucosa oral. As lesões são dolorosas, recorrentes e podem ocorrer em qualquer local da orofaringe.

A etiologia ainda é desconhecida, mas algumas vezes está associada com diversas patologias, como doenças do colágeno, doenças gastrointestinais e Síndrome de Behçet (1). Ensaios clínicos randomizados (ECR) demonstraram que colutórios a base de gluconato de clorexidina reduziram a severidade de cada episódio de ulceração, mas não tiveram efeito sobre a incidência das úlceras.

Evidências limitadas de apenas um ECR sugeriram que o gel de clorexidina a 0,2% pode reduzir a incidência e duração das ulcerações, quando comparado com uma preparação controle (2).
Pequenos ensaios clínicos randomizados encontraram evidências fracas de que os corticosteróides tópicos possam reduzir a duração e a dor das úlceras sem causar efeitos adversos locais ou sistêmicos (2).

A gengivoestomatite herpética é mais comum em crianças menores de 6 anos, sendo causada pelo herpes simples vírus – HSV (a maioria das infecções orais são causadas pelo tipo 1). A maior parte dos adultos desenvolve imunidade ao HSV como resultado de uma infecção na infância.

Em pacientes imunocompetentes, a evolução geralmente é benigna e autolimitada. A gengivoestomatite herpética geralmente é manejada com cuidados na dieta e analgésicos.

Analgésicos tópicos (como a benzidamina) podem oferecer algum alívio adicional. A clorexidina pode auxiliar a reduzir infecções secundárias e manter a higiene bucal se a escovação dos dentes for dolorosa.

Artigo atualizado em 05/02/2026 03:34.
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