O autossabotador corporativo ameaça a inovação e a competitividade nas empresas
Redação
Mesmo em empresas modernas, o ego pode atuar como um freio invisível à inovação. Esse perfil, chamado de autossabotador corporativo, mantém o status quo, evita mudanças, rejeita novas metodologias e pode comprometer resultados futuros, muitas vezes sem perceber. O comportamento cria rotinas defensivas, politiza decisões e afeta a competitividade da organização.

Ricardo Borgatti –
Mesmo em empresas modernas, a resistência inconsciente às mudanças, alimentada pelo ego, pode se transformar em um obstáculo silencioso à inovação, à competitividade e ao futuro das organizações. Você conhece o autossabotador corporativo?
Ele joga pelo status quo quando a empresa quer mudar ou assume riscos irracionais, reflexo de um ego defensivo ou arrogante. Sabota o futuro e cava sua própria destruição.
Esse comportamento, mais comum do que parece, é um dos maiores entraves para a evolução das organizações. Nas corporações, teorias e práticas são adotadas para a ação com base em crenças, hábitos e ego.
Sem reflexão crítica, líderes e equipes se apegam a elas mesmo quando, de imediato ou em potencial, produzem consequências indesejadas para a organização e para quem as reproduz. Embora tragam prejuízos no curto ou no longo prazo, essas práticas geram uma sensação de bem-estar, porque mantêm a ilusão de controle e a proteção do ego ao preservar coerência com ideias e opiniões pré-formatadas.
Ao iniciar um passo em uma direção errônea, torna-se mais difícil mudar, pois inconscientem...