Proibir a IA generativa não resolve o problema de governança nas empresas
Redação
Quando diferentes áreas contratam ou adotam soluções de IA de forma isolada, geram-se processos desalinhados da infraestrutura corporativa, com risco evidente para as arquiteturas em que os modelos operam sem barreiras de governança de identidade ou gerenciamento de postura de segurança de IA ou application security posture management (ASPM).

Alexandre Azevedo –
Dados da Microsoft indicam que 75% dos trabalhadores já usam inteligência artificial (IA) no trabalho. Essa democratização da IA trouxe consigo um fenômeno incontornável para o ambiente corporativo: a shadow AI, que é uma derivação do shadow IT.
A shadow AI envolve uso descentralizado de ferramentas, modelos e API de inteligência artificial por colaboradores e departamentos, inteiramente à margem da homologação, supervisão ou governança das áreas de tecnologia e segurança. É um cenário que coloca em risco a própria estratégia da empresa: contratos, análises de concorrência, decisões em formação, produtos, serviços e código proprietário ficam em situação de vulnerabilidade.
A prova está em um alerta recente do Gartner, o qual revelou que a shadow AI já se tornou uma prática comum: 69% dos líderes de cibersegurança afirmam ter evidências ou fortes suspeitas de que funcionários utilizam ferramentas públicas de inteligência artificial generativa proibidas pela empresa. Mais alarmante ainda é a projeção a longo prazo: até 2030, mais de 40% das organizações globais enfrentarão...