A qualidade das tubulações de cobre

Além da excelente condutividade térmica, o material é resistente à pressão e às altas temperaturas.

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Da Redação –

A variedade de tecnologias para o aquecimento da água, com o uso da energia solar, elétrica e do gás, popularizou o conforto de ter água quente nas torneiras de casa. Nos novos empreendimentos, a comodidade deixou de ser um diferencial, e na modernização do imóvel, passou a ser prioridade.

O encanamento para condução da água quente nas residências, no entanto, requer a atenção de quem está reformando ou tem planos de modernizar o imóvel. Isso porque as tubulações hidráulicas precisam ser adequadas para condução da água com segurança e eficácia.

Nessa escolha, a preferência deve considerar a durabilidade do material, a resistência à pressão e a temperaturas elevadas, características das tubulações de cobre, que ainda têm a vantagem de não sofrer deformações ou acúmulo de resíduos sólidos em suas paredes. Por ser um metal e ter excelente condutividade térmica, o cobre evita a perda de calor da água, conservando-a quente no interior da tubulação até a saída.

As tubulações de cobre possuem extensa vida útil, facilitam as instalações de água e gás e requerem manutenção mínima. O metal também é muito resistente à ação da cal, areia, do gesso e cimento, materiais comuns em qualquer obra. Dependendo da necessidade, os tubos podem ser embutidos ou aparentes e usados para condução de água potável, água aquecida, gás, sistemas de ar-condicionado e de energia solar. O material não racha nem sofre ressecamento, por isso pode ser exposto à ação do sol, chuva, calor ou frio, em ambientes abertos.

As obras que preveem a instalação de lavadora de louças também devem considerar o uso de um duto que não sofra deformações ou rompimentos, pois há despejo de água quente sob pressão nas tubulações. Esse também é o caso de algumas máquinas de lavar com a opção de lavagem com água quente. O encanamento de cobre atende bem a essas exigências e garante a segurança dos usuários. O diâmetro dos tubos de cobre pode, inclusive, ser menor se comparado a de outros materiais, pois sua parede lisa e íntegra não retém sujeira, evitando incrustações e estreitamentos da passagem da água.

Deve-se ressaltar que as prumadas de cobre resistem à pressão pelo menos 3,5 vezes mais que o mínimo exigido em norma. Essas tubulações também têm grande resistência quando a pressão aumenta em função de uma parada brusca da água (caso do fechamento de uma válvula de descarga) ou um refluxo (comum quando há misturador de água fria e quente, por exemplo).

Comparado a outros materiais, o cobre tem ainda uma particularidade: a de ser um material bactericida, fungicida e algicida, isto é, o metal evita a proliferação de bactérias, fungos e algas. A NBR 15345 de 11/2013 – Instalação predial de tubos e conexões de cobre e ligas de cobre – Procedimento estabelece os requisitos mínimos de montagem e instalação de tubos de cobre, conexões de cobre e ligas de cobre, usados para condução de água fria, água quente, gases combustíveis, gases refrigerantes, gases medicinais e outros fluidos; em instalações residenciais, comerciais, industriais, hospitalares, de combate a incêndio, bem como para outras aplicações compatíveis; em termos de segurança, durabilidade, manutenção e estanqueidade.

Não tem por objetivo estabelecer requisitos de segurança, associados ao uso de sistemas que utilizam tubos de cobre e conexões de cobre e ligas de cobre. As práticas apropriadas de segurança e a aplicabilidade de requisitos adicionais devem ser estabelecidos e adotados antes do uso pretendido.

O material utilizado nas instalações deve ser manuseado e armazenado de modo que sejam preservadas suas características originais. Os tubos e conexões devem ser armazenados em local limpo, coberto, arejado e sem umidade. Quando for impraticável o armazenamento nessas condições, os tubos devem ser dispostos com uma inclinação mínima de 5%.

Os tubos e conexões não podem manter contato direto com o solo. Os tubos devem ficar em cima de apoios, a uma altura mínima de 75 mm, e as conexões acondicionadas em caixas colocadas em prateleiras.

Sobre os tubos não podem ser colocados produtos químicos, vergalhões e outros materiais que possam causar danos à sua superfície. Os tubos e conexões não podem sofrer choques mecânicos que possam causar danos à sua superfície. Os tubos não podem ser arrastados por ocasião de seu transporte. Na operação de dobramento de tubos flexíveis devem ser observados os raios mínimos de curvatura, conforme tabela abaixo.

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Os tubos não podem ser cobertos com lona plástica, para evitar que ocorra acúmulo de umidade pela falta de ventilação ou aeração adequada. Os tubos de cobre não podem ser colocados em contato com tubos de aço, arames de aço, aço para construção ou outro metal que não seja de cobre ou de suas ligas. Os tubos devem ser verificados quanto à sua integridade e limpeza antes da sua utilização.

Em tubulações aparentes devem ser utilizados suportes para a fixação. Os materiais de fixação não podem ser constituídos de materiais que possam provocar danos na superfície dos tubos ou algum tipo de corrosão. Os suportes podem ser fixados nas alvenarias de elevação ou fechamento, em lajes e em outros elementos estruturais, ou então apoiados na superfície.

A fixação dos suportes na edificação deve ser feita com materiais adequados à utilização da edificação e ao meio no qual o material será aplicado. Sempre que houver mudança de direção no caminhamento da tubulação ou for identificado um ponto de possível fragilidade ou esforço, deve ser instalado um suporte para a fixação da tubulação.

Para tubos enterrados, devem ser previstos meios de proteção que garantam a integridade dos tubos (por exemplo, laje, canaletas ou envelopamento de concreto), sempre que identificado algum tipo de agressão ou esforço potencial. As tubulações devem receber proteção anticorrosiva através de aplicação de fitas adesivas específicas para tal finalidade, ou outros meios adequados, levando-se em conta o meio onde estão instaladas e o material da própria tubulação.

Em paredes construídas em alvenaria, a fixação da tubulação deve ser feita com argamassa de cimento e areia, evitando-se o contato com materiais heterogêneos ou potencialmente corrosivos. No caso de paredes pré-moldadas, sistemas dry wall, pisos elevados e tetos rebaixados, a fixação da tubulação deve ser feita por intermédio de suportes de fixação adequados de forma a manter a tubulação permanentemente posicionada.

Para o suporte dos tubos, deve-se verificar inicialmente o tipo e o local da instalação e como a tubulação irá se comportar quando em utilização, para realizar a seleção dos tipos de suporte. O distanciamento máximo dos suportes para instalação dos tubos deve ser conforme tabela abaixo.

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O instalador deve possuir habilitação formal (treinamentos, certificados de qualificação, experiência profissional na área, etc.) para realização dos serviços de união entre tubos e conexões, bem como instalação da tubulação, contemplando no mínimo as seguintes capacitações: interpretação de projetos; identificação dos componentes a serem utilizados (incluem as dimensionais); realização de cortes em tubos e limpeza de tubos e conexões; realização do processo de solda; realização do processo de flangeamento; realização do processo de prensagem radial; familiaridade com elementos da instalação; operação de equipamentos para instalação; conhecimento das normas técnicas de instalações específicas; e conhecimento desta norma.

A limpeza deve ser sempre realizada ao término da montagem da tubulação. Nas instalações prediais de água e proteção contra incêndio, recomenda-se a lavagem da tubulação para retirar impurezas e excessos de materiais procedentes da soldagem (fluxo e solda) e da montagem de conexões (elementos de vedação) que possam ter permanecido em seu interior.

A lavagem da tubulação é realizada por circulação de água limpa por toda a tubulação, com pressão mínima de 9 m de coluna d’água, deixando circular a água até que ela apresente aparência livre de sujeira e materiais impróprios. Caso o sistema não entre em operação, esgotar a água da tubulação até a sua efetiva utilização.

A instalação de tubos e conexões deve ser ensaiada quanto à sua estanqueidade. O procedimento específico para verificação da estanqueidade deve ser conforme o tipo de instalação executada. Os ensaios de estanqueidade devem ser realizados por pessoal devidamente habilitado.

A estanqueidade deve ser verificada antes e após o fechamento de paredes, tetos ou pisos. A estanqueidade da instalação pode ser verificada por partes ou na totalidade.

No caso de o ensaio ser feito por partes, após a conclusão da instalação, é necessário fazer uma verificação da estanqueidade de toda a tubulação. As partes da instalação que apresentarem vazamento devem ser substituídas ou reparadas, e a instalação deve ser novamente ensaiada até a sua completa estanqueidade.

Em resumo, pode-se afirmar que, na construção civil, os tubos de cobre são empregados em instalações de água, gás e incêndio. Como esse metal derrete apenas em temperaturas elevadíssimas, as tubulações desse material são especialmente recomendadas para a condução de água quente residencial.

No entanto, é preciso tomar alguns cuidados na instalação do produto. Deve-se evitar a condução de águas quimicamente agressivas pela tubulação de cobre, assim como o seu contato com outros metais – esses fatores podem provocar reações químicas no produto e acelerar o processo de corrosão do material, implicando vazamentos e redução da vida útil do material.

Os tubos de cobre para gás podem ser colocados em quase toda parte: interior e exterior, incorporado, no solo ou em estruturas dedicadas, porque é capaz de cumprir os requisitos de segurança para este tipo de instalação. Esse metal não é permeável a gases e ar, de forma que nenhum vazamento ou contaminação de fora é possível; oxigênio, raios UV e temperatura não diminuem suas propriedades mecânicas.

Atualmente, o encanamento para condução da água quente nas residências requer a atenção de quem está reformando ou tem planos de modernizar o imóvel. Isso porque as tubulações hidráulicas precisam ser adequadas para condução da água com segurança e eficácia.

Nessa escolha, a preferência deve considerar a durabilidade do material, a resistência à pressão e a temperaturas elevadas, características das tubulações de cobre, que ainda têm a vantagem de não sofrer deformações ou acúmulo de resíduos sólidos em suas paredes. Por ser um metal com boa condutividade térmica, o cobre evita a perda de calor da água, conservando-a quente no interior da tubulação até a saída. O metal se funde a 1.083°C, de forma que a água e o vapor quentes não causam qualquer dano às tubulações.

O cobre (Cu)

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É um metal de número atômico 29 e foi um dos primeiros metais descobertos pelos seres humanos, utilizado desde a antiguidade para a produção de moedas e enfeites. Sua cor é um laranja-avermelhado que desperta interesse em diversas peças. Ele participa do processo de fabricação do bronze, metal que é feito de cobre com estanho, além de possuir diversas propriedades que ajudam na produção e utilização deste metal no dia a dia.

É um bom condutor de calor e eletricidade, sendo usado em diversas operações que necessitam desta propriedade. Não é corrosivo e molda-se facilmente, facilitando a produção de diversos objetos e produtos. É antibactericida, pois não absorve muitas bactérias,  retardando o crescimento de germes que fazem mal à saúde.

O cobre está presente nos fios de rede elétrica com cores diferenciadas, pois são revestidos de outro material para que se torne segura a utilização do cobre e sejam evitados acidentes diversos, já que ele pode propagar calor e energia facilmente.

Além disso, aproveitando suas propriedades, a construção civil utiliza amplamente este metal em diversas áreas, seja para aquecimentos de água e refrigeração, produção de máquinas industriais e até os famosos aparelhos eletrônicos. Sua propriedade antibactericida ajuda nos hospitais, moedas e sistemas de encanamento, pois evita o acúmulo de bactérias que fazem mal à saúde e não devem estar presentes nestes locais.

Está presente na fabricação de veículos, em fios, conectores, freios, rolamentos, radiadores e até mesmo no próprio motor. Um carro possui, em média, 1,5 km de fios de cobre, podendo aumentar em decorrência do tamanho do automóvel.

O cobre combinado com o níquel é muito utilizado nos cascos de navios para evitar a corrosão da água do mar e melhorar a eficiência do transporte, no controle do combustível. Algumas peças ornamentais são produzidas em cobre, já que não corroem e podem enfeitar o ambiente.



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