Os ensaios de perfis de PVC rígido para forros

O forro de PVC é constituído por perfis ou lâminas de policloreto de vinila não plastificado, com acabamento padronizado que fornece ao material uma estrutura rígida e impermeável, além de coloração uniforme e resistência a fissuras e danos externos.

forroDa Redação –

Normalmente, para o encaixe e instalação na superfície do teto ou revestimento de sistemas elétricos e hidráulicos, são utilizados pendurais geralmente constituídos por PVC e aço galvanizado. O desempenho do forro é verificado de acordo com critérios como a resistência a materiais de limpeza; a existência de uma barreira contra lesões químicas causadas por materiais de construção e atmosferas básicas ou ácidas; índice de propagação de chamas.

Além de consulta ao fabricante em casos de aplicação especial, o seu uso em habitações é mais frequente em ambientes úmidos, como banheiros e saunas, pelo fato de o material resistir à umidade e ser de fácil lavagem. O que é viável também em hospitais e unidades escolares, que priorizam a constante limpeza predial.

Na compra do forro de PVC, é importante que sejam verificadas as lâminas, pois serão elas que formarão a base para a instalação do material. Em relação ao encaixe, geralmente a execução é feita pelo sistema macho-e-fêmea, que permite um acabamento de fixação praticamente invisível. Na hora de verificar algumas especificações das peças, é recomendado confirmar se o peso médio das placas varia em torno de 1,9 kg/m² e se o comprimento de base do forro não é maior que 6 m, para não causar emendas.

A NBR 14285-2 de 07/2018 – Perfis de PVC rígido para forros – Parte 2: Método de ensaio se aplica a perfis de poli (cloreto de vinila), PVC rígido para forros suspensos ao teto por sistema de sustentação, protegidos da ação direta do intemperismo, instalados em edificações de uso residencial ou comercial, desempenhando as funções de acabamento interno do teto e/ou ocultamento de redes e de estruturas de telhado. Esta Parte da NBR 14285 estabelece as metodologias de ensaios laboratoriais para determinar as propriedades dos perfis de PVC rígido para forros utilizados em edifícios residenciais e comerciais a fim de verificar o seu atendimento à NBR 14285-1.

A NBR 14285, sob o título geral “Perfis de PVC rígido para forros”, tem previsão de conter as seguintes partes: Parte 1: Requisitos para cores claras; Parte 2: Métodos de ensaio; e Parte 3: Procedimentos para estocagem, manuseio, instalação e operação. Os Anexos de A a H apresentam os detalhes das metodologias de ensaios para determinar as propriedades dos perfis de PVC rígido para forros, a fim de verificar o seu atendimento à NBR 14285-1.

Cada anexo apresenta um método de ensaio e é dividido em subseções conforme a seguir: princípio; aparelhagem; corpo de prova; execução do ensaio; expressão dos resultados; e relatório de ensaio. Para a verificação do aspecto visual dos perfis de PVC rígido para forros, deve-se incluir como aparelhagem uma câmara de luz com iluminação que reproduza o espectro da luz do dia, ou espectrofotômetro específico para o espectro de luz visível, ou colorímetro, ou outro dispositivo similar.

O corpo de prova consiste em um segmento de perfil com comprimento mínimo de (1 000 ± 5) mm, largura e espessura correspondentes às do perfil. O ensaio deve ser realizado com um corpo de prova. Para a execução do ensaio, examinar a superfície aparente do corpo de prova de comprimento de 1 000 mm quanto à presença de ondulações, de corpos estranhos, manchas, riscos, impurezas, bolhas, rachaduras ou outros defeitos. Registrar possíveis ocorrências.

Definir o padrão de cor a ser seguido e os intervalos de tolerância máximo e mínimo. Este padrão de cor pode tratar-se de padrão físico ou padrão de coordenadas de medidas do equipamento. Retirar um segmento de (200 ± 5) mm do corpo de prova e limpá-lo com um pano seco antes de realizar a leitura. Realizar o ensaio de acordo com o equipamento a ser utilizado, conforme a seguir.

No caso de câmara de luz, colocar o corpo de prova na câmara de luz e examinar a tonalidade e uniformidade da cor em referência ao padrão físico do fabricante exposto às mesmas condições de iluminação. Registrar se há compatibilidade ou não. No caso de espectrofotômetro, ou colorímetro, ou outro dispositivo similar, realizar a leitura das coordenadas de medida de cor e compará-la ao padrão estabelecido. Registrar se há compatibilidade ou não.

Verificar a presença de ondulações, manchas, riscos, impurezas e trincas, e a compatibilidade da cor e da tonalidade em relação ao padrão, de acordo com os parâmetros definidos para o equipamento. Registrar possíveis ocorrências. O relatório deve conter as seguintes informações: identificação completa da amostra ensaiada; registro das ocorrências: presença ou não de ondulações, manchas, riscos, impurezas e trincas, e compatibilidade entre os resultados de cor e tonalidade do ensaio e o padrão do fabricante; data e responsáveis pelo ensaio; referência a esta norma.

Para a determinação da estabilidade dimensional dos perfis de PVC rígido para forros, como aparelhagem deve-se usar uma estufa, contendo as seguintes características: dotada de dispositivo capaz de manter a circulação forçada de ar, permitindo a renovação constante do ar circulante; fonte de calor comandada automaticamente por um dispositivo termostático regulável; temperatura da câmara uniforme, com variação máxima de ± 2 °C para a temperatura de 82 °C, permanecendo assim durante todo o ensaio.

Mais um termômetro com resolução de 1 °C, paquímetro de 150 mm com resolução mínima de 0,05 mm e cronômetro. O corpo de prova é uma seção de perfil com (220 ± 5) mm de comprimento. No caso de perfis sem canaleta central, devem ser ensaiados três corpos de prova. No caso de perfis duplos (com canaleta central), devem ser ensaiados três corpos de prova no lado do encaixe macho e outros três corpos de prova no lado do encaixe fêmea.

Para cada corpo de prova a ser ensaiado, em cada uma das duas superfícies de uma seção de perfil, face aparente e verso, são feitas duas marcas de medição por meio de um risco no meio da largura do perfil, distanciadas entre si, no sentido longitudinal do corpo de prova, de l0 = 100 mm.

A distância l0 entre as duas marcas é medida à temperatura de (23 ± 2) °C, com precisão de 0,1 mm. Para se traçar as duas marcas de medição, deve-se primeiro travar o paquímetro em um comprimento que garanta que a distância l0 seja respeitada (por exemplo, travar o paquímetro em 100,03 mm). Feito isso, traçar dois pontos. Estes são os pontos de apoio pelos quais passam as marcas de medição. Traçar as duas marcas de medição e uma reta perpendicular a estas. Esta reta serve de auxílio para a medição da distância l0.

Medir a distância l0 sobre a reta perpendicular recém-traçada. A distância l0 deve pertencer ao intervalo a seguir: 99,9 mm < l0 < 100,1 mm. Para a execução do ensaio, colocar as seções de perfis horizontalmente sobre uma placa de vidro polvilhada com talco, para que as alterações de comprimento não sejam prejudicadas. A face da seção de perfil correspondente à superfície aparente deste perfil deve estar voltada para cima, quando posicionada na placa de vidro.

A placa de vidro com seções de perfil, ambos na temperatura de (23 ± 2) °C, deve ser colocada em uma estufa aquecida a (82 ± 2) °C, com ventilação forçada, durante (30 ± 1) min, contados a partir do restabelecimento da temperatura de ensaio, que não pode ser superior a 5 min. As seções de perfis devem ser posicionadas dentro da estufa de tal forma que o ar circulante passe pelo interior das câmaras dos perfis. Retirar a placa de vidro com as seções de perfil da estufa mantendo a mesma posição até o seu resfriamento, ao ar, até (23 ± 2) °C.

Medir a distância “l1” entre as duas marcas de medição em cada uma das superfícies das seções de perfis. O resultado consiste no cálculo da alteração de comprimento relativa (e100) em %, conforme representado a seguir: e100= (l0 – l1).100/l0, onde l0 é a distância entre as marcas de medição antes do tratamento térmico; l1 é a distância entre as marcas de medição após o tratamento térmico.

O valor individual de cada corpo de prova corresponde à média dos valores obtidos em cada uma de suas duas superfícies, expressos com aproximação de 0,1 %. No caso do perfil sem canaleta central, o resultado final do ensaio corresponde à média dos valores individuais obtidos nos três corpos de prova, de acordo com B.5.2. No caso dos perfis duplos (com canaleta central) são calculadas duas médias, uma para o lado do encaixe macho e outra para o lado do encaixe fêmea. O resultado final para o perfil duplo (com canaleta central) é o maior valor obtido entre os dois lados do perfil.

Anotar os resultados no relatório de ensaio. Para cada perfil ensaiado, deve ser apresentado um relatório contendo as seguintes informações: identificação completa da amostra ensaiada; média das deformações longitudinais dos corpos de prova; data e responsável pelo ensaio; referência a esta norma. Para a determinação da resistência ao impacto dos perfis de PVC rígido para forros, a aparelhagem deve incluir o equipamento de ensaio (ver figura abaixo), constituído de uma base sólida, dois apoios e um pino de impacto, constituído de aço, de formato cilíndrico. A base sólida é constituída de aço e está sobre uma fundação fixa.

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O pino de impacto, durante a queda, é guiado por um tubo-guia de tal maneira que, em queda livre e com o menor atrito ou fricção possível com a guia, atinja o centro, entre os apoios, da seção de perfil. O dispositivo de suporte para o pino de impacto é ajustável em relação à altura da seção do perfil a ser ensaiado, correspondendo à altura de queda livre do pino. O mecanismo de disparo não exerce nenhum impulso sobre o pino de impacto.

O equipamento possui as seguintes especificações: diâmetro do pino: (50 ± 1) mm; massa do pino: (1.000 ± 5) g; distância do vão entre apoios: (200 ± 5) mm; raio de curvatura dos apoios: (5 ± 1) mm; e raio de curvatura da borda do pino: (2,0 ± 0,5) mm.

Devem ser tomadas algumas precauções em relação aos instaladores que não seguem os procedimentos recomendados na norma, em especial com relação ao seu nivelamento, encaixes e espaçamento entre os pendurais e perfis de fixação, ocasionando desalinhamento das peças, bem como barrigas, ondulações e aberturas ao se desencaixarem os perfis de PVC.

Hoje, o mercado que tem utilizado há muitos anos o forro de PVC é o de edifícios comerciais, industriais e de escritórios, tornando-se um produto de uso consagrado nessas obras.  Recentemente, nas edificações residenciais, os usuários vêm se acostumando a conviver com esse produto no forro de suas casas.

Assim, os cuidados para garantir o desempenho do sistema se iniciam no transporte dos perfis de PVC para que caibam por inteiro, sem nenhuma dobra, na carroceria que os irá transportar. Em seguida, na recepção e estocagem no canteiro de obras, devendo ser posicionados horizontalmente em apoios planos, evitando que se enverguem e também que sejam colocadas cargas sobre os mesmos para evitar deformações  que se tornem irreversíveis. E, por fim, instalá-los conforme as recomendações da norma técnica.



Categorias:Metrologia, Normalização

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